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Empresário brasileiro está mais otimista para os próximos 12 meses, aponta pesquisa

Pesquisa da Grant Thornton revela que investimentos em tecnologia apresentaram percentual de 52%, aumento de 18 pontos percentuais

Redação

27/07/2018 às 11h01

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Apesar de um segundo trimestre turbulento por conta principalmente da greve dos caminhoneiros que desacelerou a economia e fez com que o governo reduzisse a projeção de crescimento do PIB, os empresários brasileiros se mostraram mais otimistas em relação aos próximos 12 meses.

É o que revela a pesquisa International Business Report (IBR), produzida pela Grant Thornton. O levantamento aponta um indicador de 28% para o Brasil, crescimento de dois pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O levantamento avalia a expectativa de 2,5 mil líderes de mercado em 32 países.

Mesmo com o crescimento tímido no otimismo, o País ainda está abaixo da média global, que foi de 54%, mas acima da média dos países da América Latina, que apresentou indicador de 23%. “Os empresários se mostram confiantes na continuidade dos investimentos, principalmente em tecnologia e em pesquisa e desenvolvimento. Apesar disso, o cenário adverso resultou na redução da projeção do PIB para 2018, de 2,5% para 1,6%, considerando a necessidade de ganho de produtividade, redução de custos e inovação para as empresas se tornarem mais competitivas no mercado local e global”, analisa Daniel Maranhão, sócio líder da área de auditoria e consultoria da Grant Thornton.

O investimento em tecnologia apresentou 52%, aumento de 18 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, que foi de 34%. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento também cresceram, atingindo 38%, 17 pontos percentuais melhor em relação ao trimestre anterior.

Os demais indicadores da pesquisa também apresentaram crescimento, com destaque para Crescimento Salarial 82% (+10 pp); Receita 72% (+5 pp); Rentabilidade 56% (+8 pp); Empregabilidade 47% (+9 pp); Preços de Venda 42% (+7 pp); Incerteza Econômica 40% (-1 pp); Pesquisa & Desenvolvimento 38% (+17 pp); Custos de Energia 35% (+ 2pp); Burocracia 33% (-2 pp) e Exportação 20% (+10 pp).

Ranking global

No ranking global do otimismo, o Brasil subiu 3 posições, saindo da 26ª para a 23ª colocação, se posicionando à frente da Rússia (24º), México (25º), Reino Unido (26º), Itália (27º), Argentina (28º) e Japão (30º), entre outros. Os países mais otimistas são Indonésia (98%), Holanda (96%) e Áustria (92%). Os piores indicadores são apresentados pela Turquia e Grécia (-28%) e Japão (-18%). Quem mais evoluiu em relação ao trimestre anterior foi a Armênia, com incremento de 114 pontos percentuais, já a Turquia apresentou a maior queda (48 pontos percentuais).

Cenário mundial

Globalmente o otimismo foi de 54%, queda de 7 pp em relação ao trimestre anterior, que foi de 61%, que havia sido o melhor trimestre dos últimos 15 anos, em contraponto, as empresas preveem aumento de receita para 59%. As principais economias apresentaram dados divergentes, já que os Estados Unidos registraram uma queda de 11 pp, enquanto a China cresceu 14 pp.

A União Europeia apresentou uma redução de 14 pp, impulsionados pela queda de potencias econômicas, como França, -37 pp; Reino Unido, -14 pp e Alemanha, -6 pp.

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