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Eleições 2018: como funciona o aplicativo e-Título

Advogado especialista em Direito Eleitoral explica que tecnologia será usada em todo o país e permite ao eleitor apresentar documento digital na hora da votação

Redação

21/09/2018 às 10h46

Eleições 2018 como funciona o aplicativo e-Título
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No dia 7 de outubro, os brasileiros irão às urnas para o primeiro turno das Eleições. Para facilitar a votação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou, em dezembro do ano passado, o aplicativo e-Título, que permite que eleitores acessem a via digital do título eleitoral por meio do seu smartphone ou tablet.

Todos os cidadãos podem utilizar o aplicativo, desde que não haja nenhuma pendência com a Justiça Eleitoral. Segundo o advogado Luis Roberto Alcoforado, da Alcoforado Advogados Associados, a principal função e vantagem do aplicativo é a dispensabilidade de portar o título de eleitor (documento físico) ao exercer o papel principal como cidadão do Estado Democrático de Direito.

"O software permite que os dados eleitorais do eleitor permaneçam, em tese, sempre seguros e disponíveis, em razão do aparelho celular ter alcançado o status de extensão do corpo humano", comenta o especialista.

e-Título e biometria

No caso da utilização da tecnologia por quem já fez a biometria, o advogado esclarece que, para quem já fez o cadastro biométrico, basta se cadastrar no aplicativo e estar portando o smartphone no dia do pleito. "Já para quem não fez, é necessário que, no dia da eleição, portar um documento oficial com foto", explica.

O e-título também permite ao cidadão acessar outras funções relevantes como: o local de votação, além do sistema operacional oferecer a opção ao usuário de como chegar até o seu domicílio eleitoral da melhor forma; dados de cadastro biométrico; certidão de quitação eleitoral e certidão criminal.

O especialista faz ressalvas sobre o uso desse tipo de iniciativa. "O aplicativo responde de forma vagarosa. Diversas vezes, não é possível acessá-lo. Portanto, acredito que na hora da votação, se as falhas não forem reparadas, enfrentaremos, possivelmente, grandes filas, devido à falta de capacidade da rede do aplicativo gerenciar diversos aparelhos móveis simultaneamente", conclui o advogado.

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