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Quantum Sky, confirmando virtudes, câmera e autonomia de bateria

Flavio Xandó

03/11/2017 às 15h01

Foto:

Já me manifestei em avaliações anteriores, gosto do conceito da Quantum e seus produtos desde o primordial modelo GO. Ao longo do tempo também testei os modelos MUV UP e Fly com as mesmas boas impressões. Desta vez testei o modelo Sky, que junto com o Fly, são modelos topo de linha da fabricante. O Sky foi lançado no final de agosto, junto com o Quantum V que inclui um inédito projetor integrado. Mas o Sky veio para ser o mais avançado da linha e para brigar no segmento dos intermediários premium. Consegue?

Este texto inaugura um novo momento das minhas avaliações. Costumo fazer análise profunda de todos os pontos do smartphone, especificações, câmera, usabilidade, duração de bateria, etc. Atualmente há na comunidade de sites ou youtubers de tecnologia profissionais incríveis que têm abordagens fantásticas nos tópicos usabilidade, câmeras e análise de especificações. Por isso a partir deste review eu comentarei de forma breve estes pontos e vou fazer uma análise muito aprofundada de todo o ecossistema de bateria, autonomia, carregamento, etc.

Especificações, características e usabilidade
Não se define a qualidade de um smartphone pelas suas especificações técnicas, mas é um bom ponto de partida para a análise. Do ponto de vista do usuário o Sky tem mesmo atributos de um smartphone superior, um intermediário “premium”, sem dúvida. A começar pela generosa memória de 4GB e 64 GB de armazenamento (aceita cartão de memória de até 256 GB), mais que suficiente para mitigar dores de cabeça com a responsividade dos aplicativos. A boa usabilidade também se explica pelo processador MediaTek Helio P20 com 8 núcleos que rodam até 2.0 Ghz. Falei até porque este processador tem a capacidade de reduzir sua velocidade em alguns núcleos e até mesmo desligá-los.

Tem tela com bom brilho, legibilidade e resolução (FulHD 1920x1080) em LCD IPS de 5.5 polegadas. Seu WiFi é padrão b/g/n que tem grande compatibilidade com pontos de acesso, mas não dispõe do padrão “ac”, mais moderno e mais rápido. Tem 182 gramas de peso, é confortável para ser manipulado. Tem o prático sensor de impressão digital na parte frontal. Acompanha capa protetora e película.

As câmeras têm ótima resolução de 13 MP (traseira) e 16 MP (frontal) com lente de abertura nominal f/2.0. Sobre as câmeras vou falar com mais detalhes adiante.  Acessa as redes 3G/4G e tem uma bateria de 4010 mAh, um dos bons destaques do smartphone, sobre o qual discutirei com muitos detalhes. Bom GPS, flash duplo em led na câmera traseira e rádio FM nativo e Android 7.0 são meus últimos destaques.

Câmera fotográfica

Desde sua primeira versão, o modelo GO, a Quantum já tinha boas câmeras nos seus smartphones e isso vem evoluindo a cada modelo. Principalmente em condições de boa iluminação as cores obtidas são vívidas, marcantes e bem pronunciadas, bem como realistas e detalhes são capturados com bastante nitidez. Melhor que falar é mostrar. Vejam as fotos abaixo.

Nesta foto podemos observar o foco preciso no elemento central (a flor) e a riqueza de detalhes capturados. Elementos fora da zona central estão desfocados por que a foto foi tirada bem próxima do elemento (macro).

Sem querer fazer trocadilho, “nem tudo são flores”. Precisei tirar a foto acima duas ou três vezes até obter o resultado que eu queria. Veja uma tentativa anterior.

Aparecem “fantasmas” na foto. Eu não tremi para fazer este disparo. Na verdade, havia vento que movimentava a flor de lá para cá. O que causou esta dupla exposição foi o recurso HDR que estava ativo. O HDR, aliás ótimo nessa câmera, faz uma dupla exposição da cena para combinar partes claras e partes escuras. Nesta foto este recurso não seria necessário (tanto que desliguei para conseguir tirar a primeira foto). Aparentemente a dupla exposição do HDR demora um certo tempo e como a flor se movia ao vento, causou este indesejável efeito.

Penso que pode haver uma otimização da câmera para que a dupla exposição seja mais rápida, ou o limiar de decisão do HDR automático ser mais esperto para não usar o recurso em situações de luz homogênea (no meu caso eu desliguei o HDR para tirar aquela foto). Este não foi um caso único, várias outras obtive o mesmo efeito “fantasma” e precisei desligar o HDR para capturar a cena “pura”, sem ser afetada pelo movimento.

Por outro lado, veja que foto fantástica consegui capturar com o Quantum Sky, bem como que imensa riqueza de detalhes. Casualmente também de uma flor, algo que me encanta fotografar ao longo de minhas caminhadas e corridas.

Observe a nitidez e a riqueza de cores!! Na foto abaixo eu recortei um pedaço da foto original para mostrar o grau de detalhes que foi capturado!

A próxima foto é de uma visão panorâmica, na largada de uma prova de corrida de rua. Muitas pessoas, árvores, céu azul com nuvens. Também se percebe a riqueza de cores, matizes e contrastes.

A câmera frontal, com seus 16 MP e boa abertura de ângulo de visão também faz um trabalho bastante competente, nuances da pele, foco, etc.

Para quem ia focar mais em bateria, a parte das fotos está passando do tamanho desejado, mas preciso falar sobre as fotos em situação de baixa iluminação. Este que é o cenário mais difícil e cruel para câmeras de qualquer smartphone.

Vou mostrar abaixo 2 fotos combinadas. Foram tiradas em uma sala totalmente escura, mas com uma pequena luz indireta que vinha de um cômodo cuja luz estava acesa e com a porta aberta. A primeira tirada com o Quantum Sky com seu flash duplo led e a segunda foto sem flash algum. Observe:

Sem o flash o ambiente está bem escuro e a foto tem bastante ruído (grânulos). Com o flash há uma luz bem distribuída, não existe aquele efeito branco chapado que muitas câmeras acabam gerando.

Agora para efeito de comparação eu tirei a mesma foto, no mesmo dia e horário, apenas alguns segundos depois com outros 2 smartphones. Vejam as diferenças:

A primeira delas foi feita com o Asus Zenfone 4 e a segunda foto com o Samsung Galaxy S8+. Antes de qualquer consideração, eu sei que são smartphones de outras categorias e preços. O Zenfone 4 custa perto de R$ 1000 a mais e o Galaxy S8+ mais de R$ 2000 a mais. O Zenfone foi bem competente ao lidar com a falta de luz, embora haja certo nível de ruído, a foto está mais bem clara que a do Quantum Sky. Já a foto do S8+ é quase tão clara quanto a do Sky com flash e muito pouco ruído!! É impressionante!!

S8+ tem lente com  abertura f/1.7, o Zenfone 4 tem lente com abertura f/1.8 e o Quantum Sky tem lente com abertura f/2.0. Não apenas a diferença nominal de 0.2 ou 0.3 da abertura é responsável pelos resultados. Há o fabricante da lente, do sensor, o software de captura e tratamento... Eu diria que o Sky é bem competente com fotos, mas faz em ambientes com pouca luz o que seu conjunto ótico e sensor é capaz para a sua categoria de mercado e preço.

Mas vou trazer alguns elementos adicionais para a análise para completar seu julgamento. Os meus olhos viram aquela sala da forma que o Quantum Sky capturou a foto, escuro daquele jeito!! O Zenfone e o Samsung “inventaram luz” que não existia, mérito de seu sistema ótico aprimorado, assim como um telescópio super sensível capta luz de estrelas não visíveis a olho nu. Por fim, a foto com flash do Quantum Sky, pela suavidade de sua luz ficou parecida e melhor iluminada que a foto do S8+ (sem flash). Assim sendo, por um valor bem mais baixo o Quantum Sky não tem a sensibilidade à luz dos smartphones de outra categoria, mas pode produzir fotos em local sem luz com seu flash sem grande diferença.

Dissecando a autonomia e tempo de carga da bateria

Desde que testei o Moto Z Play e depois o Asus Zenfone 3, meu padrão para avaliar duração de bateria de smartphone mudou completamente! Expectativa de duração da bateria de 8 a 10 horas é hoje para mim totalmente inaceitável. Ninguém merece ficar escravo de cargas ao longo do dia ou no carro. Meus testes com smartphones são longos exatamente para que possa levar ao limite o estudo da autonomia da bateria. No mínimo 3 semanas de uso contínuo e em regime de uso normal, com todos meus aplicativos do dia a dia instalados.

O Quantum Sky é o aparelho cuja duração de bateria está entre os que apresentaram melhor autonomia dos que testei!! Em média 19 horas e 20 minutos!!!! Se alguém sair de casa às 06:00 da manhã e chegar à meia noite, ainda assim terá bateria sobrando!! Alguns aparelhos que já avaliei, incluindo os mais badalados dentre os que têm sistema Android, em alguns deles eu precisava ativar modo de economia de energia para conseguir acabar o dia. Ainda mais irritante era eu tendo que me limitar meu uso para economizar em alguns momentos: “não vou acionar a tela agora para não gastar bateria”, “vejo essa mensagem junto com outras depois”. Alguém merece usar um smartphone desta forma? Mesmo que esteja entre os mais aclamados do mercado? Absolutamente não. O Quantum Sky com sua generosa bateria de 4010 mAh e o gerenciamento de energia feito pelo o SoC MediaTek Helio P20 demonstrou competência.

Durante todo o período de teste eu jamais precisei de cargas adicionais durante o dia. Mas eventualmente se seu perfil é muito mais intenso que o meu, talvez possa exaurir a carga mais rapidamente. Ou se esqueceu de recarregar durante a noite, o sistema de carga rápida vai ajudá-lo a ter horas a mais com pouco tempo conectado à energia, quase 5 horas de autonomia em 16 minutos de carga (25% do total).

Resumo dos dados aferidos com a bateria
Você que leu este tópico até aqui, se queria saber sobre a autonomia de bateria do Quantum Sky, a tabela acima resume tudo. Obtive 19h20m horas em média e isso coloca o Quantum Sky como um dos melhores smartphones que já testei até agora em questão de autonomia. Se quiser saber o porquê disso, convido-o a ler os parágrafos abaixo onde detalho todos testes que fiz.

Fundamento meu teste em algumas situações distintas. São também para referência e comparação com outros smartphones.

Standby com tela apagada: aparelho ligado, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação o Quantum Sky permaneceu 119 horas até esgotar sua bateria, quase 5 dias!!

Standby com tela sempre ligada: aparelho ligado, tela ligada com 60% de brilho, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação o Quantum Sky permaneceu 10 horas e 22 minutos até esgotar sua bateria.

Youtube: o terceiro cenário é de uso contínuo de Youtube. O mesmo vídeo sendo reproduzido ininterruptamente, tela sempre ligada, nível de brilho em de 60%. Nesta função o Quantum Sky permaneceu ativo por quase 10 horas (09h55m)!

Gravação de vídeo: O quarto cenário é da função de filmagem na resolução 1980x1080 (full HD), tela sempre ligada, imagem sendo continuamente capturada e gravada. Descobri ser esta a situação que mais estressa a bateria do Quantum Sky, na qual ele foi capaz de segurar a gravação de vídeo por4 horas e 28 minutos. É importante o usuário saber que se gravar um vídeo de 1 hora, isso levará consigo 22% de sua bateria.

Waze: O quinto cenário é do uso contínuo do aplicativo de navegação por GPS e identificação dos melhores caminhos. Era até então este aplicativo o maior triturador de baterias que havia para qualquer smartphone. O Quantum Sky consegue manter o Waze funcionando ininterruptamente em média por 6 horas e 30 minutos.  Ele consome cada 1% da carga em 3m54seg. Importante frisar “em média” porque o ritmo de consumo da bateria nesta situação depende do trajeto, da temperatura, se há incidência de sol no smartphone, etc. Capturei os dados de 14 viagens que mostro no gráfico abaixo. Poucos são os smartphones que chegam a 5 horas de autonomia neste rigoroso teste!!


autonomia da bateria usando o aplicativo Waze


Carga da bateria
: também julgo muito importante o tempo de carga da bateria. Ao carregá-la o Quantum Sky ganha aproximadamente 1% a cada 1m06seg. Levou 1h e 50 minutos (110 minutos) para a carga total, com ele ligado (mas sem usá-lo). Vendo de outra forma, uma carga de 16 minutos confere autonomia extra de quase 5 horas (25%) no regime “misto” que eu o submeti (mais de 19 horas de autonomia total). ALERTA!! Usei um carregador que não era do Quantum e dessa forma o tempo de carga foi MUITO maior, quase 4 horas!

Como muitos smartphones o tempo de carga é variável, mais rápido quando está vazio e mais lentamente no final. Veja o gráfico de carregamento abaixo:

Uso real: o teste mais realista é mesmo o “uso natural” do smartphone, no qual por pelo menos 3 semanas adoto o aparelho como meu único dispositivo do dia a dia, todos meus aplicativos, redes sociais, 4 contas de Email, WhatsApp, fotos, vídeos, Waze, etc. Há uma boa variabilidade na autonomia. Nos 21 dias testados, obtive uma vez mais de 24 horas de uso contínuo e no pior caso 16 horas, média de 19.3 horas. Eu faço testes de smartphones há um bom tempo e meu padrão de uso não tem mudado e por isso é para mim referencial para comparações.

Para os mais curiosos, a tabela abaixo contém o “diário de bordo” do meu teste. Podemos identificar de forma aproximada porque certos dias o consumo foi maior ou menor.


“diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)

O que julgo mais importante é destacar que estas 19.3 horas de autonomia média reflete o MEU PADRÃO de uso que com certeza não é igual ao do leitor. Posso ser mais comedido ou posso ter um modelo de uso mais intenso. Por isso que gosto de mostrar a tabela acima. Ela ilustra o que eu fiz a cada dia com o smartphone. Não por acaso o dia que teve maior consumo foi o que teve maior percentual de uso de Waze, 15% do tempo (quase 2 horas). Há dias com maior uso de GPS/Waze, há dias sem Waze, com fotos, chamadas de voz, etc.

A forma de coleta de dados que utilizo é um pouco trabalhosa, mas simples. A cada dia registrava a hora que começava o uso, a partir de 100% de carga. No final do dia aferia o percentual usado e pelo tempo decorrido podia inferir o tempo total que teria durado a bateria naquele dia.

Neste texto estreio uma análise nova, um gráfico comparativo da autonomia da bateria correlacionando com o tempo de uso de tela (em percentagem) e com o tempo de uso de Waze (também em percentagem). Claro que há outros fatores importantes. Vimos que gravar vídeo consome muita bateria, mas usar a tela acesa (email, whataspp, facebook, navegação web, etc.) e Waze (GPS) são muito frequentes no dia a dia.

Veja o dia 04 no gráfico abaixo. Foi o dia de menor autonomia, 15 horas e 30 minutos. Não à toa foi o dia de maior use de Waze (15%) e um razoável uso de Tela (27%). Também ficou evidente que no dia 07 eu usei pouca tela e nada de Waze, foi o dia de maior autonomia (quase 24 horas).


análise comparativa autonomia x waze x tela (clique para ampliar)

Você pode estar se perguntando por que há essas variações grandes de um dia para o outro? Há dias com quase 24 horas de autonomia e dias perto de 16 ou 17 horas (19.3 horas na média). Ninguém usa o smartphone da mesma forma todos os dias. Assisto mais vídeo em uma ocasião, uso mais Waze no outro, mais WhatsApp, gravo mais vídeos...

Em um dia típico dia comecei a usar o Quantum Sky às 06:30 e encerrei o uso às 22:33 (16h e 3 min) tendo consumido 86% da carga (sobrando 14%). Neste dia a tela consumiu a maior parte da energia (23% - 3h 41min), seguida pelo próprio Android (8%).

registro do consumo de energia de um dia típico

Minha última análise é o que chamo de “tempo de tela”. Essencialmente é o tempo que o smartphone fica com a tela acesa, seja usando email, web, WhatsApp, foto, vídeo, etc.  O Quantum Sky permite em média que se use “ativamente” o smartphone por 5 horas e 24 minutos, do total das 19 horas em média ligado, ou menos horas se o que for usado demandar mais energia como gravar vídeo, Waze, etc. O gráfico abaixo é um PREVISÃO do comportamento nos 21 dias de teste baseado nos dados reais dia a dia.

Como faço estes testes há muito tempo o padrão de uso é o mesmo e por isso posso comparar com outros smartphones já testados. Há quem faça estes testes usando softwares de benchmark para estressar o smartphone e assim depreender uma “duração de bateria”. Respeito este tipo de teste e vejo também utilidade nessa abordagem. Porém não existe nada como usar de fato o aparelho no dia a dia, com toda a variação natural de demanda, aplicativos diferentes, por tempos diferentes, etc.

Também apresento os testes “isolados” (Youtube, standby, Waze, gravação de vídeo) para que dessa forma o leitor possa com estas informações todas de uma certa forma inferir como o Quantum Sky seria adequado ou não para sua utilização.

Conclusão sobre a bateria, autonomia bastante apropriada, generosa até, entre os melhores que já testei. E o tempo de carga é muito bom, 1h50m no total e 50% da carga em apenas 33 minutos!!

Conclusão sobre o Quantum Sky

Preço de varejo R$ 1.499 a prazo ou R$ 1.399 a vista. Este preço o situa competindo com alguns dispositivos também de bom calibre e qualidade. A usabilidade do Sky é muito aprimorada, peso e tamanho compatíveis! É um smartphone que roda fluido, sem engasgos. A câmera tem excelente definição, nível de detalhes, nitidez, mas faz melhor trabalho em ambientes com certo grau de iluminação. Sua versão de Android é leve e está bem atualizada.

Bateria tem ótima autonomia, entre as melhores que testei até agora! E tem a capacidade certa. 19 horas de autonomia atende das 06:30 da manhã até meia noite e ainda sobra um pouco. Se tivesse mais bateria (mAh) acabaria por comprometer o peso do aparelho sem necessidade. O tempo acelerado de carga também é destaque, 25% em 16 minutos!!

Quem quer um smartphone além do básico e que seja um intermediário já se tornando “gente grande” o Quantum Sky vale a pena se observado e considerado. É segundo a empresa “o smatphone pensado no consumidor brasileiro”. Sendo isso ou não, feito no Brasil ou fora, isso não tira o mérito do smartphone que tem mesmo muitas qualidades!!

 

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