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Dos Primórdios à Indústria 4.0

Mauricio Ramos

14/12/2018 às 11h41

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Para entender o que é, e o surgimento da Indústria 4.0, vamos voltar um pouco no tempo...

Na minha trajetória de mais de 30 anos no mundo tecnológico vi muitas coisas surgirem e, outras mudarem radicalmente...

Comecei lá nos anos 80, com um pequeno computador do tamanho de um livro grosso, com meros 2kb de memória, que tinha como suporte para salvamento um gravador com fita cassete para armazenar programas e arquivos e, era ligado a uma TV de tubo, o CP200. Estamos falando em um computador, onde tudo era feito através de comandos, não havia sistema gráfico de “janelas”. Um computador atrasado em relação ao Aplle II de Steave Jobs, que já fazia sucesso pelo mundo afora! Infelizmente o Brasil adotara uma política “burra” de proteção ao mercado interno, que barrava a entrada de tecnologias novas, obrigando nossas empresas à “Reinventarem a Roda!”

Passei pela era de ouro dos PCs da IBM. O Sistema Operacional, Windows, de Bill Gates, surgiu como um Tsunami, destruindo todos os concorrentes que ainda insistiam em usar o ultrapassado sistema de comandos, que na maioria das vezes eram incompatíveis entre si, obrigando que a “vitima”: o usuário,  trocasse todos seus programas e convertesse todos seus arquivos, ao optar por um micro mais potente! .

Chegamos aos anos 90: era do surgimento da Internet. Todos precisavam aprender a mexer com aquele “Monstro” :o computador, mesmo não sendo um “Nerd”, pois não haveria empresa, que no futuro, contrataria alguém que não soubesse lidar com um computador. Surgem então, milhares de cursos presenciais, prometendo transformar o indivíduo em um Bill Gates. Surgem as barreiras ao aumento da velocidade dos processadores com o limite da tecnologia do silício, e, a solução com a criação de processadores de múltiplos núcleos. A Lego lança sua plataforma MindStorms de Robótica Educacional (1998). E, como esquecer do ressurgimento da indústria do Vídeo game.

Não poderia passar para os anos 2000, sem antes comentar o “Bug do Milênio”. Quem viveu essa época 1999 para 2000, o novo século, viu o primeiro grande medo dos “Ignorantes computacionais”, e também dos entendidos no assunto. Resumindo, a coisa era simples: Os computadores e equipamentos derivados, ficariam loucos às 0h do dia 1/1/00, pois não saberiam distinguir a data entre 1900 ou 2000, pois ambas tinham dois zeros! Assim, pessoas acreditavam em profecias sobre o fim do mundo! Maquinas soltas pelas ruas, com seus olhos de laser, metralhando humanos,  dominando e escravizando o mundo! Para os entendidos o problema era simples: mudar o sistema de datas nos softwares, de dois dígitos, para quatro dígitos!

Os anos 2000, foram marcados em seu início pela aposta errada nas empresas virtuais, as chamadas: “.com”. O crach da bolsa de valores aconteceu, colocando em dúvida o futuro da Internet. Surgem novos equipamentos que começam a desbancar a soberania dos computadores. Com os Smart Phones, invenção que estava engavetada e, que foi com grande sucesso, reinventadas pela equipe de Steve Jobs. A computação gráfica invade a indústria cinematográfica com o Filme Matrix (1999).  Em 2004, Mark Elliot Zuckerberg, cria o Facebook. Em 2005, a equipe chefiada por Massimo Banzi, lança a plataforma Arduino, que simplifica os projetos em eletrônica, com motores e sensores. Neste mesmo ano surge a Google, que em poucos anos se tornaria sinônimo de pesquisa na Web.

Os Anos 2010, começam com outro grande sucesso do cinema Avatar (2009), que mais uma vez utiliza a computação gráfica aos seus limites. Os vídeos games viram febre, talvez como nunca. A computação gráfica começa a nos mostrar um outro mundo, o virtual! Steve Jobs mostra ao mundo outro algoz do computador: o Tablet (2010). A IBM lança Watson (2010), o primeiro computador que utiliza a Inteligência artificial, para entender a linguagem natural das pessoas. O comércio começa a mudar sua cara, pessoas começam a descobrir o e-commerce e, suas vendas superam muitas vezes as das lojas físicas. Na Microsoft, o brasileiro Alex Kipman, chefia a criação de um controlador revolucionário. Batizado inicialmente de projeto “Natal”, o Kinect (2010), mudou radicalmente a forma de controlar os games, através de movimentos com o corpo. Netflix, muda a indústria cinematográfica e da TV paga, com assinaturas baratas e, investimento forte na produção de filmes e séries. Os Drones, são utilizados até para entregas de encomendas.

Estamos vivendo agora um movimento que se intensificou no início desta década: o movimento Maker. Pessoas que sempre gostaram de desenvolver seus próprios equipamentos e tecnologias, contam com a simplificação de seus projetos através de ferramentas, componentes mais baratos, e tutoriais na internet. Surgem os Fablabs, e outros espaços Makers. Sensores, Motores, Leds, Giroscópios, Acelerômetros, Magnetômetros, Laser, etc., passam a estar ao alcance de quem quiser aprender a utilizá-los...

Nossa coluna, passará a analisar as tendências da Indústria 4.0 ou a Quarta Revolução Industrial, expressão que engloba algumas tecnologias para automação e, troca de dados onde utiliza conceitos de Sistemas Ciber-Físicos, Internet das Coisas e, Computação em Nuvem. Tudo isso, visto do foco de um Maker, que desenvolveu seu primeiro robô aos 11 anos de idade, em 1981.

Como podemos ajudar as empresas a essa nova revolução? A terceirização da criação, como tirar proveito disso? A mudança das formas de trabalho, pela automação no mundo 4.0, como se preparar? Um dos novos milionários da tecnologia, será: Você?

Essas e outras perguntas, tentaremos esclarecer, mostrando tudo o que ocorre nos principais eventos, grupos de tecnologia e Makers em nosso país.

Se você ficou curioso, pode ir se familiarizando com as iniciativas governamentais e, obter mais informações sobre a Industria 4.0, clique aqui. 

Então, conto com vocês nesta viagem, Welcome Aboard e, até os próximos posts!

 

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