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Entendendo a jornada da transformação digital

Empresas são confrontadas com a necessidade urgente de evoluir de maneira inteligente e rápida por meio de maior agilidade

David Kinlaw*

01/07/2019 às 10h06

Foto: Shutterstock

Ao longo dos anos, todos ouvimos as pessoas dizerem: “Se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve”. Essa é uma citação bem-humorada que teve sua origem na clássica história infantil de Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”. Ironicamente, no entanto, vejo isso acontecer diariamente em minhas interações com organizações que não sabem ao certo onde precisam ir com seus data centers e como chegar lá. O problema tem muito a ver com o lugar onde estivemos e para onde estamos indo. Deixe-me explicar.

Parte disso tem a ver com o fato de que, há muitos anos, as organizações de TI operaram sob a restrição “faça mais com menos”, na qual seus orçamentos não têm aumentado. Até certo ponto, isso condicionou os gerentes de TI a não esperar mudanças no futuro. Em contrapartida, as organizações e setores de negócios continuam planejando crescer e prosperar, aproveitando as possíveis oportunidades de mercado, ao menos em parte, por meio da inovação tecnológica.

Infelizmente, essa mentalidade de que "a TI continuará firme" tende a limitar a proatividade da área, sua liderança em colaboração, planejamento e, por fim, sua capacidade de acompanhar clientes dos diversos setores de negócios na exploração das oportunidades identificadas no mercado. Então, vamos separar, por um momento, a mentalidade operacional cotidiana da mentalidade transformacional e orientada para o crescimento que precisamos promover.

Um dos maiores equívocos de muitas organizações é a contínua mensagem sobre cortar custos e reduzir gastos. Todos sabemos que nossos orçamentos não estão aumentando e que devemos fazer mais com menos. Se nosso objetivo é promover mudanças significativas e inovar, essas medidas sozinhas não farão isso. Precisamos gastar de forma mais inteligente e nos concentrar no que vamos investir, no lugar do que vamos cortar. Reavaliar o portfólio das ofertas e analisar o que ainda faz sentido oferecer. Isso nos permitirá trazer novos serviços em potencial para o mercado. Esta é uma ação transformadora e não apenas um corte para que possamos nos manter firmes.

Força agnóstica

Claro, estamos na Era da Transformação Digital e da Disrupção Digital, a força agnóstica que equilibra o campo de atuação tanto para líderes de mercado quanto para organizações iniciantes. Isso significa que todas as empresas que operam em um ambiente competitivo são confrontadas com a necessidade urgente de evoluir de maneira inteligente e rápida por meio de maior agilidade, produtividade da força de trabalho, retenção de talentos e inovação tecnológica.

Mas a transformação digital, seja no data center ou em qualquer outra área da organização, não é um destino, mas uma longa jornada. Infelizmente, vejo muitas companhias que não planejam adequadamente essa jornada - com uma visão e um roteiro no longo prazo.

Nas reuniões de planejamento com clientes, os gerentes seniores querem saber como a tecnologia pode apoiar a inovação em seus escritórios, agora, muitas vezes expressa como uma decisão independente de tecnologia isolada.

Mas, como muitos de nós já vimos, de tempos em tempos, o pensamento e as decisões de curto prazo produzem resultados de curto prazo. Enquanto isso, por causa da Disrupção Digital, nosso competidor está planejando uma luta de longo prazo com seu objetivo final em mente.

Assim, enquanto a questão “agora” ainda é uma parte válida da equação, ela precisa ser enquadrada no contexto mais amplo de "vamos considerar também o que vem depois disso”, tanto a tecnologia quanto a capacidade que podemos desenvolver. O que começa como uma discussão de curto prazo se transforma em uma que se alinha às necessidades e metas de longo prazo.

Repetidamente, ouço de clientes que eles querem tomar a decisão certa para a empresa e garantir que temos alinhamento. Mas, inevitavelmente, há atrasos e não há uma decisão tomada devido à falta de dados ou à falta de compras para seguir em frente. O que eu sempre digo aos clientes é que a pior decisão é não tomar uma decisão. Sempre aconselho a terem, no mínimo, uma discussão sobre roadmap internamente com suas equipes e, em seguida, ver como eles se alinham com outras equipes. Roadmaps são projetados para se tornar uma entidade viva dentro das organizações e devem continuar a evoluir ao longo do tempo. Lembre-se, esta é uma jornada e não um destino.

*David Kinlaw é US Principal Datacenter Architect da Getronics

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