Home > Colunas

É preciso comunicar em vídeo. Em mobile. E in-app!

O usuário cada dia é mais visual, mas ao mesmo tempo menos atento à mensagem. Isto obrigará as empresas a repensarem sua estratégia publicitária

Alberto Pardo*

30/04/2019 às 13h31

Foto: Shutterstock

Nos metrôs, nos ônibus e pelas ruas. Em qualquer lugar e a todo momento as pessoas estão com olhos vidrados NOS seus smartphones. Naturalmente, o tráfego de dados tem crescido em uma taxa significativa. O tempo dispensado em apps, checando os feeds, ou em buscas na web, têm impactado neste aumento.  no entanto, se tivermos de apontar o principal fator para essa alta, o vídeo mobile é o grande ganhador.

O tráfego de vídeo em mobile é responsável, hoje, por ⅔ (63%) de todo o tráfego de dados mobile, e continuará a crescer até chegar a aproximadamente 80% de todo o uso de dados até 2022, representando um aumento de nove vezes desde 2017, de acordo um report da empresa de tecnologia Cisco. Na América Latina o crescimento previsto é de 43% neste período.

Um estudo da Cisco ainda aponta outras previsões em relação ao uso de mobile nos próximo quatro, cinco anos. Até 2022, as projeções são:

- Mobile representará 20% do total de tráfego de IP;

- O número de de dispositivos mobile conectados per capita alcançará 1.5;

- A média global de velocidade de conexão irá superar 40Mbps;

- Smartphones irão ultrapassar 90% de todo tráfego de dados mobile;

- O tráfego 4G será de 71%, enquanto o tráfego de 5G será de 12% do total mobile.

O aumento no consumo de vídeos, especialmente nos smartphones, pode ser explicado pelo crescimento dos investimentos em 'social video' e o crescimento de plataformas de Subscription Video On Demand (SVOD) mais amigáveis para os dispositivos móveis.

Do ponto de vista da comunicação das marcas, especialmente no mercado brasileiro, tanto pelos hábitos dos usuários do País, como pelo forte ecossistema de aplicativos no Brasil, a publicidade mobile in-app tem sido a mais relevante. Dados da pesquisa The Global Mobile Report, realizada pela ComScore, mostram que o brasileiro passa 95% do tempo em dispositivos móveis nos dez principais aplicativos do usuário.

Neste contexto, o segmento 'gamer' merece atenção extra. Entre os 100 apps mais baixados no Brasil, 62% são de jogos. No Google Play há mais de 3.8 milhões de aplicativos disponíveis para download e na Apple Store há 2.3 milhões. Em média, 23% desses apps são da categoria 'gaming', ou seja, cerca de 1.4 milhões de jogos.

Outro ponto favorável para criar comunicações em aplicativos de games diz respeito à percepção dos anunciantes. De acordo com o estudo da AdColony, os jogos para dispositivos móveis se mostram como a plataforma preferida pelos entrevistados para serem impactados por anúncios (16%). Em seguida, aparecem as plataformas de mídia social, como o YouTube (15%), Snapchat (9%) e Instagram (7%). Além disso, depois de ver um anúncio um app de game, quase 30% dos usuários compram produtos ou serviços anunciados por meio da plataforma, enquanto apenas 10% fazem compra pelo Instagram e 9% pelo Snapchat.

Os anúncios em vídeo no formato “bumper ads”, vídeos curtos de seis segundos que não podem ser ignorados e entregam a mensagem aos consumidores de forma rápida e eficiente, têm sido o destaque de uma estratégia de publicidade mobile eficiente. Atualmente, já existem criativos inovadores que permitem que as marcas criem anúncios poderosos, em tela cheia, totalmente otimizados para campanhas móveis, além da possibilidade de oferecer tanto o modo paisagem como retrato.

A medida que o consumo de vídeo em dispositivos móveis cresce e a atenção das pessoas está cada vez menor, as mensagens das marcas também precisam se adaptar. É preciso estar atento às tendências para que sua marca siga no radar dos olhares dos usuários.

*Alberto Pardo é CEO e fundador da Adsmovil

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail