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Empresas precisam se preparar para o digital ou ficarão para trás, diz presidente da EMC Brasil

Déborah Oliveira

04/08/2015 às 11h40

Empresas precisam se preparar para o digital ou ficarão para trás
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Na crise, a oportunidade. É assim que muitas empresas estão observando o momento atual e buscando fazer mais com menos ou até mesmo encontrando formas de inovar. Mas, tão, ou mais, desafiador quanto o cenário econômico, tem sido a transformação da aérea de tecnologia, acredita Carlos Cunha, presidente da EMC Brasil. Para ele, essa mudança está acontecendo tão rapidamente que a questão agora é preparar as companhias não só para o movimento atual, mas também para o futuro.

A mudança, no entanto, não é fácil de ser conduzida. “Sinto certa resistência em aceitar essa transformação. Todo mundo já viu que tem de mudar e que quem não o fizer vai ficar para trás”, afirma Cunha. Essa resistência acontece, de acordo com o executivo, em razão do legado das empresas. “Para mudar isso, é preciso começa a fazer um plano para implementar essa transformação. Alguns clientes têm feito isso”, observa.

Em entrevista ao portal IT Forum 365, o executivo falou sobre o momento da economia, as expectativas para os negócios da EMC neste ano e o foco em inovação, um dos diferenciais da fabricante. Confira abaixo:

IT Forum 365 - Como você enxerga o momento econômico atual nos negócios da EMC e como o cenário vai impactar nos resultados Brasil neste ano, considerando que a empresa teve uma queda no lucro no segundo trimestre?
Carlos Cunha – Mais desafiador do que o cenário econômico tem sido a transformação da aérea de tecnologia. O mundo caminha a passos largos para o digital e as empresas precisam se preparar para esse novo momento ou ficarão para trás. A transformação está acontecendo muito rapidamente, muito mais do que cinco anos atrás. O grande desafio é preparar a empresa, os clientes e o mercado para o mundo novo que bate à porta.

Mas falando sobre os impactos, nosso lucro cresceu 3% no segundo trimestre de 2015. Comparando com a queda de outras empresas, estamos conseguindo conduzir e executar com sucesso a transformação. A área de armazenamento do novo mundo digital cresceu à taxa de dois dígitos e big data também. Isso demonstra excelente resultado e é fruto do nosso contínuo investimento em inovação. Direcionamos esforços não só para o desenvolvimento interno, como na compra de empresas que têm soluções disruptivas. Exemplo claro disso é a Virtustream, que tem tecnologias inovadoras que passarão a compor o portfólio EMC. 

Apesar de termos tido um lucro um pouco menor, nosso caixa aumentou e temos investindo em novas aquisições para inovar. Esse é o grande foco. Todas as empresas que compramos são pequenas, mas têm soluções e tecnologias dirsuptivas. Investimos algo em torno de 12% a 14% da nossa receita em aquisições. Essa estratégia não muda e tem-se mostrado vencedora.

IT Forum 365 - Acredita que os clientes estão mais conservadores para iniciar a transformação digital?
Cunha - Sinto certa resistência em aceitar essa transformação. Todo mundo já viu que tem de mudar e que quem não o fizer vai ficar para trás. É uma mudança complicada de ser feita para quem tem um legado. É mais fácil eu chegar para o CEO e dizer: “se você não mudar, vai morrer”. Ele entende isso. Por outro lado, o CIO sabe que existe um grande legado e sua primeira frase para a transformação será “vamos ter um risco muito grande”. Para mudar isso, é preciso começa a fazer um plano para implementar essa transformação. Alguns clientes têm feito isso. 

Do lado do fornecedor, também há muito trabalho a ser feito para ajudar nessa transformação. Por isso, estamos investindo e mudando o perfil do profissional, que tem de ser mais consultivo.

IT Forum 365 - Recentemente, a EMC anunciou seu ingresso no mercado open source. Como os clientes enxergaram esse movimento e quais os benefícios dessa estratégia daqui para frente nos negócios da EMC?
Cunha – Quando partimos para open source, garantimos integração com outras soluções. Por exemplo, o EMC ScaleIO, armazenamento baseado em software: outros fornecedores vão se integrar a ele, dando mais segurança ao cliente no uso da solução, mas oferecendo a liberdade e a possibilidade de ele baixar o software e desenvolver seu plano de jornada digital. Damos liberdade para outros fornecedores para até melhorar o código, se assim eles quiserem. O importante é que o cliente entenda o benefício de usar aquela ferramenta. 

IT Forum 365 – E o que vem por aí nos negócios da EMC?
Cunha – Somos rápidos na adoção de algumas tecnologias, como big data. Agora, o grande ponto que queremos chegar é ajudar clientes que já começaram a jornada de cloud e big data. Assim, eles ganham maturidade para operar boa parte das suas necessidades de maneira autônoma. Mas para isso, temos de pensar na parte de educação, que estamos ampliando bastante para apoiar os clientes. Educação no uso do software, mas também do conceito da tecnologia e temos usado bastante nosso briefing center, no Rio de Janeiro, para educação e demonstração de como podemos ajudar clientes nessa jornada digital. 

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