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Governança de dados é essencial na era digital, alerta Gartner

Informações podem deixar de ser ativos estratégicos aos negócios se geridas incorretamente, de acordo com a consultoria

Big data e analytics tornaram-se essenciais e diferenciais competitivos às empresas com iniciativas dedicadas à transformação digital. No entanto, o crescente e exponencial volume de dados gerados por elas e seus clientes pode trazer riscos àquelas que não souberem tratá-los adequadamente, conforme alertou o Gartner em seu evento Symposium/ITxpo, realizado nesta semana, em São Paulo.

Segundo a consultoria, as organizações devem estar conscientes das limitações no uso de informações e adotar uma eficiente governança dos dados. “A função da governança da informação está migrando de controle limitador de acesso aos dados para uma forma de priorização para maximizar o valor dos ativos da informação”, pontua Mario Faria, VP de Pesquisas do Gartner, ressaltando que os dados podem deixar de ser ativos estratégicos aos negócios se geridos da maneira incorreta.

Diante deste cenário, integrar a TI com os departamentos de compliance e jurídico é crucial para poder entender os impactos que dados mal governados podem causar aos negócios. Criar políticas de privacidade e oferecer treinamentos aos profissionais que manipulam tais dados também devem fazer parte de uma boa estratégia de governança de informações, ainda segundo o executivo.

Prioridades na gestão de dados

O Gartner estabelece três áreas-chave para que as empresas possam fazer a correta gestão de informações: propriedade, soberania e direitos de uso. Quando falamos sobre propriedade dos dados, isso não implica necessariamente em exclusividade. Dados advindos de sensores de carros conectados, por exemplo, têm valor que diferem, dada a perspectiva das partes envolvidas com a fabricação, manutenção e operação do equipamento. É aí que líderes de data & analytics são obrigados a considerar os direitos relacionados a máquinas em suas atividades cotidianas.

Em relação à soberania de dados, as informações podem estar sujeitas às leis de proteção de dados de outro país. Por exemplo, quando o Regulamento Geral Europeu de Proteção de Dados (GPDR) entrar em vigor em 2018, seu impacto se estenderá além da União Europeia, incluindo os EUA e Brasil, na visão de Faria.

Por fim, os direitos de uso de dados são sujeitos a interesses em conflito. Enquanto um consumidor pode ter o direito de limitar um revendedor de compartilhar seus dados pessoais, os direitos do consumidor podem ser superados pelo do governo de acessar tais informações.

“Em um mercado com tantas possibilidades e onde os limites da tecnologia têm mudado dramaticamente, as consequências do uso dos dados nem sempre podem ser previstas. Mais do que orientações e regras, é necessário um debate sobre o que é certo e errado”, finaliza.

 

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