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Colégio Bandeirantes usa tecnologia na correção de provas e redações

Sistema três vezes mais rápido que método tradicional libera professores para apoio e aprimoramento do seu conhecimento e dos alunos

Solange Calvo

26/11/2018 às 9h00

Colégio Bandeirantes no digital
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A tecnologia tem sido forte aliada na transformação de modelos de Educação em todo o planeta. Para ficar em linha com a nova era, é hora de repensar o que pode e deve ser modernizado. No Colégio Bandeirantes, em São Paulo, o digital não é novidade na prática do ensino, mas era preciso colocar alguns processos nos trilhos. Assim foi criada uma plataforma digital online de correção de provas e redação que revolucionou a prática tradicional.

Trata-se do Sistema de Correção de Provas e Redações. Ele possibilita ao professor a correção desses materiais online, a qualquer hora e lugar, e também calcula a nota automaticamente, eliminando a árdua tarefa anterior de usar a folha de leitura óptica. Na nuvem, a plataforma é facilmente acessível e apoia-se entre outras ferramentas, no MS Azure.

O sistema começou a ser desenvolvido em 2014 para um grupo reduzido de professores no modelo para desktop, customizado ao longo do ano e não contemplava a correção de redações, incluída em 2018. Mas em 2015 expandiu para uma versão web, estendendo o acesso para todo o corpo docente da instituição. Hoje, é aplicado em todas as séries, do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, e em todas as disciplinas.

De acordo com Alexandre Cury, gerente de TI do Colégio Bandeirantes, o sistema foi desenvolvido internamente pelo professor de Física, Carlos Mariz, aficionado por tecnologia, que teve o insight de usá-la para facilitar a vida dos docentes, juntamente com a equipe de TI.

“A tecnologia agilizou o processo de correção e trouxe um outro ganho igualmente importante ao liberar mais tempo para os professores. Com o sistema, as correções são concluídas em um tempo três vezes menor do que no método tradicional”, relata Mariz. Segundo ele, os professores puderam se dedicar mais a outras tarefas como preparação de aula, atendimento individual aos alunos e ao enriquecimento do conhecimento.

Carlos Mariz, professor de física do Colégio Bandeirantes. Foto: Ricardo Birrer

Cury lembra que antes os docentes tinham de planilhar todas as notas e como se trata de uma atividade manual, muitas vezes aconteciam erros que hoje foram extintos. “Sem contar com o grande número de avaliações que passaram a ser feitas na plataforma digital.”

Quebrando paradigmas

“Embora os ganhos sejam altamente produtivos com o uso da tecnologia, é uma tarefa delicada mexer em processos tradicionais, realizados ao longo de dez e 20 anos. Sempre há certa resistência. Mas os resultados são o melhor incentivo. Hoje, acredito que ninguém quer retomar o modelo anterior”, orgulha-se o professor de Física.

“É tudo uma questão de confiança. Por isso, nos preocupamos em oferecer inicialmente todo um treinamento para o uso da plataforma. E ainda assim, alocávamos um profissional da TI nas salas usadas pelos professores para apoiá-los em qualquer dificuldade. Hoje, essa medida não é mais necessária”, diz o gerente de TI.

Uma das preocupações do Colégio Bandeirantes com a modernização das correções, aplicada às provas e redações bimestrais, foi com a antecipação das notas que antes eram divulgadas somente após as férias, em agosto. “Como os alunos iriam lidar com os resultados das provas antes das férias, ou seja, final de junho ou início de julho? Especialmente no caso de notas desfavoráveis? Além disso, também estavam acostumados com as provas em papel com as observações do professor”, lembra Mariz.

Alexandre Cury, gerente de TI do Colégio Bandeirantes. Foto: Ricardo Birrer

Ele entende que é mesmo necessário muito cuidado nesse período de transição e apresentar e explicar as facilidades. “Precisávamos prepará-los para isso e observar as reações. E a aceitação foi boa e hoje todos acham melhor a antecipação, assim não ocupam o divertimento com a insegurança dos resultados.”

As ferramentas adicionadas à plataforma, acrescenta o professor, proporcionam muitas facilidades e permitem a inclusão de comentários, que muitas vezes servem para outras provas, porque existem erros semelhantes. Assim, o professor pode repeti-los a um clique, ganhando mais agilidade. “Mais uma preocupação dos alunos afastada. Além disso, os descontos de pontos estão vinculados aos comentários, facilitando os cálculos e a nota final, que acontece automaticamente, agiliza o processo e elimina erros.”

O Futuro

De acordo com Mariz, o Colégio Bandeirantes tem o compromisso com a inovação e de preparar seus alunos para o mercado do futuro. Assim, a tecnologia é inevitável nesse processo. Para aprimorar ainda mais a operação da plataforma, existem projetos em estudo, mas ainda não podem ser divulgados. “Quanto mais eliminarmos tarefas repetitivas, automatizando processos, mais agilidade e tempo valioso para a educação”, revela Mariz, em uma sutil expectativa ao uso de robôs para essas tarefas.

Cury também citou conversas com alguns fornecedores sobre o uso de tablets em salas de aula e soube dessa aplicação de muito sucesso em uma escola na Alemanha, que vem obtendo resultados significativos e encurtando o desenvolvimento de aplicações para o mundo digital, transformado e irrefreável. É a Educação se transformando para transformar o profissional do futuro que já bate à porta da instituição.

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