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5 passos para companhias tradicionais continuarem a ser relevantes em meio às startups

Déborah Oliveira

30/06/2016 às 13h15

5 passos para companhias tradicionais continuarem a ser relevantes em meio às startups
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Startups continuam a ameaçar companhias estabelecidas e, nesse cenário, organizações mais tradicionais devem descobrir como se manterem relevantes em um mundo que é mais focado na experiência do cliente do que nunca.

Examinando empresas disruptivas da atualidade, um tema claro emerge: um foco quase míope sobre criação de experiências intuitivas agradáveis para usuários finais e clientes. Para se manterem competitivas e relevantes, empresas devem investir em experiências. E, nesse cenário, o design faz a diferença.

Mas, calma, isso não significa que contratar um grupo de designers vai salvar a empresa. Se a companhia não tiver processos e cultura para apoiar suas contribuições, nada adiantará. Ao site The Next Web, Clark Valberg, cofundador e CEO da InVision, negócio de design de produto, listou cinco passos para que empresas tradicionais continuem a ser relevantes em um mundo dominado por startups. Confira abaixo:

1. Unir negócios e design
Muitas empresas tradicionais têm projetos isolados. Se você quer que sua organização compita com empresas orientadas a design, deve se aliar às áreas de negócios. A Capital One é um ótimo exemplo disso. O Capital One Labs está endereçando a mudança do modelo bancário por meio do foco no cliente. Ao incorporar design thinking no processo, eles estão reimaginando a forma como 65 milhões de pessoas interagem com seu dinheiro.

Para conquistar esse nível, a empresa optou por garantir estreita colaboração entre o laboratório e suas unidades de negócios. O resultado? Clientes orientados pela experiência, como o aplicativo Wallet, que está atraindo a atenção do mercado e angariando clientes.

2. Envolva partes interessadas
É apenas na compreensão de onde você está que se pode traçar um objetivo de onde se quer chegar. Ao entender profundamente a organização e seus processos, você consegue entender de forma bastante interessante como tudo acontece. Incluir executivos C-Level no processo não é má ideia e não limita o pensamento a apenas uma parcela da empresa.

A Intuit, por exemplo, implementou uma abordagem de design-centric, desafiando todos na organização, não apenas líderes, a incorporar design thinking em suas rotinas de trabalho.

Reconhecendo a necessidade de uma abordagem centrada no cliente, e observando quedas nas suas ofertas comerciais mais tradicionais, a IBM está usando design thinking para reestruturar a empresa. Não é tarefa fácil, admitem os líderes da companhia, mas é necessária em função do ritmo acelerado das mudanças rumo à tecnologia digital.

3. Compreenda os processos de sua organização
Em sua essência, o processo deve ser social, aberto e altamente comunicativo. A frase "você não recebeu o memorando?" nunca deve ser proferida. Se não for por meio de reuniões, melhores ferramentas de comunicação interna, melhor gerenciamento de projeto ou uma combinação de todos os itens acima, ninguém da equipe deve assumir uma tarefa e não ouvir sobre ela em três meses.

4. Dissociar a engenharia
Se a engenharia é mantida isolada, servindo apenas para consulta pontual, você corre o risco de produzir um produto com gaps. Incluir o time de engenharia na conversa garante que o que você está perseguindo é factível. Os engenheiros podem fornecer informações valiosas sobre a tecnologia certa e a abordagem para seus objetivos, e até inspirar um novo plano de ação.

5. Abrace a interação
O constante processo de feedback significa que mais membros da equipe podem contribuir com ideias que valem a pena. Em última análise, esse processo leva a melhores resultados, e repeti-lo gera aumento do conforto com a própria evolução. Discipline-se para abraçar a iteração sempre: não se contente com o bom o suficiente.

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