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Canais de comunicação on-line não são confiáveis, acredita maioria dos usuários

Tissiane Vicentin

11/04/2016 às 17h01

Canais de comunicação on-line não são confiáveis
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A maioria dos usuários de internet considera que canais de comunicação on-line não são plataformas confiáveis. Ainda assim, as ferramentas são utilizadas regularmente, inclusive para discutir temas privados, de acordo com levantamento realizado pela Kaspersky Lab em conjunto com a B2B International.
Segundo o estudo, os usuários consideram programas de troca de mensagens por fotos como os mais inseguros por 70% dos entrevistados. Além disso, 62% não confiam nas aplicações móveis de mensagens instantâneas (incluindo redes sociais), 61% desconfiam de chamadas on-line (VoIP) e 60% não acham os serviços de vídeo chat seguros.
Por outro lado, os entrevistados indicaram os comunicadores em redes sociais (37%), os aplicativos móveis de troca de mensagens (25%) e as chamadas on-line (15%) como as ferramentas de comunicações mais utilizadas por eles. Curiosamente, os homens fazem chamadas VoIP com mais frequência do que as mulheres (17% contra 14%, respectivamente), enquanto elas usam mais as redes sociais (41% contra 35%, respectivamente). 
De acordo com os entrevistados, as ferramentas não são utilizadas apenas em casa, mas também em lugares públicos, como escritório e durante viagens.
As conclusões estão alinhadas com os resultados do quiz “conhecimentos cibernéticos” da Kaspersky Lab, que apontaram que 35% dos internautas ao redor do mundo trocam informações privadas por meio de qualquer app disponível. Apenas 28% afirmaram que não discutem questões pessoais on-line.
“Não há dúvidas que desenvolver produtos com mais segurança tornará o mundo um lugar melhor e temos que aplaudir os recentes esforços da Apple e WhatsApp visando a proteção da privacidade dos usuários por meio da adoção de uma criptografia fim a fim em seus serviços de mensagens instantâneas”, afirma Aleks Gostev, chefe do time de especialistas em segurança (GReAT) da Kaspersky Lab.
De acordo Gostev, essas atitudes tornam o e-mail a forma mais vulnerável entre as comunicações digitais, pois serviços gratuitos transferem as mensagens no formato de textos simples e o usuário não tem nenhuma garantia de que os dados estão seguros. Então não é surpresa alguma que ele seja o principal vetor de ciberataques, pois permite que golpistas tenham acesso às redes dos usuários e empresas, informações pessoais e financeiras.
Gostev afirma que a criptografia end to end deve prevenir ataques como Man in the Middle, onde um criminoso intercepta uma conexão do usuário com o servidor. Porém essa proteção é raramente oferecida e a comunicação por e-mail é o método que mais precisa de criptografia atualmente. "Quanto mais cedo, melhor. E esta decisão precisa ser tomada pelos grandes provedores. O WhatsApp fez o certo: cifrou tudo, para todos os seus 1 bilhão de usuários, de uma só vez. Agora deve ser a vez dos e-mails”, opina.

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