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País não percebe velocidade da onda de inovação, afirma presidente da IBM Brasil

Publicado por: Vitor Cavalcanti Publicado em 24 de Novembro de 2016 às 13h01

Para Marcelo Porto esse atraso em formar e ocupar vagas criadas a partir de novas tecnologias influencia inclusive posição do País em ranking de competitividade e inovação

País não percebe velocidade da onda de inovação, afirma presidente da IBM Brasil

O mundo passa por uma série de transformações que já resultam em mudanças fortes no dia a dia das pessoas e das empresas. A maioria já reconhece o papel fundamental que tecnologia tem exercido nessas mutações, mas boa parte também parece paralisada diante do turbilhão de coisas que acontece e não consegue esboçar uma reação de forma a adaptar-se ao novo momento, formar capital humano para essa nova era e preparar aqueles cujas posições estão desaparecendo para ocupar novos papéis nessa sociedade que se cria.

Parte dessa conclusão veio do presidente da IBM Brasil, Marcelo Porto, quando dizia não acreditar que a tecnologia e as máquinas substituirão em 100% as pessoas, mas que haveria uma complementaridade e que, embora muitos cargos deixariam de existir, outros seriam criados. Diante do posicionamento, o executivo foi questionado se o País e o mercado estavam encarando essa realidade como deveriam, formando pessoas para preencher essas novas posições e outras que possam vir a ser criadas. 

“Eu vejo o País muito atrasado para formar e ocupar novos perfis e as lacunas que surgem por conta de tecnologia”, disparou Porto. “Estive em um evento recentemente e quando perguntei sobre blockchain, por exemplo, talvez menos de 0,5% da plateia tinha ouvido falar ou conhecia essa tecnologia”, continuou, para completar: “O País não está percebendo a velocidade que esta onda (de inovação) está chegando. Se não se conscientizar, pegue um salva vidas. As empresas também estão atrasadas. E com isso estamos perdendo posições no ranking de inovação”. 

Falando especificamente de tecnologia, o momento atual é complexo, é verdade, mas nada justifica a paralisia. É preciso aproveitar o estágio atual para investir em conhecimento. Como lembrou Mauro Seguro, CMO da IBM, toda essa ebulição acontece porque “diversas tecnologias, como realidade aumentada, realidade virtual, internet das coisas, inteligência artificial e computação cognitiva, estão chegando ao amadurecimento ao mesmo tempo e isso provoca essa movimentação e reduz os ciclos de inovação.”

O ponto positivo da conversa com os executivos da IBM é que nem tudo está perdido. Existem empresas no País preocupadas com essa avalanche de inovação e com todos os impactos em nosso modo de viver. São companhias que apostam em tecnologias emergentes, mas em busca de respostas para esse novo tempo. É como se estivessem de fato enfrentando essa transformação como se deve. 

Dois exemplos citados por Porto vêm da área da saúde. O Grupo Fleury, por exemplo, está com um grande projeto de uso de Watson aplicado ao genoma. Ainda está em piloto, mas os ganhos são imensos. A outra empresa é a TheraSkin, que aplica a mesma tecnologia para o desenvolvimento de novos produtos na área de dermocosmética. Isso faz com que o setor, inclusive, seja uma das grandes apostas da empresa, além de finanças e educação. 

O presidente da IBM Brasil lembrou ainda que diante de tudo que tem acontecido e com o amadurecimento dessas tecnologias emergentes e a grande disponibilidade de informação, a companhia passa a comparar o dado com recurso natural, e esse dado iluminado, com uso de inteligência artificial, traz possibilidade ímpares. “Humanizar a tecnologia e a experiência de uso é um dos alicerces da transformação digital”, observou, ao refletir sobre os impactos da computação cognitiva e inteligência artificial na sociedade atual. 


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