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Abertura de capital diversifica alternativas de captação das empresas, aponta estudo

Guilherme Borini

04/10/2016 às 10h17

Abertura de capital diversifica alternativas de captação das empresas
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Com o objetivo de oferecer informações adicionais às companhias que se preparam para abertura de capital, a Deloitte realizou, em parceria com a BM&FBovespa, o estudo “Custos para abertura de capital no Brasil – Uma análise sobre as ofertas entre 2005 e 2015”. Uma das conclusões da pesquisa é que a abertura de capital ajuda a diversificar as alternativas de captação de recursos por parte das empresas, mas também implica em mudanças na sua estrutura organizacional, já que os custos para realizar esse tipo de operação dependem da estrutura que a empresa possui, especialmente em termos de compliance.

A pesquisa mostra, entre outros dados, que os custos mais relevantes de uma IPO são as comissões pagas aos coordenadores da operação, representando cerca de 3,8% do total distribuído – a partir de uma mediana das emissões realizadas no período analisado.

O estudo identificou ainda que operações de emissão de ações (IPOs) têm custos maiores que as subsequentes (follow-on), pois demandam investimentos que viabilizem a transição de empresa fechada para uma companhia de capital aberto. Ao tornar-se uma companhia aberta, a empresa diversifica as alternativas de captação, proporciona liquidez patrimonial aos seus acionistas e fortalece a imagem institucional e a profissionalização da gestão. Ao abrir o capital, os sócios devem considerar as obrigações decorrentes dessa condição versus o benefício de ter acesso a todos os mecanismos de financiamento oferecidos pelo mercado de capitais, levando em consideração as exigências de cumprimento de prazos e regulamentos, além de forte estrutura de governança corporativa.

O estudo foi preparado com base em dados disponíveis nos prospectos de ofertas públicas realizadas no Brasil entre janeiro de 2005 e dezembro de 2015, considerando ofertas iniciais (IPOs) ou subsequentes (follow-ons). No período analisado, os valores distribuídos entre as operações de IPO e follow-ons no Brasil somaram aproximadamente R$ 399 bilhões, com destaque para os anos de 2006 e 2007, quando foram realizadas 63% das aberturas de capital no país. O ano de 2007 teve o maior número de operações, atingindo R$ 65 bilhões. A IPO representa 53% do valor total distribuído ao longo do período analisado, considerando-se ofertas de até R$ 10 bilhões.

O estudo mostra também que a mediana de custos totais para a realização de uma IPO entre 2005 e 2015 foi 4,8%, enquanto que para operações de follow-on a média é de 3,6%. As ofertas públicas iniciais têm custos maiores por possuir mais etapas até que a empresa abra o capital. Além disso, as comissões –custos com os coordenadores – são os custos considerados mais relevantes tanto para operações de IPO quanto de follow-nos, em relação as despesas – que evolve custos com advogados, consultores e auditores. Outro fator que influencia os custos é o nível de governança escolhido para nortear o processo de abertura do capital, já que cada um possui uma regra específica que proporciona benefícios e gastos diferentes para a companhia.

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