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REVIEW

Asus Zenfone 3 - Avaliação completa, total

Flavio Xandó Publicado em 04 de Janeiro de 2017 às 17h57
Asus Zenfone 3 - Avaliação completa, total

Mais que uma nova versão

O Zenfone 3 foi lançado há várias semanas, 25 de outubro para ser exato. Nunca realizo testes rápidos. Não que eu não goste deste tipo de teste, é que não sei fazer assim. E muitas circunstâncias acabaram por me atrasar ainda mais. Mas achei muito bom que tenha acontecido assim porque dessa forma o “frisson” do lançamento passou e posso ser ao mesmo tempo mais preciso, extenso, mas também comedido, sem o impacto emocional do lançamento. Sua chegada em si foi cercada de grande expectativa. Jornalisticamente falando eu possivelmente cometo um erro ao antecipar logo no primeiro parágrafo a conclusão do meu teste. Mas o Zenfone 3 é um aparelho sensacional. Claro que há uma pequena aresta aqui ou ali, mas excedeu de forma destacada o que esperava dele.

Venho testando a linha Zenfone desde seu primeiro lançamento no Brasil, o Zenfone 5 um dispositivo modesto para os dias de hoje, mas ainda bastante competitivo em seu segmento, atualmente em nova versão, denominado Zenfone GO. A linha Zenfone 2, incluindo as variações Selfie, e Laser eram dispositivos evoluídos, um bom hardware de fato, a despeito de relatos isolados que ouvi de aparelhos perdendo funcionalidade após um ano de uso. Isso não aconteceu comigo, com o Zenfone 2 nem com o Selfie. Usei ambos por muitos meses.

O que fazia falta na linha Zenfone 2 era um acabamento mais refinado e mais bonito. Nisso o Zenfone 3 que testei esbanja em elegância e beleza! Seu acabamento envidraçado, tanto na parte dianteira e traseira, sua linha fina, bem fina, 6.16 milímetros apenas (7.7 se levar em conta o pequeno ressalto da câmera), bastante leve (155 gramas), frisos cromados discretos emoldurando cada lateral do aparelho... Gosto é subjetivo, eu sei, mas para mim os designers da Asus acertaram em cheio. Em termos de design o Z3 não fica devendo nada para o concorrente coreano ou californianos cujos smartphones custam mais que o dobro, ou seja, a percepção de valor estético é um grande destaque.


figura 01 – Zenfone 3 – visão frontal, traseira e espessura

A Asus posicionava o Zenfone 2 como um aparelho de nível intermediário. Mas com o Zenfone 3 que testei (modelo ZE552KL) ela pretende criar um segmento que denomina de “mid-high”. Faz sentido pelos atributos técnicos, estéticos, de design, mas não penaliza o consumidor com preços muito elevados (entre R$ 1400 e R$ 1900). A Asus coloca como seus principais concorrentes neste modelo o Samsung Galaxy A7 e o Moto Z Play.

Mas não só de beleza vive um smartphone certo? Cumprindo o protocolo necessário e desejado pelos leitores segue abaixo a ficha técnica do Zenfone 3 que testei (ZE552KL).
  

figura 02 – Zenfone 3 – especificações técnicas


Usabilidade no dia a dia

O que se espera é que o aparelho seja ágil, não demore ao carregar os aplicativos. Deseja-se que lide com desenvoltura com a situação de muitos aplicativos carregados ao mesmo tempo, pois é assim que precisamos no dia a dia. O SoC Snapdragon 625, com seus 8 núcleos em conjunto com os 4 GB de memória RAM, conferem ao aparelho a agilidade necessária e supera as expectativas com fluência e desenvoltura. Durante as várias semanas do teste formal e do tempo que sigo usando o Zenfone 3, a experiência foi “só alegria”. Segundo a Asus Zenfone 3 tem 50% mais desempenho e 35% menos consumo de energia que a geração anterior. Não posso confirmar estes números com este nível de precisão, mas pela percepção subjetiva no uso do Zenfone 3, parece que estes números estão modestamente baixos.

ZenUI : Colabora para a percepção de produtividade a interface própria, a ZenUI. Se você não conhece, não usou outro Zenfone antes, vai se surpreender de início com a elegância da interface, possibilidades de customização e pela presença de atalhos inteligentes, aplicativos para gerenciamento de espaço, memória, notificações, etc. Há quem defenda a interface “Android puro” que é usada por alguns fabricantes, geralmente com o argumento de que é mais leve, limpa e sem “pesar” no manuseio do aparelho. Isso é até verdade, Mas concordo com a argumentação da Asus. A interface “Android puro” é desnecessariamente pobre e a ZenUI além de não “pesar” na manipulação do aparelho, traz funcionalidades interessantes. A contrapartida é que tanto o Zenfone como aparelhos de concorrentes, que também têm suas interessantes customizações, demoram um pouco mais para receber atualizações do Android.
  

figura 03 – exemplo da interface do Zenfone 3

Uma das ferramentas que faz parte da interface da Asus é o Mobile Manager. Depois de ter acesso a este tipo de aplicativo fica difícil pensar em um smartphone sem ter algum recurso assim. É uma central de comandos e informações. Carga da bateria, autonomia, tempo até completar a carga, modo de consumo de energia (desempenho, normal, economia, economia super), quantidade de GB trafegados na rede 3G/4G desde uma data especificada, memória usada, limpeza de memória por meio do descarte de áreas ocupadas por aplicativos inativos, gerenciamento das notificações (o quê e como devem ser mostradas ou filtradas), limpeza de arquivos desnecessários deixados no sistema de armazenamento... Por exemplo, o Instagram vai deixando inúmeras fotos pré-carregadas que não obrigatoriamente você vai ver de novo, no meu caso, em certo dia era quase 1 GB!! Essa limpeza é vital para melhor aproveitar o espaço interno do smartphone, tenha ele 16, 32 ou 64 GB de área interna!!







figura 04 – Asus Mobile Manager – um canivete suíço de utilitários


figura 05 – Asus ZenUI configuração geral


Aquela tela sem graça que é padrão do Android, para gerenciar as principais opções do dispositivo é trocada na ZenUI pela tela abaixo. Mais clara, comunicativa e com ainda mais opções, como por exemplo, “Gerenciador de Auto-Início” para escolher quais aplicativos devem ou não serem carregados automaticamente ao ligar o aparelho, com reflexo na agilidade e economia de energia (não deixar aplicativos pouco ou nunca usados em modo de carga automática).

figura 06 – mais um exemplo da ZenUI


Sua tela tem 5.5 polegadas (nesta versão – existe modelo de 5.2 polegadas) que usa a tecnologia LED Backlight Super IPS, resolução Full HD (1920x1080 pixels). O nível de brilho e contraste é ótimo e as cores bastante vívidas e fiéis. Apenas em situações de intensa luminosidade externa tive alguma dificuldade de leitura, mas ajustando o brilho automático no nível máximo o problema é resolvido. Há tecnologias de tela ainda mais brilhantes, como Super AMOLED (presente no Zenfone 3 Deluxe) e concorrentes premium, mas nem todos gostem neste caso da fidelidade das cores (é bem subjetivo).

USB-C: Importante lembrar que o Zenfone 3 usa para recarga e conexão a computadores um cabo do tipo USB-C, que permite carga mais rápida e transferência de arquivos mais veloz. De quebra não exige posição certa para o encaixe, algo muito prático. Por isso o usuário deve se lembrar de ter este tipo de cabo no carro ou no escritório para uso eventual. Os cabos antigos não servem. Mas um simples adaptador pode ajudar o usuário a “multiplicar” seus cabos atuais transformando-os em USB-C. Falei sobre isso no texto “Resolvendoo pesadelo dos cabos USB com a mudança para USB-C”.

O sensor de impressão digital: Trata-se de recurso presente apenas em smartphones mais sofisticados. O Zenfone 3 conta com este prático auxílio para identificação e segurança. O processo de registro das impressões digitais é bastante simples e permite que até 5 digitais liberem o acesso ao aparelho. Gostei muito da velocidade do reconhecimento da impressão digital, segundo as especificações 0.2 segundos. Mas além disso a impressão é reconhecida de todo jeito. O dedo pode estar perfeitamente alinhado com o sensor, pode estar inclinado, pode estar até de ponta cabeça!! Funciona rápido da mesma forma.

Só não estou totalmente convencido se o posicionamento do sensor na parte traseira é a melhor opção. Por um lado, estando com o aparelho na mão, basta esticar o dedo na parte de trás do aparelho que ocorre o desbloqueio, é muito prático. Mas se ele estiver em um suporte de carro, o sensor fica “escondido” e não pode ser usado. Digitar senha ou mover o dedo usando um padrão definido também destrava o aparelho. Em aparelhos com o sensor na parte de baixo da área frontal (logo abaixo da tela), não tem este problema, mas por outro lado o aparelho requer as duas mãos para ser destravado (segurá-lo e posicionar o dedo da outra mão sobre o sensor). Pode ser apenas uma questão de costume.

Como venho testando alguns smartphones diferentes, quando me acostumo com um, tenho que me habituar com o outro. Mas vale o destaque, no Zenfone 3 o sensor é mesmo muito rápido e o dedo pode estar em QUALQUER posição. Mas definitivamente, atender o telefone pelo sensor de impressão é bastante ergonômico já que ao pegar o telefone, o dedo na parte traseira já está na posição correta!! Bem prático. O sensor também pode ser usado para tirar fotos, além destravar o aparelho e atender o telefone.

figura 07 – sensor de impressão digital na parte traseira (abaixo da lente)

Conectividade: conexão 4G era mais do que esperada, além de 3G plus e 3G padrão. Da mesma forma trabalha no padrão Bluetooth compatível com todos os dispositivos de mercado. Mas é no WiFi que o Zenfone 3 faz mais que a encomenda. Foi ratificado há algum tempo o padrão 802.11ac que abre as portas para as conexões WiFi de velocidade Gigabit. Enquanto o consagrado padrão “n” permite taxas de transferências de 150 a 300 Mbps, o padrão “ac” parte de 600 Mbps e pode chegar até 1300 Mbps (1.3 Gbps). Em smartphones têm sido usadas velocidades intermediárias do “ac”, mas mesmo assim muito mais rápidas que os padrões anteriores. Mas não é só isso. O padrão “ac” trabalha obrigatoriamente na frequência de 5.0 Ghz e não 2.4 Ghz que é usada pela imensa maioria dos sistemas de WiFi, e acredite, telefones sem fio e até fornos de micro-ondas caseiros. Assim o WiFi padrão “ac” do Zenfone 3 não apenas permite que ele se comunique de forma muito rápida com a rede e Internet, se existir o roteador WiFi “ac” no ambiente doméstico ou de trabalho, como também a comunicação será isenta de interferências diversas, resultando em maior confiabilidade.


Todos os membros da família do Zenfone 3 (incluindo o Max e Deluxe)


O modelo que testei é o “mid-high” da família. Com 64 GB custa R$ 1899 em 12 vezes ou R$ R$ 1747 à vista. Tem versão de 16 GB por R$ 1499 em 12 vezes ou R$ 1379 à vista. Na versão de 32 GB custa R$ 1699 em 12 vezes ou R$ 1499 à vista.











figura 08 – Zenfone 3 – objeto deste teste e deste texto


Mas há outros integrantes. O Zenfone 3 Max, o membro de fato intermediário merece destaque. Tem acabamento mais simples, em plástico, um processador um pouco mais simples, mas ainda assim muito bom e memória ligeiramente menor (2 GB), mas seu grande destaque é a bateria de 4100 mAh!! Se o Zenfone 3 com 3000 mAh já obteve o resultado fantástico em meu teste (como mostro abaixo), imagino como se sairia o Max em meus testes!! Sua tela tem resolução de 1280x720 pixels. Este modelo rivaliza com o Samsung Galaxy J5. Na versão de tela de 5.2 polegadas, processador MediaTek MT6737 e 16 GB tem preço de R$ 999. Terá também versão com tela de 5.5 polegadas, processador Snapdragon 430, rivaliza com o Samsung A5, sem venda ainda no Brasil, mas chegará em breve.

ATUALIZAÇÃO: Fui contatado pela Asus e me ofereceram testar este smartphone, ou seja, já está chegando no Brasil.

Importante destacar, mesmo na versão de R$ 999 conta com conectividade 4G e sensor de impressão digital, algo praticamente inexistente nessa categoria de smartphone.


figura 09 – Zenfone 3 Max com tela de 5.2 polegadas




Mas ainda existe o verdadeiro “monstro” dessa geração! Trata-se do Zenfone 3 Deluxe. Tela super Amoled de 5.7 polegadas, Gorilla Glass 4, processador “top” do momento, o SnapDragon 820, câmera principal de 23 MP, memória de 6 GB e armazenamento de 256 GB!!! Seu preço é de R$ 4.899 (em 12 vezes) ou R$ 4.399 à vista. Segundo a Asus rivaliza com o iPhone 6s Plus. Há modelos com um pouco menos armazenamento a partir de R$ 3.899 em 12 vezes ou R$ 3.599 à vista.
  

figura 10 – Zenfone 3 Deluxe – o “monstro” da família

Todos estes preços foram obtidos na loja online da Asus em dezembro de 2016. Fazendo uma pesquisa rápida em outras lojas virtuais, há variações de preços, alguns menores que os preços referenciais da Asus. Vale uma pesquisa.

No começo de 2017 a Asus apresentou na CES em Las Vegas 2 novos membros da família Zenfone 3. O Zoom tem um sistema duplo de câmera frontal que se destaca por um Zoom ótico de 2.3x (mais que o iPhone 7 Plus que tem zoom ótico de 2x). Na sua câmera “normal”, que tem zoom digital até 12x, sua lente tem abertura f1.7 (igual ao do Samsung S7). Tem tela/painel super AMOLED (muito vívido e brilhante). Também tem uma bateria impressionante, com capacidade de 5000 mAh!! O Zenfone 3 “convencional”, o que eu testei, tem bateria de 3000 mAh e já foi muito bem no teste!! Imagine esta versão! Ainda não foi divulgada disponibilidade deste modelo para o Brasil.
  

Zenfone 3 Zoom

Também foi apresentado o Zenfone 3 AR (realidade aumentada – da sigla em inglês) que esbanja capacidade de processamento com Snapdragon 821, o SoC mais avançado da fabricante Qualcomm. Além disso tem tela de 5.7 polegadas super AMOLED na resolução 2560x1440. Trata-se do primeiro smartphone que integra duas diferentes plataformas em uma só (Google Tango e Daydream). Tudo isso visa maximizar a experiência de realidade virtual, por meio de adaptação visual (óculos 3D com o próprio smartphone) e realidade aumentada. Para complementar dispõe de 3 câmeras, a principal de 23 MP (sensor Sony IMX 318). Ainda não foi divulgada disponibilidade deste modelo para o Brasil.
  

Zenfone 3 AR
 

Analisando em detalhes a autonomia de bateria do Zenfone 3

O modelo de uso dos smartphones vem se alterando, tornando-se mais intenso. Isso se reflete na expectativa que as pessoas têm em relação à duração da bateria. Apenas 8 horas, já não é mais aceitável. Ninguém quer ficar dependente de cargas ao longo do dia ou no carro, embora isso possa acontecer em uma situação de emergência. Um dos principais motivos de eu demorar para testar um aparelho se deve ao estudo da autonomia da bateria. No mínimo 3 semanas de uso contínuo em regime de uso normal, com todos meus aplicativos do dia a dia instalados.

O Zenfone 3 foi até agora, entre os smartphones que testei o que apresentou a melhor autonomia de bateria nestas condições de uso!! Em média 18 horas e 12 minutos de duração!!!! Grosso modo, das 6 da manhã até a meia noite!!! Quem não será atendido nessas condições? Fantástico!! Durante o teste pude conversar com a Asus e me foi dada uma explicação. Quando usaram o processador Intel Atom para seu primeiro smartphone, uma plataforma adequada para o desempenho, mas longe de ser extremamente eficiente em termos energéticos, muitas otimizações e técnicas para aumentar a autonomia precisaram ser desenvolvidas. Agora, usando o ótimo SoC da Qualcomm, o Smartdragon 625, que é bem eficiente, este conjunto de tecnologias e medidas de economia levaram o Zenfone 3 a este patamar de desempenho na gestão da energia.

Durante todo o período de teste eu jamais precisei de cargas adicionais durante o dia. Não precisei! Mas digamos que o seu perfil de uso seja muito mais intenso que o meu, que você possa exaurir a carga na metade do tempo, o sistema de carga rápida vai ajudá-lo a ter algumas horas a mais com pouco tempo de recarga, mais 3.5 horas de autonomia com apenas 20 minutos de recarga ou a carga completa em 1 hora e 40 minutos.

Você que leu este tópico até aqui, se queria saber sobre a autonomia de bateria, em resumo, viu que eu obtive 18 horas e 12 minutos em média e isso coloca o Zenfone 3 como o melhor smartphone que já testei até agora em questão de autonomia. Se quiser saber o porquê disso, pode acompanhar os parágrafos abaixo onde detalho todos testes que fiz. Se esta conclusão já é suficiente e não quer se aprofundar, pode seguir para a leitura para o próximo tópico no qual falo da câmera fotográfica do Zenfone 3.

Fundamento meu teste de autonomia em algumas situações distintas. Algumas são apenas para referência e comparação com outros smartphones.

Standby: aparelho ligado, mas sem usá-lo de forma alguma, tela apagada, porém recebendo mensagens, e-mails e atualizações de redes sociais, conectado à rede 3/4G ou WiFI. Nesta situação o Zenfone 3 pode permanecer 185 horas até esgotar sua bateria, quase 8 dias!!

Youtube: o segundo cenário é de uso contínuo de Youtube. O mesmo vídeo sendo reproduzido ininterruptamente, tela sempre ligada, nível de brilho perto de 60%. Nesta função o Zenfone 3 permaneceu ativo por quase 12 horas.

Gravação de vídeo: O terceiro cenário é da função de filmagem na resolução 1980x1080 (full HD), tela sempre ligada, imagem sendo continuamente capturada e gravada. Descobri ser esta a situação que mais estressa a bateria do Zenfone 3, na qual ele segura a gravação de vídeo por 5 horas e 15 minutos.

Waze: O quarto cenário é do uso contínuo do aplicativo de navegação por GPS e identificação dos melhores caminhos. Era até então, até eu começar a fazer o teste de gravação de vídeo, este aplicativo o maior triturador de baterias que havia para qualquer smartphone. O Zenfone 3 consegue manter o Waze funcionando em média por 7 horas e 48 minutos!!!  Importante frisar “em média” porque há tempos já sei que o ritmo de consumo da bateria nesta situação depende do trajeto, da temperatura, se há incidência de sol no smartphone, etc. Capturei os dados de 18 viagens que mostro no gráfico abaixo. Raros são os smartphones que chegam a 5 ou 6 horas de autonomia nesta rigorosa avaliação! Seu antecessor, o Zenfone 2 entregava 4 horas e 6 minutos neste teste. Há smartphones que mal chegam a 3 horas. Outra forma de ver este mesmo número é, 1% de carga de bateria entrega cerca de 4 minutos e 45 segundos. O Zenfone 3 tem um comportamento excelente quando demandado pelo Waze!
  

figura 11 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze

Carga da bateria
: também julgo muito importante o tempo de carga da bateria. Caso tenha sido esquecido de carregá-lo de um dia para o outro, o Zenfone 3 ganha aproximadamente 1% a cada minuto. Levou 1h e 40 minutos (100 minutos) para a carga total, com ele ligado (mas sem usar). Vendo de outra forma, uma carga de 40 minutos confere autonomia extra de mais de 7 horas no regime “misto” que eu o submeti (um pouco mais de 18 horas de autonomia total). Ou mais de 3 horas e meia com apenas 20 minutos de carga. O que você acha? Eu achei muito bom.  


figura 12 – autonomia da bateria em diferentes atividades

Uso real
: o cenário que julgo mais importante é mesmo o “uso natural” do smartphone, no qual por pelo menos 3 semanas adoto o aparelho como meu único dispositivo do dia a dia, todos meus aplicativos, redes sociais, 4 contas de email, whatsapp, fotos, vídeos, etc. Há uma boa variabilidade na autonomia. Nos 21 dias testados, obtive uma vez mais de 21 horas de uso contínuo e no pior caso 12 horas e meia, média de 18 horas e 12 minutos. Avalio smartphones há um bom tempo e como meu padrão de uso não mudou tanto assim, é para mim referencial para comparações e por isso atesto que até agora, nenhum foi tão bem neste teste.
  



figura 13 – autonomia da bateria em regime “natural” 

Ainda estou tentando correlacionar algumas informações como percentual de tempo de uso de tela, GPS, principais aplicativos, uso de fotos, voz, etc. Ainda não consegui um modelo matemático adequado, mas para os mais curiosos, a tabela abaixo contém o “diário de bordo” do meu teste. Podemos identificar de forma aproximada porque certos dias o consumo foi maior ou menor.
  


figura 14 – “diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)

O que julgo mais importante é destacar que estas 18 horas de autonomia média reflete o MEU PADRÃO de uso que com certeza não é igual ao do leitor. Posso ser mais comedido ou posso ter um modelo de uso mais intenso. Por isso que gosto de mostrar a tabela acima. Ela ilustra o que eu fiz a cada dia com o smartphone. Não por acaso o dia que teve maior consumo foi o que teve maior percentual de uso de tela, 34% do tempo ligada. Há dias com maior uso de GPS/Waze, há dias sem Waze, com fotos, voz, etc.

A forma de coleta de dados que utilizei foi muito simples, um pouco trabalhosa, mas simples. A cada dia registrava a hora que começava o uso, a partir de 100% de carga. No final do dia aferia o percentual usado e pelo tempo decorrido podia inferir o tempo total que teria durado a bateria naquele dia. Abaixo mostro algumas telas que exemplificam isso.

Neste particular dia comecei a usar o Zenfone 3 às 7:00 e encerrei o uso às 20:36 tendo consumido 61% da carga (sobrando 39%). Neste dia a tela consumiu a maior parte da energia, seguida pelo Waze e pelo Facebook e Whatsapp.

   


figura 15 – registro do consumo de energia de um dia típico

Interessante destacar que foram mais de 4 horas e 5 minutos de uso de tela, ou seja, tempo que manipulei o smartphone e mais de 2 horas e 5 minutos de Waze!! Um dia bastante típico para o meu padrão de uso. E mesmo assim, fazendo as contas, neste dia a autonomia prevista seria perto de 22 horas!!! Isso em 13 horas e 23 minutos e pela previsão do próprio Zenfone 3 (que bateu com os meus cálculos), haveria mais 9 horas de autonomia se o mesmo padrão de uso se repetisse.




figura 16 – registro do uso de tela e do Waze neste dia típico

Li alguns testes especializados na mídia que não destacaram a duração de bateria como vantagem do Zenfone 3 e até se manifestaram críticos a respeito. Percebi que nestas avaliações foram usados softwares e benchmarks para estressar o smartphone e assim depreender uma “duração de bateria”. Respeito este tipo de teste e vejo também utilidade nessa abordagem. Porém não existe nada como usar de fato o aparelho no dia a dia, com toda a variação natural de demanda, aplicativos diferentes, por tempos diferentes, etc. , ou seja, uso “humano” e natural do smartphone.

Também apresento os testes “isolados” (Youtube, standby, Waze, gravação de vídeo) para que dessa forma o leitor possa com estas informações todas de uma certa forma inferir como o Zenfone 3 seria adequado ou não para sua utilização. Pode haver smartphone cuja autonomia seja melhor?  Difícil, mas pode. Só que ainda não passou pelas minhas mãos. Tenho grande curiosidade para testar o Zenfone 3 Max e o Moto Z Play (teste em progresso) que pela capacidade de suas baterias prometem duração de bateria ainda maior. Será??!!


O sistema de câmera fotográfica do Zenfone 3


O sistema ótico do Zenfone 3 é bastante elaborado e sofisticado. O Zenfone 2, se não tinha a elegância e design da nova versão, já era bastante competente para tirar fotos e registrar filmes. Você pode conferir por si mesmo no texto “Asus Zenfone 2 – desvendando a bateria, câmera e mais!”. Testei o Zenfone 2 em uma viagem para a China e fiz fotos sensacionais!

Uma série de tecnologias estão presentes que precisam ser apresentadas, pois colaboram para o salto de qualidade dessa geração. O sensor ótico de 6 elementos é da marca Sony (IMX 298), de última geração capaz entre outras coisas de filmar em resolução 4K (3840 × 2160) e tirar fotos de 64 MP (mais detalhes adiante). Conta com estabilização de imagem ótica e eletrônica, que torna uma verdadeira proeza registrar uma foto tremida. A câmera traseira tem resolução de 16 MP e a frontal de 8 MP com grande angular de 84 graus. Ambas as câmeras têm abertura f2.0 que significa boa sensibilidade à luz, tornando fotos em ambientes menos iluminados possíveis.



figura 17 – sistema ótico Sony IMX 298 com 6 elementos 

O sistema de autofoco consegue capturar o elemento sendo fotografado em apenas 0.03 segundos e em modo de filmagem o autofoco funciona de maneira contínua. Conta com refinado modo manual que permite tempo de exposição de até 32 segundos, que deve ser suficiente para capturar o brilho das estrelas no céu!! Tem HDR evoluído, para permitir registro de cenas com primeiro plano mais escuro em fundo claro. Várias tomadas são feitas com exposições diferentes e são combinadas as imagens para uma correta distribuição de luz na foto.

Tem sensor de luminosidade na câmera traseira para um correto “balanço de branco” que resulte em fotos bastante realistas e cores naturais. Tem também o modo “pouca luz”, o já conhecido modo da “coruja” que intensifica a iluminação em até 4 vezes. Para isso a foto tem resolução máxima de3 MP, mas faz verdadeiros milagres na captura da imagem em condições bem adversas de iluminação. E tem o modo “super resolução” que gera uma foto de 64 MP (!!!), quatro vezes mais que os 16 MP da câmera traseira, por meio de composição e interpolação de várias imagens tiradas. E de fato faz um ótimo trabalho nesta resolução “simulada”.


figura 18 – características do sistema ótico do Zenfone 3

Eu não podia deixar de lado estas especificações todas. Precisava contar para os leitores as tecnologias do sistema de câmera do Zenfone 3, segundo a Asus um smartphone “criado para fotografar”. Mas melhor que citar estas tecnologias todas é mostrar boa parte delas em ação, compartilhando o resultado em diferentes fotos capturadas por mim, um fotógrafo amador, sem domínio de grandes técnicas, ou seja, um consumidor padrão.

Super resolução: 16 MP é a resolução do sensor ótico, mas é capaz de gerar uma foto de 64 MP!! Não punha muita fé na qualidade dessa interpolação, mas pelo que vi, é mais do que isso. Segundo a Asus múltiplas capturas são feitas e um esperto algoritmo faz a interpolação. Vejam o resultado. A primeira foto é a original e a segunda mostra em detalhe, bastante ampliado (marcado em vermelho na foto original) de um pedacinho, que comprova a competência deste recurso.



figura 19 – foto original na qual foi usada a super resolução (clique para ampliar)


figura 20 – foto da direta com super resolução (clique para ampliar)

Na foto da direita percebe-se claramente a melhor definição. Não há “pixelação” da imagem, os contornos são muito mais suaves e há mais detalhes. Não existe necessidade para usar super resolução a todo momento, mas o Zenfone 3 o faz de maneira eficaz se assim seu usuário o desejar.
HDR Pro: fotos contra fundos iluminados são sempre muito problemáticas! Apenas fundo aparece e o primeiro plano fica totalmente escuro. O Zenfone 2 já tinha um bom nível de HDR, confira este link e veja seu teste, incluindo as fotos. Mas já que o HDR do Zenfone 3 é agora PRO, segundo a ASUS, eu o submeti ao pior cenário possível que é a foto CONTRA A LUZ!! Na foto abaixo se vê o sol diretamente ao fundo, as pedras no primeiro plano estão boa parte delas surpreendentemente visíveis. Além disso achei que a foto ficou lindíssima!

figura 21 – uso do HDR Pro - detalhes mesmo contra a luz (clique para ampliar)

Pouca luz
: da mesma forma que o Zenfone 2 tinha um bom HDR, também tinha um modo específico para pouca luz, mas o Zenfone 3 dá um passo adiante, proporcionando recurso para ampliar em 4 vezes a luminosidade, usando ao máximo seus sensores. Tem uma contrapartida, a foto resulta no máximo de 3 MP, mas fica ótima nesta situação de pouca luz. A primeira foto é de uma sobremesa que tirei em um jantar, ambiente bastante precário em termos de iluminação. Não só ficou perfeita como ainda se percebe o efeito de profundidade de campo.


figura 22 – uso recurso “pouca luz” (clique para ampliar)

A foto seguinte me impressionou pela forma despretensiosa que ela foi tirada. Por entre os vidros do terminal 3 do aeroporto de Guarulhos, sem ajuste particular algum, nem o modo “pouca luz” eu usei. Mesmo assim o avião próximo, o avião mais distante e a lua ao centro, foram todos capturados com precisão.



figura 23 – foto noturna (clique para ampliar)

foto ao crepúsculo, dificílima, mas o Zenfone 3 registrou a cena muito bem em modo “pouca luz” (clique para ampliar)


Selfie
: a câmera frontal registra as fotos com resolução de 8 MP e tem um ângulo de captura de 84 graus. Mas há muitos recursos para aprimorar ou embelezar o auto retrato, bem como selfie panorâmico. Há ajuste de tom de pele, efeito “blush” (rostos mais avermelhados), suavização da pele (rejuvenescedor), realce para os olhos, etc. No meu caso não há muito que possa resolver para embelezar (!!), mas experimentei um bocado com cada um destes ajustes, sempre indo do grau mínimo para o grau máximo e assim poder perceber bem os efeitos gerados. A foto abaixo tem apenas alguma aplicação de suavização de pele, mas tirada em difícil situação (fundo claro) e ao amanhecer. Só depois que descobri que mesmo em modo selfie a câmera frontal também tem modo HDR Pro, pena que não usei! Mas mesmo assim a foto ficou boa.


figura 24 – selfie (clique para ampliar)

Foto próxima
: gosto muito de registrar objetos em curta distância. Isso exige que a câmera tenha uma boa capacidade de fazer o foco nesta situação. Também dá um efeito muito bonito a correta “profundidade de campo”, ou seja, e elemento próximo em foco e o cenário distante desfocado. A foto abaixo dá um bom exemplo disso.



figura 25 – foto foco próximo (clique para ampliar)

Instantâneos rápidos
: fotografar é capturar emoções. Assim a câmera precisa ter a agilidade para rapidamente permitir registrar aquela cena que te impressionou ou te emocionou. Tecnicamente a foto abaixo não faz uso de nenhum recurso especial. Mas ilustra este lado de passar por um local, ouvir a música que toca o coração e registrar o momento. Aliás, também filmei este momento com o Zenfone 3. Na sequência ilustro este tipo de foto “descompromissada” mostrando outros instantâneos que capturei.




figura 26 – clique para ampliar



figura 27 – clique para ampliar



figura 28 – clique para ampliar


figura 29 – clique para ampliar


figura 30 – clique para ampliar

A câmera do Zenfone 3, seja para fotografar, seja para filmar (inclusive em 4K) representa um bom avanço em relação ao Zenfone 2. Há ainda diversos recursos a citar, como “time lapse” (filma um tempo grande em pouco tempo), foto “retrocesso de tempo” (muitas fotos tiradas na sequência e a melhor delas pode ser escolhida), “sorriso em grupo” (a foto é tirada automaticamente quando todos estiverem sorrindo), panorama, criação de animação GIF, entre tantos outros. E preciso citar o modo manual, que permite tempo de exposição entre 1/50000 e 32 segundos, ISO de 50 a 3200, foco manual, etc. para ser usado quando o eficiente modo automático, por qualquer motivo não for suficiente para obter algum efeito desejado.


Acidente de percurso com o Gorilla Glass!

O Zenfone 3 é construído com o consagrado vidro Gorilla Glass 2.5, resistente e bastante adequado a este tipo de smartphone. Na versão Deluxe o Zenfone 3 usa o Gorilla Glass 4.0, versão mais evoluída deste material especial desenvolvido pela Corning. Ao longo do teste e do uso, o Zenfone 3 sofreu algumas quedas. Caiu de cima da mesa, caiu do meu bolso, caiu de cima de um sofá, de várias formas. Não quis propositalmente colocar o Gorilla Glass 2.5 à prova. Estas quedas apenas aconteceram ao longo do tempo, sem que nenhuma consequência funesta acontecesse. Que bom!! É resistente mesmo.

Mas no dia 23 de dezembro eu estava arrumando a bagagem no porta malas do meu carro para uma viagem de natal e ano novo quando o pior aconteceu. Eu tinha colocado o aparelho em uma démodé pochete que uso de vez em quando, mas esqueci de fechar o zíper. Lá pelas tantas o Zenfone caiu da altura de minha cintura rumo ao chão da garagem, feita de um concreto absolutamente duro. Tivesse caído “de chapa” e não “de canto” o Zenfone 3 teria resistido. Mas a queda no concreto, de canto, no lado superior esquerdo (o que ficou mais castigado) iniciou uma trinca que se estendeu pela metade superior da tela como mostra a foto abaixo. A parte traseira do Zenfone 3 ficou perfeita, sem uma trinca. E apesar das rachaduras, estou usando sem maiores problemas (salvo a redução da visibilidade).



figura 31 – como ficou o Zenfone 3 após a rigorosa queda no concreto


Este tipo de incidente não é incomum com smartphones, sejam quais forem. E não escolhe marca nem modelo. Já me aconteceu com um Quantum, com Samsung, Motorola... acontecem também com iPhones de forma geral. Se a queda é “de mal jeito”, principalmente na quina do aparelho, poucos se salvam. Agora vou executar o procedimento padrão da Asus. Abrirei um chamado para reparo fora de garantia, afinal foi uma queda e nada a ver com processo de fabricação ou defeito de fábrica. Aliás, eu me lembro que com o Zenfone 5, o primeiro que foi vendido no Brasil, eu tive problema parecido. Acionei o suporte, enviei pelo correio e em 8 dias tive o aparelho consertado de volta. E tomarei mais cuidado no futuro!! É minha dica.


Conclusão


Por ter testado o Zenfone 3 por mais de 45 dias (explicitamente) e usado ao todo por quase 3 meses posso apontar seus pontos fortes e fracos.  É um dispositivo que prima por um design refinado, bastante diferente de sua versão anterior. Seu acabamento em vidro nos dois lados e bordas levemente arredondadas lhe conferem uma elegância que o nivela a aparelhos que têm quase o dobro de seu preço. Sua tela de LED IPS é ótima em brilho, contraste e realismo das cores. Apenas a versão Deluxe tem tela Super Amoled, mas a resolução Full HD (1920x1080) está presente nos modelos, menos na versão Max, a mais simples, que é 1280x720.
  


figura 32 – Zenfone 3


O vidro Gorilla Glass 2.5 é bastante resistente, mas não é capaz de realizar o milagre de resistir a uma queda sobre uma superfície de concreto e ainda mais em uma trajetória oblíqua, pegando o canto do aparelho. Mas isso não me preocupou, pois no passado quando precisei de reparo em smartphone da Asus isso aconteceu de forma natural e rápida.

A qualidade do sistema ótico é bastante diferenciada, tanto para fotos em ambientes com ampla iluminação como em locais com pouca luz, situação que lida muito bem. Aprimoramentos das fotos, super resolução (64 MP interpolada de ótima qualidade), filmagem em Full HD e 4K, recurso de “time-lapse”, amplo modo manual, são alguns dos destaques. Apenas smartphones da concorrência que custam o dobro do preço têm alguns atributos mais amplos, como por exemplo, abertura f1.7 enquanto o Zenfone 3 tem abertura f2.0 e modo “pouca luz” (que o faz chegar praticamente ao mesmo resultado).

A durabilidade da bateria é um imenso destaque. Até agora eu jamais testara um aparelho que no meu padrão de uso entregara 18 horas de autonomia em regime “normal”. Não é benchmark e sim meu próprio hábito de consumo. Se você não leu o meu teste detalhado da bateria, recomendo que o faça, pois há vários outros cenários nos quais o Zenfone 3 foi amplamente competente!

Em termos de usabilidade, por sua configuração robusta, 4 GB de memória, armazenamento de 64 GB, resolução Full HD, tela LED IPS, processador de 8 núcleos Snapdragon 625 de 2.0 Ghz, Android 6 complementado pela ZenUI, atende a todas necessidades. Tem uso fluído, sem engasgo algum, rápido e responsivo. O sensor de impressão digital, aliás, presente desde o membro mais simples e barato da família, o Zenfone 3 Max de 5.2 polegadas, situado na parte traseira me deixou dividido. Às vezes amava ter o sensor ali e outras horas me irritava por não poder ter acesso frontal, é questão de costume e preferência. Acabei por me adaptar e gostei.

É uma opção excelente para quem vem usando smartphones de categoria intermediária e quer sem grande investimento adicional, ainda abaixo de R$ 1900 (começa a partir de R$ 1400), desfrutar de um verdadeiro “mid-high” como a Asus denominou. Leve, fino, elegante, rápido, bonito, duração de bateria diferenciada (melhor que já testei até agora), é real opção a ser considerada pelo consumidor.
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