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Fake news pós-eleições: notícias falsas não dão ‘trégua’

Daniel Lofrano Nascimento

06/11/2018 às 8h30

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Onda de desinformação ataca plano de governo. É importante checar a veracidade das notícias lidas. Com o resultado das eleições definidos em todo o País no domingo (28/10), para os cargos de governador e presidente da República, o candidato Jair Messias Bolsonaro, foi eleito com mais de 57.796.986 votos válidos, garantindo o cargo por quatro anos.

Até chegar a esse resultado, foram inúmeros os casos de fake news, que atacaram diversos candidatos a cargos políticos. No segundo turno, as notícias eram especificas. Ora atacavam o político do PSL, ora o candidato Fernando Haddad, do PT. Os candidatos aos governos não ficaram de fora.

Durante a campanha eleitoral já eram esperados os grandes ataques e a consequência que cada um deles traria às campanhas e a população do Brasil. Com o fim das eleições, mal tivemos um dia para sair as ruas, respirar tranquilos com as tréguas de notícias falsas. Depois do anúncio de vitória, as fake news voltaram com força total e os ataques agora são aos nomes que formarão a nova base ministerial no governo.

Em 1º de novembro, todos os tabloides afirmavam o convite do presidente eleito ao deputado Alberto Fraga para assumir uma das pastas ministeriais. Em poucas horas, a notícia já era uma das mais lidas e comentadas no Twitter chegando ao Top Trend Nacional. No início da tarde, em seu perfil oficial, Jair Bolsonaro, desmentiu a indicação do deputado e confirmou apenas os nomes que já haviam sido listados anteriormente, por ele em suas redes sociais.

A questão é, como podemos nos prevenir de informações falsas, que a cada dia se tornam mais próximas do que é real? A resposta é mais simples do que parece. É importante internalizarmos todo o processo de checagem, que são procedimentos necessários antes de entendermos uma notícia como verdadeira ou compartilharmos certas informações.

Com o advento da internet, fica cada dia mais difícil para um formador de opinião por exemplo, apurar as informações que recebe. E isso é grave, pode representar um grande estrago no exercício da verdade e da democracia.

Fiz uma pesquisa junto a DNPontocom e constatamos que seis a cada dez pessoas da geração Y (conhecida também pelo nome de geração do milênio, geração internet ou digital. A geração Y é constituída por pessoas que nasceram entre 1980 e 1990 e pesquisa em mais de uma fonte a mesma notícia. A geração Z se influência mais facilmente por personalidades diversas (artistas, celebridades, cantores, blogueiros), enquanto a geração X se influência mais rapidamente por intelectuais. A geração Y e Z mudam de opinião com mais facilidade.

Resumindo, a Geração Y é uma grande propagadora de fake news, já que não leem os conteúdos das mensagens e nem verificam a veracidade. Uma das polêmicas causadas por notícias falsas, foi a questão da credibilidade das urnas eletrônicas.

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