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5 cuidados para aproveitar o crescimento do varejo de forma sustentável

Setor que cresceu 2,3% em 2018, registrando segundo ano consecutivo de altas e ganhos, requer planejamento e gestão estratégica

Willian Ferreira da Seven PR

27/02/2019 às 18h40

Foto: Divulgação

O varejo segue dando boas notícias para a economia brasileira. Se o País ainda busca a completa retomada econômica, o setor já aparece com bons números. Em 2018, o segmento teve crescimento de 2,3%. O índice, por sinal, não deixa de ser histórico. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o maior incremento do nicho desde 2013.

Apesar dos seguidos anos de instabilidade econômica no Brasil, esse índice traz esperança e aponta a necessidade de cautela para um setor que ainda está em recuperação. Um recorte que também revela uma tendência é o aumento no volume de vendas da última Black Friday, em novembro passado, que gerou ao setor uma alta de 4,2% no período.

No entanto, mesmo num cenário cada vez mais favorável, o comércio aquecido requer alguns cuidados dos empreendedores. Apesar do aumento nas receitas e, possivelmente, nos lucros, não se deve aumentar investimentos sem, antes, pensar na saúde do fluxo de caixa. Pensando nisso, a Adianta, fintech 100% digital que desburocratiza a concessão de créditos para pequenas e médias empresas, elencou cinco cuidados que o empreendedor precisa para aproveitar essa nova onda de crescimento prevista para os próximos anos. Confira:

Gestão financeira

Conseguir estabelecer o equilíbrio do fluxo de caixa e a estabilidade entre contas a pagar e a receber é imprescindível para a saúde de qualquer empresa. Daí a importância de estruturar absolutamente todos os gastos, ganhos e lucros, além de prever os gastos variáveis como um possível aumento da equipe e dos impostos para conseguir aproveitar o bom momento do segmento. Separe os custos fixos dos variáveis e preste bastante atenção ao fechar o caixa. O saldo tem que bater. Se isso não acontecer, faça e refaça todas as contas relativas às operações realizadas no dia. A precisão precisa ser cirúrgica na conferência desses dados.

Prevenção de Fraudes

Atos criminosos são cada vez mais comuns no comércio brasileiro, seja no ambiente offline ou online. Esses infortúnios vão desde roubos físicos dentro das lojas, desvios de produtos ou dinheiro ligados a fornecedores até o roubo de informações. As transações online e por cartões são mais suscetíveis a fraudes e isso exige que o empreendedor esteja sempre atento.

De acordo com o Grupo New Space, o varejo foi o segundo setor mais atingido por fraudes em 2017. Por isso, investir em tecnologia e em um sistema de gestão confiável é relevante para minimizar os impactos da malandragem de alguns consumidores levianos. Duplicação de operações e trocas de mercadorias, por exemplo, também necessitam de cuidado especial.

Gestão de riscos

Se a gestão financeira é fundamental, a gestão de riscos também merece espaço na atenção do empreendedor, pois o ajudará a definir o futuro do negócio. Os riscos incluem fatores internos e externos que, aliados à uma má gestão, podem levar a prejuízos irreparáveis. Assim, a melhor forma de lidar com essa questão é executar um bom gerenciamento capaz de medir e controlar esses riscos, evitando que eles atinjam o caixa da empresa. Essa gestão envolve a prevenção de perdas financeiras, por exemplo, evitando a venda de um produto sem conhecimento e análise de sua procedência, e os riscos que permeiam essa comercialização.

Além disso, a otimização de recursos e processos operacionais, assim como a definição da margem de lucro da empresa precisa ser bem estudada antes da precificação de qualquer produto. Lembre-se que resolver uma ameaça depois de instalada custa caro.

Equilíbrio financeiro

Ao ver que os ganhos estão maiores que as despesas em determinado período, o empreendedor pode cair no erro de usá-los de maneira inadequada. Por isso, evite sustos e administre o capital de giro de maneira planejada e controlada, afinal ele é o que faz qualquer empresa girar e não é uma reserva para investimentos. O montante exigido para esse capital depende de uma série de fatores, entre eles a sazonalidade do empreendimento.

Em suma, esse montante é a parcela de recursos de longo prazo (endividamento, capital de sócios) que financiam as atividades de curto prazo do negócio. Por isso, cuidado. Esse saldo precisa se manter positivo. Com mais dinheiro circulando no mercado, as chance de desvios são ainda maiores e, neste sentido, uma má gestão pode levar a empresa à falência.

Estude alternativas de crédito

Se perceber um possível desequilíbrio, saiba que, hoje, o mercado de fintech dispõe de recursos bem menos burocráticos e mais flexíveis e acessíveis, que podem ajudar o empreendedor ou administrador financeiro do varejo a colocar as contas em dia. A antecipação de recebíveis é um bom exemplo, pois consiste em antecipar duplicatas de venda a prazo, parcelas no cartão de crédito ou cheques pré-datados.

Ou seja, esse capital que só entraria no caixa da empresa nos próximos meses é antecipado e utilizado para saldar dívidas atuais. Como essa modalidade de crédito apresenta menor risco de inadimplência, uma vez que o recebimento do montante já está programado, as taxas praticadas costumam ser inferiores às praticadas na maioria das demais linhas de crédito. Porém, como toda e qualquer estratégia empresarial, deve preceder estudos e planejamento. Avalie as taxas e controle os valores que estão sendo antecipados.

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