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XML, RDF e OWL (Para saber um pouco mais sobre a Web Semântica 1)

Fernando Zaidan

14/08/2013 às 9h51

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Tim Berners-Lee fez toda a proposição da arquitetura da web semântica baseada em XML. Criada em 1998, a XML ? linguagem de marcação extensível (eXtensible Markup Language) teve o objetivo de criar um infra-estrutura única para diversas linguagens.

A XML, e todas as tecnologias que a circunda surgiram como facilitadores, promovendo um padrão de integração na troca de documentos eletrônicos, de forma textual, simples, estruturada, extensível, flexível, semanticamente rica e com uma segurança adequada.

A RDF (Resource Description Framework) é uma linguagem declarativa, cuja escrita é em XML, tornou-se um padrão recomendado pelo W3C em 2004, mas cuja história iniciou-se em 1995, e foi proposta em 1999. A RDF representa metadados no formato de sentenças sobre propriedades e relacionamentos entre itens na web. Todos esses itens são os recursos existentes e podem ser virtualmente qualquer objeto (texto, figura, música, vídeo, dentre outros), desde que possuam um endereço na web. Duas grandes comunidades influenciaram a RDF: a comunidade de bibliotecas digitais e de representação do conhecimento.

Ainda sobre a RDF:

  • A RDF é independente de domínio;
  • Composto pela tripla: sujeito, predicado e objeto;
  • Busca uma representação primitiva com vistas á uma criação maior;
  • Tem a finalidade de embutir semântica (enriquecimento semântico);
  • Fornece a interoperabilidade e a semântica para metadados se modo a facilitar busca por recursos na web (até então, esses recursos estavam sendo procurados através de mecanismos de busca textual simples).

A RDF fornece uma semântica simplificada com boa representação para o tratamento de metadados, mas não fornece subsídios necessários para uma linguagem de ontologias. Foi formulado o RDF-Schema uma linguagem de descrição de vocabulários que objetiva descrever propriedades e classes para os recursos RDF. RDF-Schema também fornece primitivas para organização de recursos, permitindo a construção de hierarquias de classes e de propriedades, sendo utilizado em conjunto com RDF. O conjunto das duas representações é referenciado como pela sigla RDF-S. Recentemente, foi proposto o RDFa, visando ainda mais o enriquecimento semântico, bem como a simplificação do RDF.

Para alcançar um nível de expressividade necessário para web semântica foi preciso criar uma camada de ontologia sobre a camada RDF-S.

Um grande esforço de pesquisa foi empregado a partir do final da década de  1990 para representação do conhecimento e inteligência artificial. Algumas linguagens para esta camada foram propostas, como o SHOE (simple HTML ontology extension), porposta pela Universidade de Maryland, IOL (ontology inference layer), patrocinada por um consórcio da Comunidade Européia, o DAML (agent markup language), proposto pelo DARPA, agência americana de defesa.

Entretanto, em 2001 começaram os estudos do W3C, presidido por James Hendler, um dos percussores da web semântica em conjunto com Berners-Lee, para que, em 2004, fosse recomendada a OWL (Web Ontology Language), linguagem para instanciar ontologias na web.

No próximo post, faremos a continuação deste artigo quando será abordada a linguagem OWL.

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