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6ª geração de processadores Intel chega em meio a cenário desafiador

Vitor Cavalcanti

05/04/2016 às 14h41

6ª geração de processadores Intel chega em meio a cenário desafiador
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A Intel acaba de anunciar oficialmente a chegada da 6ª
geração de sua família de processadores ao Brasil. Ao menos 20 modelos de 14
fabricantes já estão disponíveis no País por meio de diversos canais de vendas.
A expectativa da fabricante, como afirma o presidente da subsidiária
brasileira, David González, é bastante otimista, prevendo uma transição tão
rápida quanto aconteceu com a adoção da geração antecessora.

As oportunidades podem ser encontradas tanto no mercado
consumidor quanto no corporativo. Dados apontam, por exemplo, que existem no
Brasil mais de 30 milhões de PCs em uso e que foram adquiridos há mais de
quatro anos, ou seja, estão com tecnologia ultrapassada. “O que essas pessoas e
empresas estão perdendo”, indaga González.

O executivo lembrou que há cinco anos era comum no mercado
corporativo o uso de equipamentos que ocupavam um espaço físico equivalente a
50 litros, hoje, por outro lado, já existem equipamentos que ocupam apenas um
litro. Existe uma redução do uso do espaço físico, acompanhado de economia de
energia e ganho de eficiência, tanto em processamento, quanto na parte gráfica.

Falando no segmento corporativo, a aposta está nos
processadores Core i5 e i7, ambos com a tecnologia vPro embarcada. Essa
tecnologia que permite gerenciamento remoto vem numa forte evolução na última
década e, na versão atual, possibilita, por exemplo, autenticação multifatorial,
por meio do uso de biometria, PIN, proximidade e localização AMT, garantindo um
nível de segurança ainda mais elevado.

Mas ainda que seja um segmento lucrativo, nem tudo está
caminhando como poderia. Um dos gráficos mostrado pelos executivos durante o
anúncio aponta que dos três grandes pilares corporativos, o client, que é o
mais tradicional e envolve os PCs, registrou queda de 8%, ao passo que data
center (11%) e IoT (7%) cresceram.

“Data center é grande, mas não vou deixar de enfatizar client.
O Brasil consome mais de 500 mil máquinas com vPro por ano, então, segue como
prioridade para nós”, frisou González, ao ser questionado se haveria um foco
específico para o segmento empresarial.

Já olhando o mercado consumidor, que vem em queda no mundo e
no Brasil sofreu um pouco mais devido ao cenário econômico (dados da IDC
apontam queda de 36% na venda de computadores em 2015 no País), o executivo
afirma que a saída para vencer num ambiente como o atual é apresentar as
melhores tecnologias. “As três categorias de maior crescimento estão associadas
à inovação: gamers, 2 em 1, que mais que dobrou em vendas no ano passado, e
equipamentos com Core i7, que mesmo em ano de queda registrou crescimento de
25%. Quanto mais rápido desenvolvemos um produto, mais conseguiremos acelerar
sua adoção.”

Para o segmento consumidor os processadores seguem com as
nomenclaturas Core i3, i5 e i7 que, quando comparados a computadores com cinco
anos de uso, apresentam desempenho 2,5 vezes superior, bateria com duração três
vezes maior e um salto em gráficos que estão 30 vezes melhores. 

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