Santa Casa de Porto Alegre quer melhorar gestão com startups

Por meio de programa da SAP, hospital gaúcho busca aprimorar captura e acesso a informação e relacionamento médico-paciente

A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre é a maior instituição hospitalar do Rio Grande do Sul e hospital-escola da Universidade Federal de Ciências e Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Ela conta, hoje, com sete unidades assistenciais em sua rede, 1.023 leitos, sendo 67% SUS e 33% particulares e convênios, e mais de 6,4 mil colaboradores.

Somente em 2016, segundo relatório anual da entidade, foram realizadas mais de 814 mil consultas e 48.527 internações na Santa Casa. Seu tamanho e importância geram diversos desafios de gestão. Desafios estes que a Santa Casa quer eliminar com a ajuda de startups. A resposta chegará por meio um programa de incubação da fabricante alemã de software SAP, o .idea

O .ideia é fruto da aliança entre o SAP Labs Latin America, laboratório de desenvolvimento da SAP, e a Incubadora Tecnológica da Unisinos (Unitec). Sua proposta é alavancar novos negócios e fortalecer o Brasil e América Latina como hub de desenvolvimento de soluções de internet das coisas (IoT). A Santa Casa de Porto Alegre será a primeira da área de saúde a participar do programa.

Carlos Klein, gerente de ensino e pesquisa do Instituto Santa Casa de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, lembra que quando as conversas começaram com o SAP Labs no final de 2016 diversas possibilidades se abriram. Mas para esse primeiro momento, cinco frentes de trabalho foram elencadas. São elas: o estreitamento da relação entre médicos, além da relação com pacientes, o dimensionamento da enfermagem, a gestão de filas de leitos e bloco cirúrgico e a coleta de informações de pacientes na beira do leito.

“Para a captura de dados na beira do leito, por exemplo, pretendemos usar a imagem como alternativa. Já para a gestão de blocos cirúrgicos, buscaremos nos apoiar em inteligência artificial”, relatou Klein.

Ele explicou que, sim, há ferramentas no mercado que ajudam nesses desafios. Contudo, a maioria é cara ou não apresenta interoperabilidade, tornando inviável sua implementação. “Para nós, faz mais sentido tem startups nos apoiando, já que elas têm uma solução disruptiva, que nos atende melhor”, justificou.

Próximos passos com as startups

Daniel Duarte, executivo-chefe de Inovação e Experiência do Cliente do SAP Labs Latin America, contou que 20 startups foram até o SAP Labs para apresentar suas ideias para as equipes da Santa Casa, da SAP e da Unitec. Dessas, oito foram selecionadas. “Agora, elas terão seis meses para desenvolver um protótipo funcional para ser validado junto ao corpo técnico do programa”, explicou.

Feito isso, na terceira etapa, que vai até fevereiro de 2018, as startups precisam demonstrar um produto viável. A partir de então, as ideias aptas selecionadas continuarão o processo de incubação com o suporte da SAP e da Unitec. Elas deverão se desenvolver e chegar ao resultado de uma tecnologia para comercialização tanto para a Santa Casa, que será a primeira a receber a tecnologia, quanto para outros hospitais no Brasil.

*A jornalista viajou a São Leopoldo (RS) a convite da SAP
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