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Nova era

Como tornar realidade a transformação digital?

Publicado por: Déborah OliveiraEditor Publicado em 18 de Abril de 2015 às 15h41

CIOs concordam no IT Forum 2015 que tema é desafio atual e exige colocar em prática o tripé pessoas, processos e tecnologia

Como tornar realidade a transformação digital?

Transformação digital é realidade. Mas como colocá-la em prática? O tema foi destaque do Intercâmbio de Ideias Antes da TI, a Estratégia, que apresentou dados do estudo realizado com os CIOs participantes do IT Forum, encontro organizado pela IT Mídia, que acontece de 17 a 21 de abril, na Praia do Forte (BA). 

O estudo Antes da TI, a Estratégia, conduzido pela IT Mídia, em parceria com os consultores Sérgio Lozinsky e Cezar Taurion, identificou pontos importantes sobre os investimentos tecnológicos nos próximos meses e como os CIOs estão se preparando para implementá-las. “Dos resultados obtidos, fizemos um paralelo com a forma que os líderes de TI estão lidando com a transformação digital”, explicou Lozinsky, questionando os participantes em seguida: “como fica a estratégia digital em relação à TI? Qual o papel do CIO nessa mudança?”.

Taurion observou que todos os líderes estão estudando o tema. E embora haja um consenso sobre a importância do tema para a área, ainda há um descompasso sobre a teoria e a prática. Agora, no entanto, a transformação digital passa a fazer parte da agenda do líder de TI, especialmente em razão da pressão das áreas de negócios.

Para David Cardoso, CIO da Sodexo, que participou do Intercâmbio de Ideias, para fazer a transformação acontecer não há segredo, é preciso seguir a regra pessoas, processos e tecnologia. “Somente dessa forma, será possível se livrar da dependência diária dos sistemas, de mantê-los no ar, e aproveitar oportunidades”, opinou.

O CIO da CSC Camargo Corrêa, Ricardo Castro, lembrou que todas as empresas já estão no mundo digital de alguma forma. “Podem não estar pró-ativamente, mas estão”, pontou. A saída para acelerar iniciativas do tipo, acredita, é criar times para liderar ações, com profissionais das áreas de negócios e de TI, sempre buscando um resultado efetivo para a empresa.

A transformação digital ganhou novos contorno na GM e foi batizada de revolução digital. Para o CIO da empresa, Jorge Luis Cordenonsi, o tema é vital em qualquer indústria. Ele concorda com Castro que os times dedicados ao movimento devem ser mistos, com profissionais de diversas áreas, não só da TI, englobando ainda talentos de diversas idades, dos nativos digitais aos mais experientes.

Na Roche, o tema está em pauta e já conta com uma equipe para liderar iniciativas digitais. Lais Machado, CIO da empresa, conta que a equipe digital está dentro da TI, mas com profissionais que conhecem profundamente os negócios. 

Por enquanto, esse time realiza iniciativas de forma ordinária, mas a estratégia vai ser fortalecida nos próximos meses. “Nos próximos dois anos, vamos responder de forma muito rápida a essas demandas. O que estou fazendo no momento é realizar demandas transacionais de forma tradicional e digital no modelo de serviços”, explicou.

Cesar Augusto Bueno, CIO da Usiminas, encontrou um caminho diferente para conduzir transformações digitais. “Montamos grupos com as áreas de negócios e identificamos como cada área queria operar. Encontramos uma forma de não levar para o termo transformação digital, mas como ela quer trabalhar”, contou, explicando, que dessa forma foi possível identificar gargalos e então avaliar soluções para resolvê-los. “Se não puder atacar de uma vez, crie estratégias menores”, ensinou.

Mudar, mas assumir riscos
Outro ponto identificado pelo estudo Antes da TI, a Estratégia e apresentado na discussão foi o futuro do CIO. Quando perguntados qual a expectativa da carreira nos próximos anos, 35,7% disseram que querem se manter responsáveis pela TI em uma posição mais alta, enquanto 35,1% relataram desejar se manterem como CIOs. “Mas o que os líderes de TI estão fazendo para que isso seja realidade? Uma vez que manter a operação rodando não é passaporte para isso”, provocou Lozinsky.

Taurion observou que mesmo que grande parte dos CIOs queiram mudar de status na empresa, eles estão insatisfeitos, já que pesquisas de mercado apontam alta rotatividade de CIOs no mercado nacional. 

Diante desse quadro, Lozinsky e Taurion aconselham: CIOs que querem mudar e crescer profissionalmente têm de assumir riscos nos próximos anos, já que não assumi-los não é garantia de sucesso, muito menos continuidade: é totalmente necessário, finalizam.

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