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Brasil ocupa penúltimo lugar entre países que mais investem em tecnologia para saúde

Tissiane Vicentin

19/08/2016 às 11h58

Brasil ocupa penúltimo lugar entre países que mais investem em tecnologia para saúde
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Cuidado com a saúde é um dos principais desafios globalmente. A tecnologia vem para ajudar nesse sentido, promovendo meios para controlar e monitorar pacientes de forma eficaz e ajudar quando necessária intervenção física imediata.

Embora seja de grande ajuda, a tecnologia voltada para a saúde no Brasil ainda é algo insipiente. Baixo preparo e qualificação posicionam o País no penúltimo lugar entre os 13 países do ranking Future Health Index (FHI), levantamento realizado pela Philips com intuito de avaliar o status da preparação dos mercados para cuidado com a saúde. 

De acordo com o estudo, a tecnologia continua sendo uma questão geracional, tanto para pacientes quanto para médicos. Mais da metade (57%) dos pacientes de 18 a 34 anos relatou ter um dispositivo de monitoramento da saúde, sendo que somente 25% deles têm conhecimento sobre aparelhos conectados, contra 14% daqueles de 55 anos ou mais. 

No Brasil, o custo de dispositivos de saúde conectados é considerado uma barreira entre os pacientes (45%) e profissionais de saúde (56%), bem como a burocracia do sistema de saúde para 42% dos pacientes e 39% dos profissionais entrevistados.

A pesquisa aponta também que, apesar da proliferação de dados, o compartilhamento de informações ainda é desafio a ser superado. Apesar dos progressos em relação aos registros médicos universais em alguns mercados, a grande maioria dos pacientes (74%) relata ter de repetir a mesma informação para vários profissionais de saúde, e outra parcela considerável dos entrevistados (60%) também teve de repetir exames. 

Enquanto isso, apesar de mais da metade (60%) dos pacientes possuir ou utilizar um dispositivo conectado para monitorar vários indicadores de saúde, apenas um terço dos pacientes (33%) já compartilhou essa informação com seu médico.

“A América Latina também foi afetada pela quarta revolução industrial, a qual surge do crescimento do big data. Apenas nos dois últimos anos, foi gerado 90% de todos os dados da atualidade em nível mundial. Isto tem importantes implicações para o setor da saúde”, comentou Henk de Jong, CEO da Philips América Latina. “Contudo, nosso foco consiste em integrar soluções por meio de cuidado continuo da saúde para proporcionar melhor acesso e cuidados a pacientes, reduzir custos de saúde, e facilitar o cuidado personalizado”, completa.

Atualmente, há mais de 275 milhões de pacientes internados sendo monitorados com equipamentos da Philips por ano. Cerca de bilhões de pessoas em mercados emergentes têm acesso às soluções de imagens de diagnóstico da empresa que, por sua vez, administra 18 peta bytes de dados de imagens para fornecedores da saúde.

Para a pesquisa, foram analisados 13 países globalmente. O Brasil é o único da América Latina participante do estudo.

*Matéria atualizada em 22 de agosto para correção de informação

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