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5G começa a entrar na rota das empresas

Segundo estudo do Gartner, 66% das empresas têm planos de implementar 5G até 2020

Redação

19/12/2018 às 8h01

5G
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Estimativas do Gartner apontam que 66% das organizações têm planos de implementar 5G até 2020, sendo que as organizações esperam que as redes de quinta geração sejam usadas principalmente para comunicações e vídeos baseados em dispositivos de internet das coisas (IoT), sendo a eficiência operacional o principal motor.

“Em termos de adoção de 5G, as organizações focadas em usuários finais têm demandas e expectativas claras para casos de uso. No entanto, uma questão importante que os usuários de 5G enfrentam é a falta de disponibilidade dos provedores de serviços de comunicação (CSPs). Suas redes 5G não estão disponíveis ou não são capazes o suficiente para as necessidades das organizações”, explica Sylvain Fabre, diretor de pesquisas do Gartner.

Para explorar completamente o 5G, é necessária uma nova topologia de rede, incluindo novos elementos de rede, como edge computing, fatiamento de rede central e densificação de redes de rádio. “No curto e médio prazo, as organizações que quiserem aproveitar o 5G para casos de uso como comunicação, vídeo, controle e automação de IoT, não poderão confiar totalmente na infraestrutura pública 5G para entrega”, acrescenta.

Principais casos de uso para o 5G

As comunicações de dispositivos IoT continuam sendo o caso de uso alvo mais popular para o 5G, com 59% das organizações pesquisadas esperando que as redes com capacidade de 5G sejam amplamente usadas para essa finalidade. O próximo caso de uso mais popular é transmissão de vídeo, que foi escolhido por 53% dos entrevistados.

“O número de comunicações de IoT é surpreendente, já que outras alternativas comprovadas e econômicas, como IoT de banda estreita em 4G e soluções de área ampla com baixo consumo de energia, já existem para conectividade wireless IoT. No entanto, o 5G está posicionado de forma única para fornecer uma alta densidade de terminais conectados - até 1 milhão de sensores por quilômetro quadrado”, diz Fabre.

“Além disso, o 5G potencialmente atenderá a outras subcategorias de IoT que exigem latência muito baixa. Com relação ao vídeo, os casos de uso serão variados. Da análise de vídeo à colaboração, a velocidade e a baixa latência do 5G serão adequadas para o suporte a conteúdo de vídeo 4K e 4K de HD ", complementa.

Status da implantação 5G

O Gartner prevê que, até 2022, metade dos CSPs que concluírem as implantações comerciais de 5G deixarão de monetizar seus investimentos em infraestrutura de tecnologia de back-end, devido a sistemas que não atendem totalmente aos requisitos de caso de uso 5G. "A maioria dos provedores de serviços de criptografia só obterá uma infraestrutura 5G completa nas redes públicas durante o período de 2025 a 2030 - já que eles priorizam o rádio 5G, depois o fatiamento central e a edge computing", frisa Fabre.

De acordo com o especialista, isso ocorre porque os planos de redes públicas 5G dos CSPs variam significativamente em termos de tempo e escopo. Os CSPs inicialmente se concentrarão nos serviços de banda larga do consumidor, o que pode atrasar os investimentos em computação de ponta e fatiamento central, que são muito mais relevantes e valiosos para os projetos 5G.

O Gartner aconselha que, para atender às demandas das empresas, os profissionais de tecnologia que planejam soluções de infraestrutura 5G devem se concentrar em redes que ofereçam não apenas rádio 5G, mas também infraestruturas e serviços de fatiamento e computação de ponta para redes privadas. Os CSPs, por si só, podem não satisfazer totalmente as demandas de curto a médio prazo das organizações que desejam implementar o 5G rapidamente.

“As redes privadas para empresas serão a opção mais direta para as que desejam se beneficiar das capacidades 5G desde o início. Essas redes podem ser oferecidas não apenas por CSPs, mas também diretamente por fornecedores de infraestrutura - e não apenas pelos tradicionais grandes fornecedores de infraestrutura, mas também por fornecedores com experiência em nuvem e software”, finaliza Fabre.

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