COMUNIDADE

PapoFácil: Autodesk e a digitalização do Museu Imperial de Petrópolis (RJ)

Ricardo Cardial conta sobre o projeto de digitalização do acervo arquitetônico do Museu Imperial de Petrópolis

Conversa com Ricardo Cardial, especialista de produto da Autodesk sobre o projeto de digitalização do acervo arquitetônico do Museu Imperial de Petrópolis, usando desde Drones, captura das imagens aéreas e digitalização em alta resolução dos elementos arquitetônicos.

Também aqui no IT FORUM 365 essa história foi contada pela Deborah Oliveira na matéria Projeto eternizará patrimônio do Museu Imperial, em Petrópolis (RJ)

Gravado dia 07/08/2017 em Petrópolis-RJ

 

Autodesk lidera iniciativa de digitalização em 3D do Museu Imperial em Petrópolis, RJ

Objetivo do projeto é preservar o museu digitalmente e criar novas experiências para os visitantes

São Paulo, agosto de 2017 – A Autodesk, referência mundial em software 3D para projeto em parceria com a Leica Geosystems, a Drone Imperial e a Realize Tecnologia, iniciou um projeto para preservar digitalmente o Museu Imperial, popularmente conhecido como Palácio Imperial, localizado em Petrópolis, Rio de Janeiro.

O objetivo do projeto é captar imagens da edificação tanto internamente quanto externamente, considerando todo o entorno do museu, com o máximo de detalhamento possível.

Assista ao vídeo: https://autodesk.app.box.com/s/bvo9tyw9ks8nzoxdbkrqgqdekbw04zfz

Com isso será possível gerenciar melhor questões de preservação do Palácio, bem como criar novas experiências para os visitantes. Quanto à preservação, será possível ter dados detalhados que podem, por exemplo, calcular com precisão a quantidade de tinta necessária para preservar a pintura do local.

Quanto à experiência, as imagens captadas podem gerar uma experiência em realidade virtual, visitas virtuais, maquete em 3D, entre outras iniciativas.

O projeto deve ser concluído em aproximadamente 3 meses e decorre nas seguintes etapas:

Drone Imperial e Realize Tecnologia

Fizeram toda a captação das imagens exteriores por meio de drones que mapearam o palácio e os seus arredores, considerando detalhes do terreno. E a Realize gerou a Nuvem de pontos no Autodesk Recap.

Leica Geosystems

Irá gerar o escaneamento a laser do exterior e interior do prédio com todos os detalhes contidos no mesmo.

Autodesk

Por meio dos softwares Autodesk Recap e Autodesk Infraworks, fará todo o tratamento das imagens externas do Museu e seu entorno apresentando a Nuvem de Ponto posicionada no terreno, e vai gerar uma parte do projeto de arquitetura do prédio em BIM, com os softwares Autodesk Revit, Revit Live, Autodesk Navisworks, Autodesk 3dsmax e Autodesk Stingray para criar um ambiente de navegação virtual com interatividade. Estes materiais serão entregues para o Museu para fazerem parte do seu acervo.

O Museu Imperial possui o principal acervo do país relativo ao império brasileiro, em especial o chamado Segundo Reinado, período governado por D. Pedro II. São cerca de 300 mil itens museológicos, arquivísticos e bibliográficos à disposição de pesquisadores e demais interessados em conhecer um pouco mais sobre o tema.

Expertise na Itália

Em 2016, a Autodesk liderou um projeto semelhante ao que está sendo executado no Museu Imperial. Em parceria com a Fundação Volterra-Detroit, a empresa conduziu o projeto para digitalizar em 3D sítios históricos e arqueológicos da antiga cidade de Volterra, na Itália. Uma equipe internacional de arquitetos, engenheiros, historiadores e estudantes usaram tecnologias inovadoras, incluindo drones, fotogrametria e técnicas de capturar a realidade com varredura a laser, em conjunto com o software Autodesk Recap 360, para gravar digitalmente edifícios, estradas e artefatos da cidade.

A cidade de Volterra foi construída há mais de 3 mil anos e contém sítios históricos que datam do século IV a.C. É também uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do mundo e abriga o mais antigo arco etrusco ainda erguido do mundo. A cidade também contém um dos melhores exemplos de um teatro romano, escavado apenas 50 anos atrás, e um anfiteatro romano descoberto em 2015.

O projeto italiano consistiu em três fases: recriar artefatos históricos e arqueológicos digitalmente; criar modelos em BIM (Building Information Models) de edifícios históricos e características arquitetônicas; e criar modelos 3D interativos de antigos sítios históricos.

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