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5 dicas para equipes enxutas entregarem soluções como empresas grandes

Durante esta jornada como empreendedor, sendo uma equipe de uma pessoa só, aprendi que tudo está baseado em gerar confiança.

*Murillo Alcantara

30/07/2019 às 12h08

Foto: Shutterstock

Quando decidi começar a EasyMovie do zero, tomei uma das mais difíceis decisões da minha vida, e não era aquela velha e conhecida decisão de largar uma carreira estável, e que decolava muito bem, por sinal. Era a de começar uma startup sozinho.

Durante esta jornada como empreendedor, sendo uma equipe de uma pessoa só, aprendi que tudo está baseado em gerar confiança.

Assim como criamos percepções ao conhecer uma pessoa, ao ter contato com uma empresa, você cria uma percepção automática (registrada pelo seu subconsciente) se aquela empresa é grande, média ou pequena. Tamanho, que é associado pela qualidade do que você oferece.

Nesta jornada, aprendi como equipes enxutas podem entregar resultados grandes. Refletindo sobre esse aprendizado, decidi separei algumas dicas.

1) Foque no design!

Quando você olha um restaurante bem apresentado por fora, o que vem na sua cabeça? A comida é boa, provavelmente tem chefs conceituados e o atendimento deve ser ótimo.

O mesmo acontece quando você olha para um site ou uma plataforma. Design passa profissionalismo e segurança. Nosso cérebro associa automaticamente que, para chegar a algo bem feito, tem muito trabalho e talento por trás disso.

Crie algo bonito e robusto, mesmo que tenha trabalho manual nos seus bastidores. O que impacta a decisão de compra do usuário é o que ele vê, o que ele sente.

2) Faça coisas não escaláveis, mas que impressionem o cliente

Não foque seus esforços em criar um sistema complexo e automatizado, mas sim em algo que vai gerar muito valor para o seu público. É melhor o usuário ter cinco funcionalidades importantes na experiência dele, do que uma extremamente automatizada (pois neste caso, o usuário é você, que não irá precisar realizar certas tarefas).

Você vai conseguir atender manualmente por um bom tempo, pois garanto que sua base não cresce do dia pra noite, além do fato de que muitas das suas premissas irão mudar. Então, é melhor construir algo automático, apenas depois de ter dado certo.

3) Automatize gatilhos importantes da experiência

Automatize apenas gatilhos que irão impactar a experiência do usuário. Alguns pontos de contato que precisam ser real time, como notificações, por exemplo. Quando bem pensados e customizados, geram um impacto muito positivo.

Ferramentas como Hubspot ajudam a criar estes gatilhos usando informações personalizadas do seu cliente. Cada momento tem o seu nível de relação. É preciso levar em consideração o mindset esperado do seu cliente para personalizar a experiência dele.

4) Foque nos gargalos. Não nos seus, mas sim dos seus clientes

É muito comum tentarmos automatizar processos para aumentar a nossa produtividade. Mas aí você é seu próprio cliente. No início, priorize soluções para aqueles momentos não tão bons que impedem o seu usuário de progredir com a sua solução.

Esta é uma boa maneira de orientar as suas decisões.

5) Ofereça um atendimento omnichannel

Existem muitas ferramentas que facilitam a nossa vida para os diferentes pontos de contato com o cliente, já que ele pode chegar até você de diferentes lugares, como e-mail, chat online, Facebook, Instagram.

A Intercom, por exemplo, permite que você atenda a um usuário de maneira integrada e automatize respostas para perguntas frequentes, conseguindo atender diferentes pessoas ao mesmo tempo. Ou, até mesmo, receber agendamentos de reuniões feitas por prospects, sem nenhum esforço seu.

Todos estes aspectos trazem uma agilidade que será percebida pelo cliente, e mais uma vez irá passar segurança. Começar com uma estrutura enxuta é muito desafiador, mas com um bom planejamento e auxílio da tecnologia, é possível escalar e crescer.

*Murillo Alcantara, 29 anos, é formado em Economia, pós-graduado em Administração pelo Insper, com experiência profissional em Business Intelligence, Estratégia e Inovação. Foi líder de inovação na multinacional francesa Ticket, na qual trabalhou diretamente com o presidente, liderando a transformação digital da empresa e implementação de uma cultura voltada à Inovação. Dirigiu a criação de novos produtos por meio de Design Thinking, Lean Startup e Agile, gerindo times de Designers, Desenvolvedores e Especialistas de Produto. Desenhar estratégias focadas em User Experience é um de seus pontos mais fortes.

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