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América Latina é pior região em ranking de inovações em pagamentos

Guilherme Borini

24/08/2017 às 13h49

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A América Latina será o continente com menos inovações em pagamentos nos próximos anos. É o que aponta um estudo realizado pela fornecedora de sistemas de pagamentos eletrônicos e bancários ACI Worldwide, o Global Payments Innovation Jury 2017 (Júri de Inovação em Pagamentos Globais 2017, em tradução livre).

A pesquisa aponta que a Ásia segue na liderança no que diz respeito à inovação no setor de pagamentos - 64% dos entrevistados consideram a região como principal fonte de mudanças para o futuro do mercado. O continente é seguido por Europa, África, América do Norte e, na última colocação, a América Latina. O estudo foi conduzido pelo consultor de pagamentos e finanças John Chaplin e composto por 70 executivos de 37 países.

Marco Bravo, vice-presidente da ACI na América Latina, comenta que a região que lidera está numa posição mais baixa, não pela sua capacidade de inovação, mas por dificuldades regulatórias. "O mercado do continente é bastante maduro, mas, segundo os entrevistados pela pesquisa, tem uma alta e complicada carga tributária, o que limita a entrada de novos participantes", explica.

Confira outras conclusões do Global Payments Innovation Jury 2017:

APIs

As APIs abertas também são facilitadoras importantes da inovação em todo o mundo. 73% dos pesquisados acreditam que as APIs tem um papel fundamental para desenvolver pagamentos, especialmente com a tendência de operações via aplicativos;

Startups

Firmar parcerias com start-ups é considerado um modelo de inovação para empresas de pagamento por 44% dos respondentes, uma vez que essas companhias são focadas no desenvolvimento de novas tecnologias;

Fornecedores

Para 23% dos pesquisados, os fornecedores tradicionais e globais serão ultrapassados pelos novos modelos de negócios, seguidos pelos provedores de serviços de pagamento para e-commerces (21%), já que dependem de pagamentos com cartão.

"As empresas de pagamentos já estabelecidas, especialmente as instituições financeiras, já percebem a necessidade de inovar, e não devem enxergar as startups como uma ameaça, mas sim como uma oportunidade de parceria”, aponta Paul Thomalla, vice-presidente sênior da ACI Worldwide. "As tendências dos mercados de pagamentos e fintechs - como as APIs abertas - criarão espaço para novos concorrentes e empresas que queiram manter ou aumentar sua participação no mercado."

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