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A inconveniente paralisia de análise do processo decisório

Termo se refere à situação em que se fica analisando o problema demasiadamente sem nunca chegar numa conclusão

Déborah Oliveira

10/07/2019 às 8h01

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Ter de tomar decisões é uma constante no mundo dos negócios. Mas decidir nem sempre é fácil. Muitas decisões difíceis podem nos colocar em situações em que não se sabe para onde ir.

Uma das principais dificuldades nessa hora é o que se conhece por paralisia de análise. Do inglês, analysis paralysis.
O termo se refere à situação em que se fica analisando o problema demasiadamente sem nunca chegar numa conclusão. Dessa forma gerando uma “paralisia” no processo decisório que fica prejudicado por uma falta de decisão.
Os motivos disso acontecer podem ser alguns.

Um deles é quando existe uma quantidade de opções muito grande a ponto da pessoa não conseguir chegar a uma conclusão do que é melhor.

Sempre fica com a sensação de que pode estar escolhendo a opção errada e vai se arrepender depois. Com isso quer analisar mais e mais.

O problema disso tudo é que eventualmente chega um momento em que o custo da falta de decisão se torna maior do que uma eventual escolha não tão ideal.

Outra possível origem desse comportamento está na mania de perfeccionismo que às vezes temos. É aquela sensação de que não está bom o suficiente, então se precisa continuar mais e mais até chegar lá. Só que esse dia nunca chega.

O medo de tomar uma decisão errada também pode ser uma causa. A pessoa fica insegura quanto a decisão e quer analisar mais e mais para aumentar seu nível de segurança e com isso passando tempo demais procrastinando com o problema nas mãos.

A paralisia de análise pode ser um desastre para o processo decisório. Especialmente quando a decisão precisa ser tomada com agilidade e o impacto do atraso for significativo.

Se você sofre demais para tomar decisões e fica pensando e pensando sem nunca chegar numa conclusão, é preciso ficar de olho se isso não está sendo prejudicial e mudar.

Já diz o ditado, o ótimo é inimigo do bom. O perfeccionismo não ajuda. Chega determinado momento que o custo desse desejo por perfeccionismo se torna muito alto pois as coisas não andam. Procurar encontrar uma solução satisfatória mesmo que não perfeita permite tocar a vida em frente.

Claro, isso tudo também não é pra dizer que devemos tomar decisões demasiadamente rápidas e sem nenhum tipo de avaliação. Nem tanto o céu, nem tanto a terra. O processo decisório requer um meio termo. Estudar o assunto o suficiente para tomar uma decisão em tempo. Sem muito mais nem muito menos.

Tomar decisões não é fácil. Algumas são decisões importantes que podem ter um impacto grande na vida de muitas pessoas. Em especial decisões nas empresas em que o número de pessoas afetadas é significativo.

Mas os negócios são feitos de decisões e o mercado é ágil. Aprender a encontrar ponto de equilíbrio entre tomar uma decisão irresponsável por falta de cuidado e uma falta de decisão por paralisia de análise é uma quase que uma arte. Uma arte importante de ser dominada para o melhor desempenho no negócios.

*Juan O’Keeffe é empreendedor e tem experiência de muitos anos atuando no mercado corporativo em empresas multinacionais de grande porte onde teve a oportunidade de liderar importantes projetos de software de cunho global. 

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