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Transformação Digital: A Grande Oportunidade das Consultorias

Transformação Digital: A Grande Oportunidade das Consultorias

Paulo Santana Publicado em 22 de Novembro de 2016 às 16h29
Transformação Digital: A Grande Oportunidade das Consultorias

Se você pensa que a Deloitte, EY, KPMG e a PwC são apenas empresas de contabilidade, reveja os seus conceitos.


Antes, apenas conhecidas como empresas de auditoria, hoje faturam bilhões de dólares com serviços de consultoria digital. Essas empresas amplamente conhecidas como as "Big Four" estão agressivamente reposicionando-se para irem além de apenas empresas de auditoria e tornando-se grandes players de serviços de consultoria digital.


As empresas de consultoria têm sido bem-sucedidas, em grande parte, porque mudam continuamente com as demandas dos executivos de negócios e saber navegar por diferentes ondas é a chave para se manter relevante. Foi assim na década de 60 com a corrida por escala, nos anos 70 com ferramentas elegantes de estratégias como a matriz BCG, nos anos 80 com a busca pela qualidade, anos 90 pelo boom da globalização, 2000s com a terceirização de serviços e ao que tudo aponta os 2010`s a transformação digital irá redesenhar a agenda dos executivos e consequentemente das próprias consultorias.


A verdade é que a questão da transformação digital confunde as fronteiras tradicionais entre a consultoria de gestão estratégica e tecnologia. Essa nova realidade abriu espaço para o surgimento de um novo mercado de quase US$ 100 bi, segundo o diretor global do IDC Michael Versace.


Não resta dúvidas que esse novo multibilionário mercado de serviços de consultoria digital que vai desde a construção de estratégias até o desenvolvimento de softwares, é a grande oportunidade de crescimento dessas empresas e, também, de outras consultorias tradicionais como a Mckinsey, BCG e Bain, que a cada dia dobram as suas apostas no potencial desse mercado.


Evidência dessa realidade é o crescimento de dois dígitos nos negócios da EY dos serviços de assessoria focados em tecnologia que os levou a se tornar a segunda empresa "Big Four" a registrar níveis recordes de receita global.


Entre as quatro divisões da EY, assurance (que inclui a auditoria) aumentou 4,8%, a tributária aumentou 9,6%, a consultoria aumentou 13,1% e os serviços de assessoria de transações (TAS) cresceu 14,2%.


As diferentes taxas de crescimento entre as principais linhas de negócios da EY destacam a crescente importância dos serviços de consultoria e o trabalho que se concentra na transformação digital para as "Big Four". Elas ainda permanecem enraizadas no negócio tradicional de contabilidade e auditoria, mas essas divisões estão crescendo a um ritmo mais lento e apontam a tendência de como elas irão se parecer na próxima década.


No início de outubro, a rival PwC informou que as receitas globais subiram 8%, para US $ 35,9 bilhões. Como na EY, as receitas de consultoria da PwC cresceram mais rápido do que sua divisão de assurance, expandindo 8% contra 6%. As receitas da área tributárias da PwC aumentaram 7%.


Lei aqui o último artigo que publiquei e saiba como essas empresas estão se preparando para pegar uma fatia desse mercado de US$100bi e identificar 3 grandes tendências de mudanças que redefinirão o próprio modelo operacional das consultorias.

 

Paulo Santana, atua como consultor e professor de pós-graduação da FIAP.

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Com artigos provocantes, iremos destacar a necessidade do protagonismo da TI na liderança de tecnologias, sistemas e processos para ganhar, servir e reter clientes.


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