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Análise preditiva é eficaz, mas não mágica, diz especialista

Referência no assunto, Eric Siegel afirma que técnica é altamente precisa

Análise preditiva é uma das especialidades mais conhecidas do big data, a qual utiliza a massa de dados para prever, por meio de técnicas de machine learning, o que deve acontecer no futuro. Um exemplo desse tipo de tecnologia é o aplicativo de navegação Waze, que utiliza recursos para prever o tempo de deslocamento entre um ponto e outro, considerando fatores como trânsito, obras etc.

O norte-americano Eric Siegel é um dos especialistas no assunto em todo o mundo. Ele, claro, defende a técnica e todas as vantagens que pode trazer, mas pondera: é impossível ser 100% preciso. “Você não poderá prever completamente a não ser que seja um mágico, tenha bola de cristal ou tenha nascido em um filme de super-heróis”, disse Siegel, que se reuniu com importantes especialistas brasileiros do setor de big data, durante participação no Data Driven Brasil, evento organizado pela Neoway na última semana, em Florianópolis (SC).

Mas seu nível de confiança é grande. “O que a tecnologia faz é prever mais do que achar. Se apenas 1% de uma transação apresenta fraude, então eu estou 99% preciso. Isso é uma precisão muito alta”, pontua Siegel, que, como parte de sua missão de desenvolver a técnica, realiza consultoria para diversas empresas sobre o tema, entre elas a IBM.

A técnica de análise preditiva utiliza tecnologias para aprender com experiências o que o futuro de indivíduos e empresas reserva. O foco é prover recursos para melhores decisões. Afinal, o mundo fica muito mais fácil quando conseguimos prever o futuro. Com a identificação de padrões, a análise permite mapear possíveis cenários com uma grande precisão. “O jeito que essa tecnologia gera conhecimento é simples. Ninguém sabe o amanhã, mas temos o ontem e o hoje. Os dados são sempre previsíveis. Se você analisar, achará relações entre eles. O mundo é conectado.”

Para Siegel, a maior chance de erro com a técnica não trata-se da tecnologia em si, mas sim, da própria organização, caso os profissionais não estejam aptos a utilizar. “É preciso ter pessoas capacitadas, pois não é algo que você apenas liga. Não é um processo tecnológico, mas sim, um processo organizacional”, comenta.

Livro
Siegel é autor do livro “Predictive Analytics: The Power to Predict Who Will Click, Buy, Lie, or Die – uma das principais referências do setor. A novidade compartilhada pelo executivo é que o livro foi adaptado para uma versão em português e estará em breve disponível no País. A expectativa é que seja lançado em até dois meses.

*O jornalista viajou a Florianópolis (SC) a convite da Neoway

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