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Estudo aponta presença de DevOps em 73% das empresas brasileiras

Vitor Cavalcanti

26/02/2015 às 15h24

Estudo aponta presença de DevOps em 73% das empresas brasileiras
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Se antes a metodologia DevOps ganhava adeptos pelo aumento de eficiência operacional e um trabalho mais conjunto das áreas de operações e desenvolvimento, gerando sinergia e economia, hoje, o apelo passa pela transformação do negócio rumo ao digital e pela necessidade de acelerar o lançamento de aplicações. A velocidade com que essa entrega é feita, ou o time-to-market, tem sido colocada como crucial por diversos CEOs, impactando na TI e na forma como esses profissionais trabalham.

Essas questões ficam evidentes em um estudo encomendado pela CA Technologies à empresa britânica Vanson Bourne, que ouviu 1.425 executivos em 15 países, sendo, desse total, 150 no Brasil. Algo que chamou muita atenção nos resultados da amostragem foi que 73% dos respondentes brasileiros disseram já utilizar DevOps de alguma maneira em suas companhias, contra 24% da média global. O número surpreendeu até mesmo a fabricante, que reconhece, no entanto, que muitas dessas empresas adotam o conceito, mas não de maneira completa e com pouco apoio de ferramental tecnológico.

O coordenador de pesquisa de software da IDC Luciano Ramos, que participou da apresentação dos resultados do estudo em São Paulo, lembrou que muitas startups, sobretudo as digitais, nascem de maneira redonda e poderiam servir inclusive de exemplo de como estruturar melhor o desenvolvimento de aplicações. “Mas voltando à constatação do estudo, vejo com muita surpresa que 73% das empresas utilizem, mas é bom lembrar que muitas têm processos, mas falta amarrará-los de maneira mais eficiente e suportados por ferramentas.”

A pesquisa trouxe ainda outras constatações interessantes, como destacou Rodrigo Bernardinelli, diretor de soluções da CA Technologies para América Latina. Ao apresentar o estudo, o executivo ressaltou que o que tem levado as empresas para o DevOps é a transformação digital e a remodelação de negócios, apontando que 94% dos executivos ouvidos no Brasil relatam sofrer pressão para lançar aplicativos mais rapidez.

Entre as empresas que utilizam a metodologia, 52% o fazem para melhorar qualidade e desempenho das aplicações, 41% pela possibilidade de desenvolvimento simultâneo em plataformas diferentes e 36% apontam o uso de dispositivos móveis. Quando o assunto é benefícios, 78% apontam o aumento na frequência de lançamentos de aplicativos, 71% a redução no tempo gasto com manutenção e correção dos aplicativos e 70% redução do time-to-market.

“O tempo entre teste e garantir escalabilidade na ponta para usuário final é onde mais se perde tempo, então, time-to-market tem sido mandatório, além disso, é preciso garantir a melhor experiência para esse consumidor”, pontuou Laércio Albuquerque, presidente da CA Technologies para América Latina. O executivo frisou que em conversas com diversas indústrias, essa agilidade tem sido apontada como algo que tira o sono do CIO. Toda a pressão tem recaído sobre a TI e o executivo tem de encontrar maneiras de lidar com isso.

“O CIO não pode ser o cara que só diz não as novas tecnologias por questões de risco, ele não pode negar um mundo que já existe. Esse executivo tem que ser embaixador da tecnologia e instrumentalizar a companhia de forma que cresça, vá para esse mercado e entre na economia das aplicações de maneira segura e ágil”, aconselhou Albuquerque. 

Ainda sobre a pesquisa, foram feitas algumas perguntas relativas aos desafios embutidos na adoção de DevOps. É interessante notar que a escolha da consultoria correta foi apontada por 36% dos respondentes, seguida por desalinhamento entre equipes de desenvolvimento e aplicações (31%) e desconhecimento sobre ciclo de desenvolvimento e divisão de responsabilidades (26%). 

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