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40% das compras fraudulentas em e-commerce foram em São Paulo, diz estudo

A Konduto, analisando o ano de 2018, indica que a região Sudeste tem um maior número de incidentes de tentativas fraudulentas online.

Wellington Arruda

09/08/2019 às 19h27

Mapa da Fraude 2016 traz informações sobre tentativas de fraude no e-commerce brasileiro
Foto: Shutterstock

A região Sudeste é responsável por 60,03% das tentativas de fraude em compras online do Brasil. O número foi apontado pela Konduto, que monitora o comportamento de navegação e compra de usuários em lojas virtuais.

A métrica foi levantada como mais um meio de abranger o debate (e reflexão) sobre fraudes na internet brasileira. Isso, claro, considerando também "profissionais de risco em e-commerce e pagamentos de digitais".

Foram divididas tentativas de fraude por Estado projetadas sobre o total nacional.

  • Sudeste: 60,04%
  • Nordeste: 15,16%
  • Sul: 9,64%
  • Centro-Oeste: 9,59%

Considerando-se os Estados, especificamente, São Paulo aparece em primeiro com 40,68% dessa base de mercado. O Rio de Janeiro aparece em segundo com 9,77%; Minas Gerais em terceiro com 8,15%; Bahia em quarto com 5,36% e Ceará em quinto com 4,40%.

De quem é a culpa?

Se somadas as compras fraudulentas de todos os Estados brasileiros fora do sudeste (23), o total é de 39,97%. O que ainda é abaixo de SP isoladamente.

De um segundo ponto de vista, a cada 10 mil compras online fraudulentas no Brasil, mais de 4 mil têm origem em SP.

A Konduto diz que estes números não indicam que São Paulo é a principal responsável pelas fraudes online do Brasil. "A região Sudeste é a que mais possui quantidade de compras fraudulentas porque, também, é a que possui o maior share no e-commerce brasileiro", explica.

A análise da empresa aponta que 58,15% das compras online totais de 2018 foram feitas no Sudeste, sendo 37,63% em São Paulo. O Rio aparece em segundo com 10,95% e Minas Gerais em terceiro com 8,26%.

O estudo analisou mais de 128 milhões de pedidos que passaram pelo sistema da Konduto entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2018. Ele leva em consideração as tentativas de fraude, como pedidos considerados suspeitos e que resultaram em chargeback.

A empresa destaca que a maioria das tentativas de fraude é barrada antes mesmo da aprovação do pagamento pelas operadoras de cartão de crédito.

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