Home > Notícias

Combinação da Dell e EMC vai gerar empresa de US$ 80 bi em receita

Déborah Oliveira

20/10/2015 às 21h26

Combinação da Dell e EMC vai gerar empresa de US$ 80 bi em receita
Foto:

Michael Dell, fundador e CEO da Dell, está animado com o que vem por aí após a compra da EMC, anunciada na última semana, por US$ 67 bilhões. O executivo abriu a quinta edição de sua conferência anual, o Dell World, em Austin (EUA), comentando os efeitos da aquisição. “A combinação das empresas nos dá uma posição incrível na TI do amanhã pautada pela transformação digital, nuvem híbrida, segurança, dispositivos móveis e outros, gerando receita combinada de mais de US$ 80 bilhões”, afirmou.

Para ele, que falou com jornalistas de diversos países, a união das companhias possibilita alcance facilitado ao mercado emergente e de pequenas e médias empresas, bastante conhecido da Dell, com a pesquisa e desenvolvimento e grandes empresas da EMC, além da cadeia de suprimentos de ambas.

O executivo não quis fornecer mais detalhes sobre a movimentação, mas, segundo ele, mais informações serão divulgadas a partir de amanhã (20/10) durante sua apresentação, quando ele tentará explicar o que ele mesmo definiu como ‘teoria de unificação do universo 1.0’. “A teoria 2.0 vou comentar após a finalização da compra”, assinalou.

A união dos negócios, de acordo com ele, faz todo o sentido uma vez que, hoje, os líderes de TI buscam formas de digitalizar processos e reduzir custos com infraestrutura. “Há ainda um movimento para a virtualização e sistemas hiperconvergentes nos quais os silos estão começando a desaparecer. A combinação de Dell e EMC nos coloca em posição privilegiada no mercado.”

Mas o trabalho da Dell nesse contexto está claramente apenas começando, uma vez que ainda não está definido de que forma os negócios serão conduzidos: serão mantidos de maneira separada, com focos distintos, ou tratados de forma única?

Questionado se a abordagem da Dell é diferente da HP, que está em fase final de separação dos negócios corporativo e usuário final, o executivo foi superficial e afirmou que as companhias têm visões diferentes e para a Dell, a escala e o volume são importantes em sua estratégia. "Há uma explosão de devices, IoT, conexões entre data center e device e clientes não querem mais dezenas de fornecedores, querem menos. Ouvimos de CIOs nos últimos dias que a consolidação é ótima, pois torna o trabalho deles mais fácil”, completou.

Em resposta ao comentário da CEO da HP, Meg Whitman, que criticou a compra, Dell disse: "A HP é um forte parceiro VMware”, limitou-se a dizer, acrescentando que não tinha mais comentários sobre o tema. Lembrando que, pelo acordo, a VMware continuará a operar de forma separada e manterá seu capital aberto.

Com os holofotes todos em cima da aquisição da EMC, nada mais natural do que surgirem dúvidas sobre o futuro do negócio de PCs da Dell. Segundo Jeff Clark, vice-presidente de Client Solutions da Dell, o acordo não diminuirá a importância dos computadores na estratégia da fabricante. "O acordo com EMC ajuda a Dell a resolver problemas dos clientes. Os clientes estão nos pedindo para ajudá-los na jornada digital”, completou Marius Haas, diretor comercial da Dell.

*A jornalista viajou a Austin, nos Estados Unidos, a convite da Dell

Tags
Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail