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Visa: indo bem além dos conhecidos cartões de crédito

Flavio Xandó

31/07/2017 às 17h37

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Tive a grata oportunidade de conversar com Erico Fileno, Diretor Executivo de Inovação de uma área chamada de Innovation Studio da Visa. Nesta conversa minha percepção sobre os meios de pagamento foi consideravelmente ampliada. Mas além disso, percebi que rapidamente estamos migrando para soluções mais simples, mais práticas e principalmente mais seguras.

O sistema de “pagamento por aproximação” tem ganhado importância no mundo todo. Há conhecidas soluções baseadas em smartphones como da Samsung ou da Apple, mas não se limitam a estes fabricantes. No Brasil mesmo, um aplicativo como o do Banco do Brasil já permite uso de transações financeiras desta forma, com este nível de confiabilidade, seja por meio de PIN ou complementada por biometria, leitura de impressão digital (usando o sensor do dispositivo), reconhecimento facial, reconhecimento de íris...

 

Uma das inovações da Visa são os dispositivos “vestíveis” (wearables) como relógios, anéis, pulseiras, etc. Cada um leva consigo o chip codificado de identificação por proximidade (NFC) que complementam ou substituem os cartões de débito ou crédito. Há mercados com características diferentes. Segundo Erico a Índia e China praticamente pularam a etapa dos cartões de plástico e foram praticamente direto para meios de pagamentos eletrônicos, mas adaptados às suas condições. É uma curiosidade, como nestes mercados smartphones com suporte a NFC (leitura por proximidade) não era tão grande, QRCODES são usados para disparar as transações financeiras já que todos os aparelhos dispõem de câmera.

Segundo Erico mais de 70% as máquinas da Visa que realizam as transações no Brasil já têm a capacidade de realizar operações de pagamento por aproximação. Isso é animador pois trata-se de uma base instalada bastante considerável.

Existem conveniências interessantes quando se usa este tipo de tecnologia. As pulseiras, anéis e relógios são a prova d’água. Assim, por exemplo, se vou para um estádio de futebol, ou jogar bola com amigos em uma quadra alugada, ou passar uma manhã na piscina do clube, usando apenas um destes dispositivos, a sua “carteira de dinheiro digital” está consigo, pronta para uso, apenas aproximando da leitora da Visa. Segundo Erico cabe ao varejista determinar o que é para ele um limite de segurança ideal para as transações. Por exemplo, em um quiosque de piscina, gastos até R$ 30 não é exigida senha, apenas a aproximação para pagamento. Ou exige em cada operação a confirmação da senha na máquina da Visa... Depende da política comercial e de segurança definida por cada varejo.

Existem também diversas iniciativas para apoio a integração do varejo, bancos, fintechs ou outras startups com os sistema da Visa. Já há mais de 200 APIs de programação à disposição para a criação de soluções inovadoras e que principalmente possam ir ao encontro dos modelos de comportamento dos consumidores, entre eles a geração “milenium” que estão chegando ao mercado de trabalho e de consumo. São consumidores que já cresceram sobre o modelo do smartphone e têm outra dinâmica de pensamento.

Esta conversa com o Erico foi muito interessante e ficou também registrada em mais um programa PAPOFÁCIL que pode ser acompanhada por meio do link de vídeo abaixo.

 

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