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CEO da Autodesk: automação faz mais, melhor e com menos impacto

Na abertura do evento anual da empresa, o Autodesk University, Andrew Anagnost compartilhou sua perspectiva sobre como a tecnologia impactará o setor de arquitetura, engenharia e construção

Déborah Oliveira

14/11/2018 às 14h06

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Você deve imaginar que o setor de arquitetura e construção é altamente tecnológico. A verdade, no entanto, é que o segmento ainda tem muito a evoluir no uso da tecnologia e a automação é prova disso. Durante a abertura do Autodesk University, que reúne 10 mil participantes em Las Vegas, nos Estados Unidos, o CEO da Autodesk, Andrew Anagnost, abordou o tema e afirmou: “A automação está mudando o que somos capazes de fazer. A convergência do design e das tecnologias, além da natureza mutável do trabalho podem abrir oportunidades para fazer mais e melhor, com menos impacto negativo para o meio ambiente”.

Anagnost alertou que essa é uma demanda premente. O aumento da população e a urbanização, um movimento inevitável, estão chegando com força total. Hoje, são 7 bilhões de pessoas no mundo. Em 2050, serão 10 bilhões de pessoas. Esse cenário resultará no aumento do consumo, por exemplo. “Precisamos combinar automação e imaginação humana para projetar e fazer o que fazemos hoje de novas maneiras”, sentenciou.

O trabalho também precisará se reinventar. O executivo lembrou que somente nos Estados Unidos são 4 milhões de pessoas atuando em empregos que envolvem dirigir. Apesar de a automação ameaçar a profissão, a automação, disse ele, torna as pessoas mais importantes, porque será possível focar na criatividade e em atividades de valor.

Cidades do futuro

Uma das grandes preocupações da Autodesk ficou clara na fala de Anagnost: sustentabilidade. Essa é uma característica crucial para as cidades do futuro e algo que os produtos da empresa endereçam. Não há uma vertical de produtos com essa bandeira, mas todas as soluções da Autodesk têm características que ajudam os clientes a tomarem melhores decisões sobre o impacto ambiental que seus projetos de design e construção têm no planeta.

Para exemplificar como serão as cidades sustentáveis e com o menor impacto possível ao meio ambiente, o executivo citou Los Angeles, nos Estados Unidos, que daqui dez anos sediará os Jogos Olímpicos. A cidade das celebridades, da cultura e dos parques temáticos receberá dezenas de milhares de visitantes, ávidos por esporte. Mas se hoje a cidade é pautada pelo congestionamento de carros, imagine durante os Jogos.

“Como em outras cidades que receberam os Jogos, o legado precisa ficar. Se pudermos capturar tudo isso e se for uma experiência melhor não só para Olimpíadas, como depois, é o ideal”, reforçou ele.

O executivo apresentou, portanto, uma série de concepções que podem fazer parte deste e de outras cidades, como food trucks que se transformam em verdadeiras praças de alimentação, ou prédios que comportam os times de diversos países se transformando em casas e lojas. Parece futurístico, mas é possível, garantiu.

Na nova era da arquitetura, engenharia e construção

O CEO da Autodesk relatou que na nova era da arquitetura, engenharia e construção (AEC), a colaboração será chave, algo que o escritório Atkins conquistou por meio do uso da tecnologia. A líder de desenvolvimento da Atkins para Oriente Médio indicou que usou soluções da Autodesk para criar um aplicativo de codinome Catterpliar. Sua proposta é trabalhar de forma colaborativa com os clientes para encurtar os passos de um projeto de arquitetura.

“Consumíamos muito tempo na parte de design. Sempre tinha um gap entre os desejos dos clientes e o que projetávamos. Isso acabava impactando no custo. Em busca de uma forma de colaborar melhor, criamos o Caterpillar”, revelou.

O objetivo do app é colocar cliente, design e contratantes na mesma página. Toda a visão do projeto é única e apresentada em uma única tela, promovendo decisões em tempo real. Com analytics, é possível analisar o que é necessário aprimorar ou mudar. Uma prova de que colaboração é, sem dúvida, mais do que um buzzword, uma necessidade real para inovar, garantir eficiência e promover resultados mais rápidos.

*A jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da Autodesk

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