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Empreendedores digitais estão revolucionando a sociedade

Agibank, Easy Táxi, Flapper, Yellow e Rappi Brasil debatem sobre suas ideias inovadoras, milionárias e transformadoras de hábitos, corações e mentes

Solange Calvo

19/10/2018 às 13h36

Empreendedorismo digital
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As startups estão mudando o mundo com modelos de atuação altamente inovadores, impactando negócios e, principalmente, os hábitos de a sociedade consumir produtos e serviços. “Elas mudaram o comportamento humano. Mudaram a sociedade global”, disse Flávio Pripas, diretor do Cubo Itaú, ao abrir a mediação do painel Empreendedorismo digital, fonte para geração exponencial de riquezas, realizado ontem (18/10), no IT Forum Expo 2018.

O debate contou com nada menos do que Bruno Mantecón, CEO da Easy Táxi; Marciano Testa, presidente do Agibank; Paul Malicki, CEO da Flapper, Renato Freitas, fundador da 99 e da Yellow e Bruno Nardon, presidente da Rappi Brasil.

Pripas se mostrou entusiasmado com o crescimento de startups de sucesso no Brasil, que, segundo ele, fez com que o país ingressasse no mapa de inovação global, acenando para o mundo com unicórnios (empresas com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão) como a 99, a primeira do País, e outras que seguiram na trilha como o PagSeguro e o Nubank.

Ao longo do debate, ficou clara a importância da percepção da necessidade de algo que revolucione a vida das pessoas. Algo que torne, de fato, o dia a dia delas mais prático, seguro, vantajoso, que poupe precioso tempo e esforço. Um mix de conveniência, satisfação e velocidade na aquisição de produtos e serviços e como eles podem mudar suas vidas.

É o que o novo consumidor, hiperconectado, encontra no Agibank, banco 100% digital, primeira instituição financeira do mundo a transformar o número do celular no número da conta corrente do cliente. Em uma ação que surpreendeu a plateia, Testa convocou alguém que estaria disposto a ter uma conta do Agibank naquele momento e já contar com um aporte de R$ 200. Em menos de dois minutos, o voluntário teve sua conta aberta por meio do smartphone, com o capital-brinde.

Primeiro banco do País a oferecer a experiência de pagamento com uso de QR Code, já totaliza mais de 1 milhão de clientes. “Temos plataforma omnichannel, com 600 pontos de atendimento no Brasil e queremos chegar a 1,2 mil”, relatou Testa.

O presidente do Agibank disse que trabalham de maneira global e que neste ano a operação se estendeu aos Estados Unidos como primeiro passo internacional. “Recebemos demanda de 150 mil novos clientes por mês em nossa plataforma.  Nossa base cresce mais de 10% ao mês”, revelou.

Sinal verde na Yellow

A Yellow, que iniciou a operação em São Paulo, em agosto deste ano, revolucionou o modelo de compartilhamento de bicicletas, eliminando as estações físicas. É uma redistribuição livre (dockless) em que as bikes são liberadas por meio de um aplicativo de celular. Mais uma ideia transformadora, facilitando ainda mais essa tendência mundial de mobilidade urbana.

De acordo com Freitas, seu fundador, tudo vem de inspiração. “O Google, por exemplo, usa o critério ‘pasta de dente’ para investir em alguma iniciativa. Ou seja, a ideia tem de ser desenvolvida para algo que as pessoas usem ao menos duas vezes ao dia. Na Yellow foi assim”, disse.

A Yellow iniciou a operação com 500 bicicletas e tem meta de chegar a 20 mil até o final do ano. E para isso precisa de gente para não perder eficiência. “Estamos contratando para expandir nosso quadro atual de mais de 150 pessoas. E otimistas com nossa perspectiva de crescimento. Afinal, São Paulo é Top One e um ótimo playground, onde nós empreendedores conseguimos nos divertir.”

Delivery de tudo?

“Vendemos comodidade”, resumiu Nardon, presidente da Rappi Brasil, startup que já levanta a bandeira de maior aplicativo de “delivery de tudo” da América Latina.

Presente na Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai a Rappi chegou ao Brasil em julho deste ano e apresenta taxa de crescimento de mais de 30% ao mês, com atuação em dez cidades. “Pelo Rappi, é possível pedir qualquer coisa, desde produtos de farmácia, restaurantes e o que o cliente quiser”, garante e conta que já receberam pedido para acordar uma pessoa para que não se atrasasse para o casamento. [risos da plateia].

E mais: “Um aluno da USP precisava entregar um trabalho na universidade, sob pena de tirar zero, caso não o fizesse. Ele estava em um estágio, sem poder se ausentar, e nós fomos a solução. Essa entrega viralizou na web”. “Esse é o conceito: hiperconveniência. Hoje, temos mais de 50 mil clientes cadastrados em São Paulo.”

Easy Taxi, agente de inclusão

Criada em 2011, a Easy Taxi foi o primeiro aplicativo de táxi em solo nacional. Ela mudou a forma de as pessoas solicitarem táxis, sem terem de ir para as calçadas ou ligar para pontos de táxi quase sempre sem ninguém.

“Hoje, estamos em nove países da América Latina e 400 cidades. Temos mais de 600 funcionários e já realizamos mais de 400 milhões de corridas. E aqui em São Paulo é motivo de satisfação saber como impactamos a cidade em que vivemos, contribuindo para aprimorar a mobilidade urbana – Fazemos parte dessa mudança de forma legítima”, afirmou Mantecón, CEO da Easy.

A Easy possui mais de 500 mil motoristas cadastrados e se sente agente de inclusão, diz, proporcionando renda a muitos profissionais que, em especial no Brasil, não viam luz no fim do túnel diante do quadro de incertezas econômicas e desemprego.

Voando alto

A Flapper, companhia para viagens de aviação privada premium compartilhada, opera em São Paulo, Rio de Janeiro, Angra dos Reis e Búzios. Possui nada menos do que 2 mil usuários que já viajaram por meio da plataforma. A startup começou a operar no final de 2017 e já transportou mais de mil passageiros.

A startup recebeu investimentos de R$ 3 milhões para ampliar seus negócios. Recursos do fundo brasileiro Confrapar e do Travel Capitalist Ventures, do Catar. “Mas não foi fácil. Fizemos 128 tentativas para encontrar investidores. Esse trabalho também é fruto de muita perseverança e de acreditar no sucesso da ideia”, revelou Malicki, CEO da Flapper.

Como funciona? A empresa oferece por meio da plataforma frete de voos e venda de passagens avulsas. Por meio de parcerias, a Flapper conta com aeronaves de empresas de táxi aéreo, sendo o canal de vendas para clientes de maneira mais ágil, prática, moderna e conveniente.

“Por meio do aplicativo, que já totaliza mais de 80 mil usuários cadastrados em sua plataforma, nossos clientes podem escolher assentos em helicópteros e jatinhos. Este é um serviço para clientes vip (celebridades, políticos). Mas temos também fretamento”, explicou Malicki, que contou uma solicitação inusitada.

“Recebemos um pedido de fretamento da cantora italiana Laura Pausini, que queria chicken nuggets, do McDonald’s, que não tinha na cidade em que estava, e nós fomos buscar para ela”, relatou arrancando risos da plateia.

Já embarcaram nessa viagem empreendedora da Flapper famosos como o youtuber Whindersson Nunes, a funkeira JoJo Todynho, o ex-jogador Ronaldo Nazário, Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso.

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