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Blockchain será onipresente até 2025 na cadeia de suprimentos, revela pesquisa

Levantamento da Capgemini revela que tecnologia transformará mercado de supply chain, garantindo transparência e confiança

Redação

24/01/2019 às 8h14

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Novo relatório do Instituto de Pesquisa Capgemini revela que o blockchain pode se tornar onipresente até 2025, entrando nos negócios tradicionais e apoiando práticas de supply chain em todo o mundo. Por meio de investimentos e parcerias, a tecnologia distribuída dominará o setor de manufatura, bem como as áreas de produtos de consumo e o varejo, trazendo uma nova era de transparência e confiança.

O relatório, que ouviu 450 organizações, fornece uma visão abrangente dos negócios e geografias que estão pavimentando sua migração para blockchain e prevê que a tecnologia se tornará mainstream na prática de supply chain até 2025.

Atualmente, apenas 3% das organizações que estão investindo em blockchain o fazem em escala e 10% têm um projeto-piloto implementado, com os restantes 87% dos entrevistados relatando estar nos estágios iniciais no uso da tecnologia.

O Reino Unido (22%) e a França (17%) lideram atualmente com a implementação em escala e pilotos de blockchain na Europa, enquanto os Estados Unidos (18%) são líderes em termos de financiamento de iniciativas da prática. Estes precursores estão otimistas quanto ao potencial da tecnologia, com mais de 60% deles acreditando que blockchain está transformando a maneira como eles colaboram com seus parceiros.

O estudo também apontou que a redução de custos (89%), a rastreabilidade aprimorada (81%) e a transparência aprimorada (79%) são os três principais impulsionadores dos atuais investimentos em blockchain. Além disso, a tecnologia permite que as informações sejam entregues com segurança, rapidez e transparência, e pode ser aplicada as funções críticas de supply chain, do acompanhamento a produção passando pelo monitoramento das cadeias de alimentos e a garantia da conformidade regulatória. Entusiasmados pelos resultados que estão vendo, os precursores identificados no estudo devem aumentar seu investimento em blockchain em 30% nos próximos 3 anos.

Apesar do otimismo em torno das implementações de blockchain, permanecem as preocupações em torno de estabelecer um retorno claro sobre o investimento e as barreiras de interoperabilidade entre os parceiros de supply chain. A maioria (92%) dos precursores aponta que estabelecer o ROI é o maior desafio para a adoção, e 80% citam a interoperabilidade com os sistemas legados como um grande desafio operacional. Além disso, 82% apontam para a segurança das transações como inibidor na adoção pelos parceiros de seus aplicativos blockchain, prejudicando o status da tecnologia como uma prática segura.

Credibilidade

Na visão do professor Aleks Subic, vice-reitor de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade de Tecnologia de Swinburne, as organizações confiam na tecnologia blockchain para resolver questões importantes e criar oportunidades de negócios, e isso dá credibilidade ao ecossistema digital em toda a supply chain. "Acreditamos que a tecnologia blockchain desempenhará um papel integral na transformação digital dos canais da cadeia de suprimentos para uma ampla gama de indústrias no futuro próximo”.

Apesar das barreiras enfrentadas pelo blockchain hoje, as organizações estão tentando impulsionar uma adoção mais ampla agora, enquanto a tecnologia está em seu estágio inicial. Um exemplo é a Mobility Open Blockchain Initiative (MOBI), consórcio formado por um grupo de empresas de automóveis e de tecnologia focadas em fazer com que as montadoras atribuam identidades digitais aos veículos para que carros e sistemas possam transacionar entre si.

Na prática

O relatório do Capgemini Research Institute identificou 24 casos de uso de blockchain, variando de negociação de créditos de carbono a gerenciamento de contratos com fornecedores e prevenção de produtos falsificados. A Capgemini aplicou esses casos de uso ao varejo, manufatura e produtos de consumo, descobrindo que o blockchain pode ser e está sendo usado para rastrear a produção, a procedência e o inventário de contratos, produtos e serviços.

O relatório destaca que as organizações de produtos de consumo concentram-se principalmente no rastreamento e identificação de produtos, com a Nestlé, a Unilever e a Tyson Foods implementando testes de blockchain. Os varejistas estão focados nos mercados digitais e na prevenção de falsificações, com empresas como a Starbucks investindo em testes da tecnologia. Mais criticamente, a blockchain pode proteger o fornecimento de alimentos, rastreando alimentos do campo ao garfo, para impedir a contaminação ou recalls de produtos.

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