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Brasil ganha espaço em games no mercado internacional

País ocupa 13° lugar no ranking de países que mais geraram receita no setor

Mariana Branco*

28/12/2017 às 9h07

Games no Brasil
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A produção de games em solo nacional está cada vez mais ativa. No mundo, esse segmento movimenta bilhões em variadas moedas. Dados do Global Games Market Report 2017, da Newzoo, empresa que realiza pesquisas sobre a indústria de games, mostram que o Brasil ocupa o 13° lugar no ranking de países que mais geraram receita no setor, com estimativa de US$ 1,3 bilhão para este ano. No mundo, é esperado que o mercado movimente US$ 108,9 bilhões em 2017.

Atenta ao potencial desse filão, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) firmou parceria com a Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Games (Abragames). As duas entidades criaram o projeto Brazilian Game Developers, com o objetivo de desenvolver e promover a indústria local de games no exterior.

“Em 2013, a Apex começou a parceria com esse setor. Aconteceu um mapeamento estratégico dos polos criadores de games no País. Foi quando começamos a entender quem eram as empresas, onde elas estavam”, relata Mariana Gomes, gestora de Projetos da Apex Brasil.

Dados da agência de fomento apontam que em 2015 os estúdios brasileiros desenvolvedores de jogos que recebem assistência do projeto fecharam US$ 11 milhões em negócios internacionais. Em 2016, esse número aumentou para US$ 17,4 milhões, um incremento de 58%. Os resultados de 2017 ainda estão sendo consolidados e só serão divulgados em março de 2018.

Expectativas promissoras em games

Mariana afirma que a expectativa é que a cifra deste ano supere os resultados do anterior. Ela vê 2017 como “o ano dos games brasileiros”. “Muito do que aconteceu de 2013 até aqui foi produção e desenvolvimento de jogos. A gente está entrando agora na fase de lançamento deles”, explica.

Ela informa ainda que, também neste ano, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) lançou dois editais totalizando R$ 20 milhões em recursos para empresas criadoras de games.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública destinada a estimular a ciência, também lançou um edital no valor de R$ 15 milhões. Segundo Mariana, são os primeiros editais específicos para estúdios desenvolvedores de jogos.

“O primeiro edital [da Ancine] totalizou R$ 10 milhões apoiou 25 jogos em três categorias diferentes: ao custo de R$ 250 mil, R$ 500 mil e R$ 1 milhão para serem desenvolvidos. Com o outro edital que está rodando, no mesmo valor, vêm mais 25 jogos nessas três categorias. O dinheiro da Ancine entrou para desenvolvimento do jogo e o da Finep para a empresa se fortalecer.”

*Repórter da Agência Brasil

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