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Bosch acredita em IoT cada vez mais pessoal

Vitor Cavalcanti

05/01/2017 às 12h15

Bosch acredita em IoT cada vez mais pessoal
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Imagine um mundo amplamente conectado, com carros autônomos, assistes pessoais acionados por comando de voz, uso de gestual em diversas situações e tudo se conversando para um ambiente mais inteligente e seguro. Essa é a realidade defendida pela Bosch. A companhia acredita que já neste momento o conceito de internet das coisas (IoT, da sigla em inglês), muito popular na frente de automação industrial, é cada vez mais pessoal. Isso porque cresce a fabricação e venda de assistentes pessoais, carros conectados e autônomos estão mais próximos da realidade e sensores já começam a ser espalhados pelas cidades, isso sem se falar dos vestíveis.

Para Werner Struth, membro do conselho de administração da companhia, é necessário estar atento a tudo que está acontecendo porque as mudanças são tremendas. “Estamos mais entusiasmados que nunca sobre o impacto que IoT deve ter em nossas rotinas”, comentou em apresentação durante a CES 2017. Na ocasião, o executivo falou sobre diversas iniciativas da Bosch em torno desse mundo conectado, sendo um deles voltado para quem pilota motos.

Trata-se de um sistema conectados que permite ao piloto, por meio de um painel inteligente, conectar e utilizar smartphone enquanto pilota com segurança. Com comandos controlados manualmente, é possível ainda acessar informações importantes sobre condições climáticas, trânsito ou mesmo escutar músicas. 

Embora pareça algo simples, conectar tudo e todos se mostra algo do qual ninguém poderá fugir. De acordo com dados apresentados pela Bosch, até 2020 o mercado de internet das coisas deverá atingir a cifra de US$ 250 bilhões, sendo apenas os Estados Unidos responsáveis por 35% desse montante. "E estamos numa posição muito forte para tirar vantagem desse mercado, seja em mobilidade, industria, energia ou bens de consumo. A conectividade nos permite ampliar nossos negócios e abre portas para novas possibilidades”, refletiu Struth. Você sabia, por exemplo, que a Bosch tem uma estrutura de nuvem para IoT na Alemanha para processamento dos dados enviados pelos sensores que a companhia comercializa? E ao longo deste ano, outro data center deve ser inaugurado nos EUA para a mesma finalidade.

Sistemas e sensores da companhia de origem alemã equipam mais e mais coisas, por isso a preocupação com o processamento dos dados. Um dos sensores anunciados pela empresa durante a CES já é considerado um dos menores do mundo e desempenha papel fundamental no mercado de drones. Na família criada pela Bosch, mais que captar dados, o sensor que equipe um smartphone ou carro gera informações sobre condições climáticas, qualidade do ar, aceleração, entre outros. E todo esse resultado atingido pela fabricante vem de forte aposta em capital humano: são 375 mil pessoas trabalhando na empresa, sendo 56 mil apenas em pesquisa e desenvolvimento, espalhadas por 118 localidades. Afora o pessoal interno, Struth credita boa parte das inovações recentes também à plataforma de startups. 

Essa atividade específica empodera empresas e unidades menores para criação de produtos diferentes. Um exemplo recente vem da Mayfield Robotics, companhia baseada no Vale do Silício e responsável pela criação do robô e assistente pessoal Kuri, que estava em desenvolvimento desde 2015. “Ele é cheio de tecnologia, como câmera, microfone, painel sensível ao toque, tudo para poder interagir com você como se fosse um membro da família”, brincou o executivo. Na prática, o robô pode, por exemplo, se comunicar com o smartphone do proprietário para avisar que o filho chegou do colégio ou mesmo alertar para o caso de barulhos fora do comum quando a casa estiver vazia. Nos Estados Unidos, o produto deve estar disponível nas lojas para o Natal deste ano.

Em meio a tantas coisas apresentadas por Struth para corroborar com a tese dele de que internet das coisas está cada vez mais pessoal, não poderia falta um protótipo de carro autônomo. O modelo apresentado pela Bosch abusa das tecnologias touch screen, controle por gesto e comando de voz para converter o automóvel também em um assistente pessoal. “O protótipo mostra como num futuro próximo você irá conversar com o carro por meio de toda a tecnologia embutida. Com isso, o condutor terá mais tempo para se dedicar a outras tarefas. Aqueles que aderirem aos carros automatizados terão até 85 horas de tempo extra, com o qual poderiam assistir a 8 temporadas de Game of Thrones”, comparou o executivo, lembrando também a redução de acidentes de trânsito propiciada por essas tecnologias.

*O IT Forum 365 viajou a Las Vegas a convite da CTA, organizadora da CES

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