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Bosch acredita em IoT cada vez mais pessoal

Bosch acredita em IoT cada vez mais pessoal

Membro do conselho da companhia, Werner Struth, traz exemplos de como diversas ações do dia a dia já são afetadas pelo conceito

Imagine um mundo amplamente conectado, com carros autônomos, assistes pessoais acionados por comando de voz, uso de gestual em diversas situações e tudo se conversando para um ambiente mais inteligente e seguro. Essa é a realidade defendida pela Bosch. A companhia acredita que já neste momento o conceito de internet das coisas (IoT, da sigla em inglês), muito popular na frente de automação industrial, é cada vez mais pessoal. Isso porque cresce a fabricação e venda de assistentes pessoais, carros conectados e autônomos estão mais próximos da realidade e sensores já começam a ser espalhados pelas cidades, isso sem se falar dos vestíveis.

Para Werner Struth, membro do conselho de administração da companhia, é necessário estar atento a tudo que está acontecendo porque as mudanças são tremendas. “Estamos mais entusiasmados que nunca sobre o impacto que IoT deve ter em nossas rotinas”, comentou em apresentação durante a CES 2017. Na ocasião, o executivo falou sobre diversas iniciativas da Bosch em torno desse mundo conectado, sendo um deles voltado para quem pilota motos.

Trata-se de um sistema conectados que permite ao piloto, por meio de um painel inteligente, conectar e utilizar smartphone enquanto pilota com segurança. Com comandos controlados manualmente, é possível ainda acessar informações importantes sobre condições climáticas, trânsito ou mesmo escutar músicas. 

Embora pareça algo simples, conectar tudo e todos se mostra algo do qual ninguém poderá fugir. De acordo com dados apresentados pela Bosch, até 2020 o mercado de internet das coisas deverá atingir a cifra de US$ 250 bilhões, sendo apenas os Estados Unidos responsáveis por 35% desse montante. “E estamos numa posição muito forte para tirar vantagem desse mercado, seja em mobilidade, industria, energia ou bens de consumo. A conectividade nos permite ampliar nossos negócios e abre portas para novas possibilidades”, refletiu Struth. Você sabia, por exemplo, que a Bosch tem uma estrutura de nuvem para IoT na Alemanha para processamento dos dados enviados pelos sensores que a companhia comercializa? E ao longo deste ano, outro data center deve ser inaugurado nos EUA para a mesma finalidade.

Sistemas e sensores da companhia de origem alemã equipam mais e mais coisas, por isso a preocupação com o processamento dos dados. Um dos sensores anunciados pela empresa durante a CES já é considerado um dos menores do mundo e desempenha papel fundamental no mercado de drones. Na família criada pela Bosch, mais que captar dados, o sensor que equipe um smartphone ou carro gera informações sobre condições climáticas, qualidade do ar, aceleração, entre outros. E todo esse resultado atingido pela fabricante vem de forte aposta em capital humano: são 375 mil pessoas trabalhando na empresa, sendo 56 mil apenas em pesquisa e desenvolvimento, espalhadas por 118 localidades. Afora o pessoal interno, Struth credita boa parte das inovações recentes também à plataforma de startups. 

Essa atividade específica empodera empresas e unidades menores para criação de produtos diferentes. Um exemplo recente vem da Mayfield Robotics, companhia baseada no Vale do Silício e responsável pela criação do robô e assistente pessoal Kuri, que estava em desenvolvimento desde 2015. “Ele é cheio de tecnologia, como câmera, microfone, painel sensível ao toque, tudo para poder interagir com você como se fosse um membro da família”, brincou o executivo. Na prática, o robô pode, por exemplo, se comunicar com o smartphone do proprietário para avisar que o filho chegou do colégio ou mesmo alertar para o caso de barulhos fora do comum quando a casa estiver vazia. Nos Estados Unidos, o produto deve estar disponível nas lojas para o Natal deste ano.

Em meio a tantas coisas apresentadas por Struth para corroborar com a tese dele de que internet das coisas está cada vez mais pessoal, não poderia falta um protótipo de carro autônomo. O modelo apresentado pela Bosch abusa das tecnologias touch screen, controle por gesto e comando de voz para converter o automóvel também em um assistente pessoal. “O protótipo mostra como num futuro próximo você irá conversar com o carro por meio de toda a tecnologia embutida. Com isso, o condutor terá mais tempo para se dedicar a outras tarefas. Aqueles que aderirem aos carros automatizados terão até 85 horas de tempo extra, com o qual poderiam assistir a 8 temporadas de Game of Thrones”, comparou o executivo, lembrando também a redução de acidentes de trânsito propiciada por essas tecnologias.

*O IT Forum 365 viajou a Las Vegas a convite da CTA, organizadora da CES

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