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Comunicação clara entre chefe e funcionário pode reter talentos

Fabiana Rolfini

30/10/2017 às 9h31

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Apesar de a tecnologia facilitar a rotina de trabalho de profissionais em qualquer área de atuação, ela não é tão eficiente para auxiliar a gerar uma força de trabalho que se sinta valorizada, reconhecida, apoiada e segura dentro das empresas. E ao mesmo tempo em que a tecnologia evoluiu, mudaram as prioridades dos colaboradores para permanecer no atual emprego ou buscar uma nova oferta de trabalho.

É o que destaca a pesquisa Evolution of Work 2.0 realizada pelo ADP Research Institute com 5.330 colaboradores e 3.218 empregadores distribuídos em 13 países, incluindo o Brasil, e companhias com mais de 50 trabalhadores. Os resultados do estudo foram discutidos por executivos de empresas de diversos setores durante encontro na sede do LinkedIn, na última sexta-feira, 27 de outubro, em São Paulo.

As respostas ressaltam uma desconexão entre empregados e seus empregadores acerca de fatores importantes como gerenciamento de talentos, recrutamento, retenção e performance corporativa. De maneira geral, o estudo revela que relacionamentos no trabalho são um fator chave no quão satisfeitos os trabalhadores se sentem, o que influencia diretamente na decisão de permanecerem ou não em uma companhia.

Para Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, deve haver mesmo uma comunicação transparente entre empregador e empregado neste sentido. “É importante definir em conjunto pontos de desenvolvimento para o profissional evoluir. E isso não significa necessariamente um cargo de gestor, já que o funcionário pode não ter o perfil de liderança, então é preciso adequar as oportunidades de acordo com cada perfil”, avaliou.

Retenção x desvalorização

A pesquisa também evidencia que 82% dos entrevistados querem desempenhar um papel importante em suas companhias. No entanto, em todos os 13 países, os colaboradores se sentem mais desvalorizados do que seus empregadores acreditam. Os negócios têm a tendência de ver o emprego como uma simples transação financeira e essa visão precisa mudar.

Por esta razão, a retenção de talentos é o principal desafio das empresas na visão de Antonio Salvador, vice-presidente de Recursos Humanos do Grupo Pão de Açúcar. “Os empregadores devem ser claros em sua proposta de valor para que o colaborador saiba o que esperar da empresa”, afirmou, acrescentando que, ao mesmo tempo, as organizações não podem obrigar lealdade aos funcionários.

“As empresas devem ter consciência de que ter os melhores profissionais traz vantagem competitiva a elas”, comentou Milton Beck, diretor regional do LinkedIn para a América Latina. Ainda segundo a pesquisa, empregados e empregadores acreditam que os talentos devem ser protegidos e nutridos como uma performance financeira (84% de todos os colaboradores entrevistados afirmaram isso, junto a 90% dos gestores), mas eles discordam na qualidade de como isso está sendo feito em suas companhias.

Em uma era de contínua modernização e avanço tecnológico, a conexão humana, ao que parece, é mais poderosa do que nunca. Criar confiança parece ser a chave neste caso.

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