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Estresse passou dos limites? Conheça a Síndrome de ‘burnout’

Recentemente, a Síndrome de Burnout (esgotamento profissional) foi incluída na Classificação Internacional de Doenças da OMS

Lucia Quintino*

07/06/2019 às 13h20

Foto: Shutterstock

Fazer a inclusão dessa doença faz com que haja uma maior atenção à enfermidade. Só no Brasil, uma pesquisa feita pela International Stress Menagement Association revelou que cerca de 30 milhões de brasileiros são afetados pela síndrome.

Primeiro vamos entender, afinal o que é essa Síndrome de ‘burnout’?

‘Burnout’ vem do inglês: esgotamento. É descrita como um esgotamento total físico e mental da pessoa devido sua vida profissional. O termo foi criado pelo psicólogo Herbert J. Freudenberger em 1974, que caracterizou o problema com uma série de sintomas que vão desde dor de cabeça, insônia, irritabilidade até comportamento depressivo.

O motivo mais frequente para o aparecimento é quando o profissional tem maior demanda do que recursos ou tempo para apresentar os resultados, trazendo desgaste e tensão emocional.

Se formos pensar, motivos para se sentir pressionados no trabalho não faltam: pressão por resultados, corte de gastos, demissões, insegurança no trabalho, demissões, dificuldade de relacionamento com chefe ou colegas.

A ansiedade pode ser um dos primeiros sinais que o corpo indica, seguido de uma série de alterações físicas como aumento da frequência cardíaca e da respiração.

Por isso em alguns momentos pode ser confundido com estresse, que por definição é quando acontece por uma situação específica e dura pouco tempo, enquanto a síndrome de ‘burnout’ é gradativa e dura um longo período, podendo ser incapaz de lembrar quando foi a última vez que dormiu bem ou não teve dor de cabeça.

Além desses sintomas, a pessoa pode sentir uma profunda sensação de impotência, desmotivação, falta de engajamento e irritabilidade, frieza, falta de empatia com colegas e forte sentimento de culpa por não estar dando conta.

O sentimento de culpa é um dos grandes vilões na detecção do problema, visto que a pessoa tende a esconder com medo de perder o emprego e costuma querer trabalhar ainda mais para compensar a baixa produtividade.

Lembre-se: nada começa do dia para noite, ao perceber que há algo errado, o indivíduo deve procurar ajuda de um terapeuta ou psicólogo para fazer o diagnóstico correto.

A associação de uma reeducação da forma de lidar com o trabalho (coaching profissional) e a psicoterapia é uma excelente forma de tratamento.

E como podemos fazer para evitar? Algumas dicas simples que podem ajudar:

- Tire alguns momentos de total desconexão: muitas vezes, cinco minutos entre uma atividade estressante e outra são suficientes.

- Mexa-se: saia da cadeira, dê uma volta, beba água, converse com os colegas.

- Tire folga: o trabalho estará lá te esperando quando você voltar, então, quando estiver descansando, tenha certeza que está ali presente.

- Meditação: procure estar presente no presente. Se necessário, utilize técnicas de respiração e visualizações guiadas que são facilmente encontradas na internet.

- Encontre valor no que faz: caso você sinta que o que faz não vale a pena, contrate um bom coach e passe por um processo de busca do seu propósito.

- Reduza o consumo de cafeína, nicotina e álcool.

- Encontre equilíbrio nas várias áreas da vida.

- Se dê momento de prazer.

E viva! Você está aqui para viver e não para sobre-viver.

Lucia Quintino é especialista em Liderança e terapeuta sistêmica de empreendedorismo

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