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Arquitetura Corporativa de TI

Tecnologias Disruptivas e a Arquitetura Corporativa

Daniel Rosa Publicado em 27 de Julho de 2016 às 13h38
Tecnologias Disruptivas e a Arquitetura Corporativa

Quem estará na linha de frente e será constantemente desafiado a buscar inovações revolucionárias são os Arquitetos Corporativos, estes deverão conectar as estratégias e novos modelos de negócio das organizações às novas tecnologias disruptivas.

Olá pessoal, tudo bem?
Este é o primeiro artigo da série sobre Arquitetura Corporativa de TI, uma importante área ou função que está crescendo diariamente dentro das organizações e que vem assumindo um papel cada dia mais estratégico nas empresas. Neste primeiro artigo vamos pensar um pouco sobre as tecnologias  efetivamente disruptivas e também sobre o papel e a importância dos Arquitetos Corporativos na junção destas tecnologias com os processos das organizações. O próximo artigo será uma reflexão sobre o perfil de um Arquiteto Corporativo de TI e os desafios dos profissionais que desejam migrar para esta área.


O conceito de Tecnologia Disruptiva ou Inovação Disruptiva não é novo e se adequa a qualquer tecnologia, que de modo geral, causariam um rompimento no modelo padrão ou tecnológico de alguma coisa. 

Tecnologias disruptivas ou inovações disruptivas são tecnologias que derrubaram um produto ou serviço dominante no mercado, causando um rompimento no modelo de consumo e uso desses produtos ou serviços. O conceito de disruptivas remete a uma estratégia de inovação e não está totalmente relacionado à tecnologias "revolucionárias" ou "evolucionárias". O conceito de tecnologia disruptiva é amplo de forma que uns podem considerar uma tecnologia disruptiva e outros não. Por exemplo, muitas empresas que lançaram tecnologias e as consideraram disruptivas não tiveram esta mesma percepção por parte de seus clientes. Vamos seguir para alguns exemplos de tecnologias disruptivas, considerando o ponto de vista sobre a percepção do que efetivamente foi ou é disruptivo.

Exemplos mais antigos:

• PCs: Transformaram a maneira como trabalhamos e como nos comunicamos.
• E-books: Transformou a maneira de edição e publicação de livros, assim como, a forma de entrega destes produtos para o consumidor final.
• Comercialização de mídias digitais ao invés da comercialização física de CDs/DVDs:  Segue na mesma linha dos E-books.
• Câmeras digitais: Praticamente mataram o mercado de câmeras químicas.
• Smartphones: Não são apenas um telefone e sim uma caixa de ferramentas com GPS, Calculadoras, Músicas, Vídeos, TV, Redes sociais, etc...

Exemplos mais recentes:

• Redes sociais: Mudaram a forma de se relacionar com outras pessoas, vem aproximando culturas e também virou um grande canal de comunicação e publicidade.
• Uber: Alguém já parou para pensar que o Uber é uma das maiores empresas de frota de taxi sem possuir um único carro próprio na frota?
• Easy Taxi ou 99 Taxi: Mudaram a forma com que usamos os serviços de taxi nas grandes cidades, criaram facilidades com extrema simplicidade aos seus usuários.
• Whatsapp: Está mudando significativamente a forma de comunicação em redes sociais.
• Spotify: Com uma assinatura seus usuários têm acesso a milhares de músicas e ainda podem criar playlists personalizadas e/ou seguir playlists de amigos ou cantores famosos. Novamente vem mudando a forma de comercialização no mercado fonográfico.
• Netflix: O tele expectador com o poder de decidir o que assistir e quando assistir, um o serviço ainda conta com séries e filmes exclusivos para os seus assinantes.
• Cloud Computing: Está revolucionando o mundo dos negócios e deslocando recursos que eram convencionalmente hospedados nos datacenters das empresas para a Nuvem.  Reforçando que, muitas tecnologias disruptivas só aconteceram graças ao advento da nuvem.

Muitas dessas tecnologias mudaram a forma com que estes produtos são comercializados e de como são consumidos, ou seja, derrubaram e continuam derrubando alguma tecnologia que foi ou ainda é dominante no mercado.

Com base nas previsões do Gartner, nos próximos 10 anos as tecnologias serão mais dramaticamente disruptivas e o futuro será construído com base na IoT (Internet das Coisas ou Internet of Things), o que resultará numa avalanche de dados transformando as industrias em negócios efetivamente digitais.

“By 2017, 60 percent of global enterprise organizations will execute on at least one revolutionary and currently unimaginable business transformation effort.”

Fonte: Gartner, 2016

Quem estará na linha de frente e será constantemente desafiado a buscar estas inovações revolucionárias são os Arquitetos Corporativos (Enterprise Architects), que deverão conectar as estratégias e novos modelos de negócio das organizações às novas tecnologias efetivamente disruptivas. São profissionais que necessitam pensar estrategicamente que sejam criativos, influenciadores, inspiradores e com capacidade de construir a confiança necessária entre as áreas de TI e as áreas de negócio da empresa. Necessitam ter conhecimentos técnicos, que sejam capazes de entender as tecnologias existentes e que conheçam as ferramentas e frameworks de arquitetura, como por exemplo o TOGAF.

Agora, se não bastassem tais requisitos os Arquitetos Corporativos também deverão ser capazes e sentirem confortáveis em falar o idioma de TI e o transformar numa língua onde o negócio possa entender. Por este motivo, o conhecimento dos modelos do negócio e de todo o ecossistema da organização são fundamentais para um Arquiteto Corporativo. Em resumo, podemos dizer que o mindset de um Arquiteto Corporativo se fundamenta em três pilares: Comportamental, Técnico e de Negócio.

Autor: Daniel Rosa

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Sobre o blog

Consultor de arquitetura e serviços em TI, Daniel Rosa usará este espaço para falar sobre inovações e tendências na área de TI. Esporadicamente, publicará alguns conteúdos relacionados à sua área de conhecimento: arquitetura corporativa.

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