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Caminhos para o sucesso e felicidade

Os índices atuais que medem a riqueza de um país estão obsoletos. O que vale mesmo é o IFP- Índice de Felicidade Pessoal.

*Neide Montesano

02/08/2019 às 16h06

Foto: Shutterstock

Por muitas vezes, e não somente para minhas esquipes de trabalho, sempre que tenho oportunidade, passo a seguinte mensagem: ‘O sucesso consiste em você fazer o que gosta, acreditar no que fez e persistir no que acredita’. Isso porque o que tem valor de fato é chegar no final do dia e sentir lá no seu âmago: ‘Hoje fui feliz’.

Se nos aprofundarmos nesse mundo do bem-estar podemos questionar o quanto os índices atuais que medem a riqueza de um país estão obsoletos. O que vale mesmo é o IFP- Índice de Felicidade Pessoal. Aquilo que te faz feliz e que te impulsiona a sonhar, a realizar, a contaminar seu ecossistema com a sua felicidade.

Um dos pensadores que se preocuparam com essa grande questão da humanidade foi o Prêmio Nobel de Literatura, filósofo, matemático e escritor inglês Bertrand Russell. Na sua obra clássica A Conquista da Felicidade ele defendia que muitas pessoas infelizes podem chegar a conquistar a felicidade, se fizerem um esforço bem-orientado. O ensaísta analisa os muitos fatores que fazem o homem infeliz e aqueles que devem se empenhar para alcançar, de modo permanente, a tão desejada felicidade, ainda que ao nosso ver ela não seja de todo modo integral.

Por causa da tradicional espiritualidade de alguns países orientais, a felicidade alcançou um outro patamar em alguns deles. No longínquo e enigmático Butão, há até o Ministério da Felicidade, que procura planejar o bem-estar da população de modo a alcançar o mais alto estado de espírito para encontrar alegria e satisfação. Criaram até o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), pelo qual o governo mede além do desenvolvimento econômico sustentável, a conservação do ambiente, a preservação das tradições e até se o governo é bondoso. Essa diretriz levou o Butão a integrar as 10 nações mais felizes do planeta. E isso sem ser rica economicamente.

Em seu território, a violência é muito baixa, não há mendigos e a fome inexiste, sendo a maioria dos habitantes vegetarianos. O pensamento dominante é que a alegria do povo é o principal e mais importante do que o desenvolvimento econômico. Ele contraria a lógica ocidental de que a riqueza vem acima da felicidade.

A receita do encontro com a felicidade já tinha sido resumida por Aristóteles muitos séculos atrás, quando receitou que “felicidade é ter algo o que fazer, ter algo que amar e algo a esperar”. Como grande pensador, o mestre Buda disse “que não existe caminho para felicidade e que ela é o caminho”. Entre outros inúmeros pensamentos sobre o tema ele declarou: “A felicidade não depende do que você tem ou quem você é. Só depende do que você pensa”.

Aqui fica um convite: Vamos fazer o que gostamos sem nos influenciarmos com os ‘modelos’ que a sociedade nos impõe? Venha ser feliz!!!

*Por Neide Montesano, CEO Grupo Montesano e expert em sustentabilidade regulatória e boas práticas de desenvolvimento de negócios.

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