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Um pouco da revolução industrial e suas fases

Especialista traz alguns trechos de seu capítulo do livro "Automação & Sociedade"

João Roncati

18/03/2019 às 14h31

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Nesse primeiro artigo, resolvi publicar um trecho do capítulo 13 “O desafio dos empregos na quarta revolução industrial” da obra “Automação e Sociedade” que escrevi junto com outros dois autores: Ma. Mhileizer Arielys Toledo Arenas Silva e Felipe Madeira. Isso porque o nome dessa coluna se originou do livro e também acho importante contextualizar o assunto, mostrando as fases da Revolução Industrial. Segue abaixo o trecho:  

“A Revolução Industrial vai além da ideia de grande desenvolvimento dos mecanismos tecnológica aplicados à produção, na medida em que: consolidou o capitalismo; aumentou de forma rapidíssima a produtividade do trabalho; originou novos comportamentos sociais, novas formas de acumulação de capital, novos modelos políticos e uma nova visão do mundo; e talvez o mais importante, contribuiu de maneira decisiva para dividir a imensa maioria das sociedades humanas em duas classes sociais opostas e antagônicas: a burguesia capitalista e o proletariado (CAVALCANTE; SILVA, 2011).

A grande Revolução Industrial começou a acontecer a partir de 1760, na Inglaterra, no setor da indústria têxtil, a princípio, onde o rápido crescimento da população e a constante migração do homem do campo para as grandes cidades acabaram por provocar um excesso de mão de obra barata nas mesmas, o que gerou a exploração e a expansão dos negócios que proporcionarão a acumulação de capital (Capitalismo) pela então burguesia emergente. Isto tudo, aliado ao avanço do desenvolvimento científico, principalmente com a invenção da máquina à vapor, melhorada por James Watts em 1763, criou o conceito de transporte, por tanto a Revolução Industrial marcou o mundo nessa época (SILVA, 2011).

A segunda Revolução Industrial marca a descoberta da energia elétrica e do uso do petróleo como combustível em 1910. Nessa etapa, teve-se forte desenvolvimento tecnológico aplicado, principalmente, às indústrias elétrica, química, metalúrgica, farmacêutica e de transportes. A indústria automobilística Ford, implantada nos Estados Unidos, foi a primeira a fazer uso das esteiras que levavam o chassi do carro a percorrer toda a fábrica, ou seja, a primeira linha de produção semi-automatizada. Esse método de racionalização de produção foi chamado de Fordismo. Essa forma de produção integrada as teorias do engenheiro norte americano Frederick Taylor, o taylorismo, que visava o aumento da produtividade, controlando os movimentos das máquinas e dos homens no processo de produção, enfatiza a eficiência operacional das tarefas realizadas, nas quais se busca extrair o melhor rendimento de cada funcionário (TODAMATÉRIA, 2017)

Já a terceira Revolução Industrial é a revolução tecnológica. A Internet, e principalmente a WWW, globalizou o mundo.O ponto culminante do desenvolvimento industrial, em termos de tecnologia, teve início em 1950 (meados do século XX) com o desenvolvimento da eletrônica, que permitiu o desenvolvimento da informática e a automação das indústrias. Essa fase foi conhecida como a era da eletrônica na qual as máquinas passaram a utilizar controladores lógicos programáveis (CLPs) para comandar máquinas que poderiam ser reprogramadas para novas funções de acordo com uma nova demanda. Durante esse período também foi introduzida a tecnologia da informação nos processos de fabricação (FREY;OSBORNE, 2013).

Conhecimento e comunicação é a quarta Revolução Industrial, que teve seus inícios entre 2010 e 2012. Sobreviverão as organizações que tiverem conhecimento diferenciado, conhecimento de marketing, logística, administração e demais áreas funcionais. Além disso, tudo deve comunicar de forma simples, objetiva e sem excesso, pois este excesso pode ser o erro. Na indústria 4.0 a integração dos equipamentos é muito mais “natural”. Linhas de produção Cibernéticas se adaptam aos produtos que foram pedidos por clientes diretamente via internet sem interferência humana. Todos os equipamentos têm autonomia para tomarem “decisões” e pedirem ajuda por meio de redes sem fio gerando um organismo auto-suficientes e sem planejamento detalhado, o que permite maior flexibilidade e adaptabilidade às demandas dos mercados (FREY; OSBORNE, 2013).”

 No próximo artigo devo trazer mais alguns trechos do capítulo publicado no livro. Até breve.

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