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Copa 2014: TI é mobiliário?

Roberto Mayer Publicado em 14 de Agosto de 2013 às 09h51

Tive a oportunidade de mediar um debate sobre como o país está se preparando na área de TICs para a Copa do Mundo de 2014. O debate fez parte do evento ?TICs para os Megaeventos Esportivos?, que aconteceu na Amcham (Câmara Americana do Comércio), em

Tive a oportunidade de mediar um debate sobre como o país está se preparando na área de TICs para a Copa do Mundo de 2014. O debate fez parte do evento ?TICs para os Megaeventos Esportivos?, que aconteceu na Amcham (Câmara Americana do Comércio), em São Paulo, nos dias 2 e 3 de agosto. O painel que mediei (representando o setor de TI) ainda contou com a participação de Artur Coimbra de Oliveira, diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações; João Moura, presidente executivo da TelComp ? associação das operadoras de telecomunicações; e Rodrigo Meira, assessor do Ministério dos Esportes. Um debate envolvendo todos os players, tanto membros do governo como os representantes de entidades privadas de TI e Telecom, é essencial para um primeiro balanço da evolução da preparação do país no que diz respeito ao uso de recursos de TICs para a Copa do Mundo. A importância de se fazer esse balanço agora é justificada pelo fato que, se for necessário efetuar correções de rota, o prazo para identificá-las e conseguir implementá-las a tempo está praticamente no fim. O presidente da Telcomp foi muito feliz ao afirmar que, para tornar realidade o legado positivo que o governo promete deixar para o país após o mega-evento, não é possível deixar os planos para a implementação dos recursos de TICs para a última hora: nesse caso eles viriam num container antes do evento, e seriam devolvidos logo após, gerando apenas custos para o país. Esse tratamento das TICs foi comparado, durante o debate, ao tratamento que é dispensado aos móveis e decoração dos estádios e demais locais envolvidos na Copa: só depois de todas as obras civis prontas e inauguradas é que esses gastos são autorizados, e a entrega se dá em curto prazo, impedindo qualquer prazo para seu  desenvolvimento ? que bem sabemos como é necessário na área de TICs para dominar a tecnologia. Esteve presente no evento também o Sr. Phumlani Moholi, CIO da Copa da África do Sul em 2010, e que levantou a questão sobre a definição, pelo governo brasileiro, da distribuição das responsabilidades entre os vários órgãos envolvidos na estruturação do evento no país. Segundo os representantes do governo a matriz de responsabilidades está em fase de construção neste mês de agosto de 2011. Ficou claro ainda, durante o debate, que a área de TICs dentro dos estádios não está sendo contemplada como parte do projeto básico apresentado pelos construtores para a obtenção dos recursos financeiros. Assim, os recursos de TIC serão tratados às pressas, na véspera da inauguração. Essa atitude se opõe à preocupação do governo com o legado que a Copa deixará para o país, que na área de TICs inclui o ?desenvolvimento local de conteúdo específico para a Copa do Mundo?. Embora este item seja parte dos objetivos elencados pelo governo, não possui qualquer (plano de) ação até o momento para concretizá-lo. *Roberto Carlos Mayer (mailto:rocmayer@mbi.com.br) é diretor da MBI (http://www.mbi.com.br), vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e representante do Brasil junto à ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI).
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