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Samsung Galaxy S8+, referência “topo” de mercado, mas e a bateria??

Flavio Xandó

05/10/2017 às 16h22

Foto:

A linha Galaxy S8 da Samsung foi lançada há alguns meses com seus dois integrantes S8 e S8+. Diferem no tamanho da tela e capacidade de bateria. O S8+ por ter tela um pouco maior tem a bateria um com maior capacidade. Muito já se falou , muito se escreveu e diversos vídeos foram feitos sobre a linha S8, conteúdos ótimos, ricos e detalhados. É “chover no molhado” decantar as qualidades de um smartphone que é referência.

Não é segredo que se trata do melhor aparelho Android que pode ser comprado. Ponto final! Seja pela elegância, pelo “display infinito”, a tela que preenche quase que a totalidade da área frontal, suas charmosas laterais curvadas, seu formato delgado, leve, um processador muito avançado e rápido (muito rápido) e resistência à água (30 minutos a 1,5 metro). Sensor biométrico de impressão digital, reconhecimento facial e de íris (extremamente seguro). Por fim, sua câmera é algo de extraordinário!! Testei o S6 Edge, o S7 Edge e agora o S8+. Melhorar o que já era bom parecia impossível, certo? Mas a câmera do S8+ é ainda mais precisa, captura detalhes com uma nitidez impressionante, inclusive em ambientes com baixa iluminação!!


figura 01 – Samsung Galaxy S8+

Resumindo as principais características do S8+, suas especificações:


figura 02 – especificações do Samsung Galaxy S8+


figura 03 – Samsung Galaxy S8+

Câmera fotográfica

Sem trocadilho, embora não seja foco deste texto falar em detalhes da câmera, já bastante comentada e divulgadas as virtudes do S8 e S8+, não posso deixar de compartilhar algumas fotos as quais gostei muito. Difícil foi escolher essa meia dúzia!! Como diz o ditado, imagens valem por mil palavras. Vejam as fotos abaixo.


figura 04 – ambiente externo boa iluminação


figura 05 – incrível nitidez e riqueza de detalhes da foto anterior


figura 06 – cores, planos, matizes, nitidez


figura 07 – recorte (não é zoom) da foto anterior, ricos detalhes


figura 08 – nitidez, cores e detalhes


figura 09 – selfie em dia sem sol, mesmo assim ótima foto


figura 10  mais uma flor em ambiente externo, também nítidos detalhes


figura 11 – recorte (não é zoom) da foto anterior, ricos detalhes


figura 12 – ambiente interno, pouca luz


figura 13 – ambiente interno, luz heterogênea e com certo nível de zoom


figura 13 – contra a luz, por do sol, ótimo resultado do HDR

 

Autonomia da Bateria , será que o S8+ vai bem também?

Não vi testes muito completos sobre a bateria do S8+, por isso, foi meu foco principal neste artigo. Fato, autonomia de bateria é calcanhar de Aquiles de qualquer smartphone! Já testei os mais diversos tipos, marcas e modelos. Alguns lamentavelmente não conseguiam entregar segundo o meu padrão de uso, não mais que 8 ou 9 horas, ou seja, completamente inadequados.  Por outro lado testei aparelhos com imensas baterias de 4000 ou 5000 mAh que entregavam autonomia de 22  a 27 horas!!! Moto Z Play e Asus Zenfone 3 Zoom respectivamente. Mas qual a contrapartida? Maior tamanho e peso e menos recursos.

O desafio do Samsung Galaxy S8+ é muito grande porque ele tem uma tela de dimensões “infinitas” (sem borda) de 6.2 polegadas (medido na diagonal). Tem resolução QuadHD com 2560x1440 pontos (529 pontos por polegada) e tecnologia Super AMOLED de alto brilho e contraste!! Isso tudo confere uma nitidez e conforto visual incomparáveis!! Mas paga um preço, isso tudo consome mais energia. Por isso o S8+ tem uma bateria de 3500 mAh, um pouco maior do que vinha sendo usado pela empresa em seus aparelhos premium (e mais que no S8).

Vamos conferir como se comporta no dia a dia e quanto dura sua bateria em diversas situações específicas. Durante todo o período de teste eu jamais precisei de cargas adicionais durante o dia. Não precisei! Mas digamos que o seu perfil de uso seja muito mais intenso que o meu, que você possa exaurir a carga rapidamente, ou se esqueceu de recarregar durante a noite. O sistema de carga rápida vai ajudá-lo a ter algumas horas a mais com pouco tempo conectado à energia, 20% de carga em 33 minutos (acréscimo de 3.5 horas na autonomia segundo o meu padrão de uso).

Obtive 16 horas em média e isso coloca o Samsung S8+ como um smartphone perfeitamente adequado a um uso PESADO (não considero uso de jogos pois estes vão exigir além do perfil normal). Nestas condições, imagine, se a pessoa sai às 07:00 de casa para o trabalho a bateria vai durar até às 23:00!! Claro que há variações no uso e para isso os sistemas de economia (média e avançada) podem ser usados para estender por muitas horas a duração da bateria.

Fundamento meu teste de autonomia em algumas situações distintas. São para referência e comparação com outros smartphones.

Standby: aparelho ligado, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação o S8+ permaneceu 92 horas até esgotar sua bateria, quase 4 dias!! Usando o “Always on” das notificações.

Youtube: o segundo cenário é de uso contínuo de Youtube. O mesmo vídeo sendo reproduzido ininterruptamente, tela sempre ligada, nível de brilho em de 60%. Nesta função o S8+ permaneceu ativo por quase 9 horas!

Gravação de vídeo: O terceiro cenário é da função de filmagem na resolução 1980x1080 (full HD), tela sempre ligada, imagem sendo continuamente capturada e gravada. Descobri ser esta a situação que mais estressa a bateria do S8+, na qual ele mostrou ser capaz de segurar a gravação de vídeo por 4 horas e 24 minutos. É importante o usuário saber que se gravar um vídeo de 1 hora, isso levará consigo 22% de sua bateria.

Waze: O quarto cenário é do uso contínuo do aplicativo de navegação por GPS e identificação dos melhores caminhos. Era até então este aplicativo o maior triturador de baterias que havia para qualquer smartphone. O S8+ consegue manter o Waze funcionando em média por 7 horas e 30 minutos.  Importante frisar “em média” porque há tempos já sei que o ritmo de consumo da bateria nesta situação depende do trajeto, da temperatura, se há incidência de sol no smartphone, etc. Capturei os dados de 14 viagens que mostro no gráfico abaixo. Raros são os smartphones que chegam a 5 horas de autonomia neste rigoroso teste!! Há smartphones que mal chegam a 3 horas.


figura 14 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze


Carga da bateria
: também julgo muito importante o tempo de carga. O S8+ ganha aproximadamente 1% de carga a cada 2m6seg. Levou 3h e 30 minutos (210 minutos) para a carga total, com ele ligado (mas sem usá-lo). Vendo de outra forma, uma carga de 50 minutos confere autonomia perto de mais de 4 horas no regime “misto” que eu o submeti (16 horas de autonomia total). IMPORTANTE!! Com o telefone desligado o tempo de carga é muito rápido. Cerca de 70% da carga em menos de 55 minutos, carga total perto de uma hora e vinte minutos!!

RESUMO


figura 15 – autonomia da bateria em diferentes atividades

Uso real: o teste mais realista é mesmo o “uso natural” do smartphone, no qual por pelo menos 4 semanas adoto o aparelho como meu único dispositivo do dia a dia, todos meus aplicativos, redes sociais, 4 contas de Email, whatsapp, fotos, vídeos, etc. Há uma boa variabilidade na autonomia. Nos 28 dias testados, obtive uma vez mais de 21 horas de uso contínuo e no pior caso 12 horas, média de 16 horas. Eu faço testes de smartphones há um bom tempo e meu padrão de uso não tem mudado e por isso é para mim referencial para comparações.


figura 16 – autonomia da bateria em regime “natural”

Para os mais curiosos, a tabela abaixo contém o “diário de bordo” do meu teste. Podemos identificar de forma aproximada porque certos dias o consumo foi maior ou menor.


figura 17 – “diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)

O que julgo mais importante é destacar que estas 16 horas de autonomia média reflete o MEU PADRÃO de uso que com certeza não é igual ao do leitor. Posso ser mais comedido ou posso ter um modelo de uso mais intenso. Por isso que gosto de mostrar a tabela acima. Ela ilustra o que eu fiz a cada dia com o smartphone. Não por acaso o dia que teve maior consumo foi o que teve maior percentual de uso de tela, 35% do tempo acesa (quase 3 horas). Há dias com maior uso de GPS/Waze, há dias sem Waze, com fotos, voz, etc.

A forma de coleta de dados que utilizei foi muito simples, um pouco trabalhosa, mas simples. A cada dia registrava a hora que começava o uso, a partir de 100% de carga. No final do dia aferia o percentual usado e pelo tempo decorrido podia inferir o tempo total que teria durado a bateria naquele dia.

Neste texto estreio uma análise nova, um gráfico comparativo da autonomia da bateria correlacionando com o tempo de uso de tela (em percentagem) e com o tempo de use de Waze (também em percentagem). Claro que há outros fatores importantes. Vimos que gravar vídeo consome muita bateria, mas usar a tela acesa (email, whataspp, facebook, navegação web, etc.) e Waze (GPS) são muito frequentes no dia a dia.

Veja o dia 25 no gráfico abaixo. Foi o dia de menor autonomia, apenas 12 horas e 12 minutos. Não à toa foi o dia de maior use de tela (35%) e um razoável uso de Waze (10%).


figura 18 – análise comparativa autonomia x waze x tela (clique para ampliar)

Você pode estar se perguntando “por que há essas variações grandes de um dia para os outros?”. Há dias com quase 22 horas de uso de bateria e dias perto de 12 horas (16 horas na média). Isso é simples de responder, ninguém usa o smartphone da mesma forma todos os dias. Assisto mais vídeo em uma ocasião, uso mais Waze no outro, mais whatsapp, gravo mais vídeos...

Há mais uma explicação para estas variações. Uso um relógio de corrida (Garmin) que se comunica com o smartphone via bluetooth. Descobri recentemente que este modelo demanda um consumo elevado de qualquer smartphone. Assim vários dos dias de menor autonomia foram dias que eu o utilizei. Não fosse isso penso que a média poderia ser mais próxima de 17 ou 18 horas e com variações menores. Pena que descobri isso só depois de coletados os 28 dias. Vou manter o dado aferido e real, 16 horas de média.

Como faço estes testes há muito tempo o padrão de uso é o mesmo e por isso posso comparar com outros smartphones já testados. Há quem faça estes testes usando softwares de benchmark para estressar o smartphone e assim depreender uma “duração de bateria”. Respeito este tipo de teste e vejo também valor nessa abordagem. Porém não existe nada como usar de fato o aparelho no dia a dia, com toda a variação natural de demanda, aplicativos diferentes, por tempos diferentes, etc.

Também apresento os testes “isolados” (Youtube, standby, Waze, gravação de vídeo) para que dessa forma o leitor possa com estas informações todas de uma certa forma inferir como o S8+ seria adequado ou não para sua utilização.

Conclusão sobre a bateria: penso que a Samsung buscou um equilíbrio bastante complicado entre peso, tamanho, tela, capacidade de bateria. O S8+ poderia ter 4000 ou 4500 mAh de capacidade de bateria? Claro que sim!! Mas isso seria em detrimento de algum recurso (para caber mais células) ou mesmo tamanho e peso. Na minha visão 16 horas é uma autonomia totalmente adequada!! Das 08:00 até meia noite não serve? Claro que é suficiente e com folga!! Há smartphones com mais bateria e autonomia? Sim, há, mas com certeza não com o conjunto de características do S8+, são mais pesados e com menos recursos. Penso que o S8+ conseguiu um ponto ideal entre funcionalidades, peso e autonomia!! E caso alguém tenha um perfil de uso mais intenso do que o meu, fica a dica, usar os modos de economia que aumentam a duração da bateria entre 20% a 30%!!!

E os problemas ou pontos a melhorar??

Sendo um smartphone premium não se imagina que haja pontos fracos, certo? Não é bem assim. Há críticas em relação ao seu preço. Mas é um smartphone premium!! O mais sofisticado Android até HOJE!! Foi lançado por R$ 4300 aproximadamente. Hoje em dia pode ser encontrado por R$ 3500 ou menos, com 64 GB de armazenamento. Não é um valor acessível para o grande público a despeito da Samsung ter informado que aceitação e volumes de venda do S8 e S8+ terem superado expectativas.

A posição do sensor de impressão digital, agora na parte traseira, desperta aplausos e vaias, dependendo da pessoa. Principalmente porque o sensor fica deslocado para a esquerda (não é centralizado). Por conta da “tela infinita” não cabe o sensor na frente. Mas quem sabe um dia a Samsung desenvolva um sensor de impressão digital na tela... Eu adoraria. Mas preciso destacar que o sistema de reconhecimento de face e íris funcionam muito bem!! No meu caso, como fiz a “programação” usando óculos, devo estar sempre assim para “destravar” o S8+ olhando para ele (o que é natural porque uso óculos para leitura e curta distância).

Não sobra muito mais para falar. Apenas um ponto, eu sinto a falta de um rádio FM. Seja no táxi, Uber, ônibus, poder ouvir música, programas jornalísticos, noticiários, sem depender de plano de dados da operadora é para mim essencial (há até um projeto de lei tramitando neste sentido – todos os smartphones deveriam suportar rádio FM nativo).

Nada mais!!

Finalizando...

Citei que o S8+ é o Android mais sofisticado até HOJE porque nesta data que publico este texto a Samsung vai lançar no Brasil o Galaxy Note 8 que passará a ocupar este posto, com suas duas câmeras traseiras, sistema para escrita na tela (caneta), outras novidades mais todas as virtudes presentes no S8+. Com certeza passará a ocupar o posto de melhor smartphone Android do mercado, mas possivelmente também o mais caro! Isso pode ser bom para o S8+, pois uma acomodação de mercado e preços pode tornar o S8+ mais acessível. De toda forma a linha Galaxy, a qual acompanho bem de perto desde S6, S7 e S8 (também as versões Note), foram e são produtos refinados, que têm e tiveram máximo capricho em tecnologia e design e seguirão assim. Ótimos concorrentes estão perseguindo a Samsung com produtos muito competentes e possuindo inúmeras virtudes. Caberá a quem destronar os “Galaxies”? Um concorrente ou outro Galaxy?


figura 19 – Samsung Galaxy S8+

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