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Expedia Group investe no conhecimento do perfil do turista brasileiro

Plataforma global de viagens traz para o Brasil seu Laboratório de Usabilidade móvel para estudar como consumidores fazem suas reservas na região

Solange Calvo

09/10/2018 às 10h39

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Somente no segundo semestre de 2018, o Expedia Group investiu em tecnologia e Marketing nada menos do que US$ 1,517 bilhão. Em 2017, o grupo norte-americano faturou US$ 88,4 bilhões em vendas brutas com reservas vendidas. Cerca de 40% das vendas são realizadas fora dos Estados Unidos e o Brasil representa um dos mercados que mais crescem.

O Expedia Group é uma das maiores plataformas de viagens do mundo e reúne em seu portfólio mais de 20 marcas como Expedia, Hotels.com, Egencia, trivago e HomeAway. No Brasil, a operação completa sete anos em 2018 e comemora também a chegada do Laboratório de Usabilidade móvel em solo nacional para testar comportamento de consumidores brasileiros.

Há pouco mais de seis meses no cargo, Marcos Swarowsky, diretor de Market Management do Expedia Group para a América do Sul, diz que esse reforço representa um marco estratégico para a unidade brasileira. “É a primeira iniciativa com o laboratório da empresa, na América Latina. Agora, pesquisadores poderão avaliar viajantes potenciais no momento em que eles reservam suas próximas férias. Os resultados obtidos nesse processo ajudarão o Expedia Group a melhor entender às necessidades dos turistas da região, além de aprimorar suas experiências online e reunir dados importantes para equipes de hotéis parceiros no Brasil.”

Segundo ele, a Expedia Brasil ganha cada vez mais espaço nos planos do grupo, porque o turista brasileiro tem enorme afinidade com plataformas tecnológicas e, apesar da crise, não deixou de viajar. “Em 2018, os turistas brasileiros não deixaram de realizar viagens e observamos aumento de 50%, em relação ao ano passado em contratação de hospedagem, compras de passagens aéreas em pacotes, entre outros. Reduziram o escopo, mas não adiaram suas viagens”, diz.

O Laboratório Usabilidade móvel do Expedia Group está localizado em São Paulo, nas instalações da ESPM Tech Campus. E em seu primeiro estudo, candidatos testados foram conectados a uma escuta e examinados via câmeras e sensores que mediam suas reações positivas e negativas.

De acordo com Swarowsky, tecnologias como Inteligência Artificial, machine learning ajudam no entendimento do comportamento dos consumidores e ajudam bastante na realização de ações, criação de produtos e agilizam as tomadas de decisão em todo o ecossistema de negócios do grupo, aumentando a taxa de conversão.

Além da unidade original do laboratório em Bellevue, nos Estados Unidos, o grupo possui laboratórios fixos em Londres, no Reino Unido, e em Cingapura. A versão móvel está percorrendo as cidades mais importantes para a empresa ao redor do mundo e esta é a primeira vez que o projeto visita a América Latina.

Valores intangíveis da operação

A plataforma Expedia.com.br tem apresentado forte crescimento e a cada dia ganha mais participantes, de acordo com a avaliação de Swarowsky. “A plataforma oferece muitas vantagens, especialmente para os pequenos empreendedores. Donos de pequenas pousadas podem se inscrever de maneira rápida e simples no Expedia.com.br e quase que imediatamente ganhar visibilidade e receber reservas.”

O executivo diz ainda que o time da Expedia faz as avaliações para certificar o estabelecimento. Depois de certificado, o negócio passa a operar em uma rede extremamente relevante. “Imagine se esse pequeno empreendedor tivesse de investir em marketing para promover a sua pousada? Inviabilizaria a sua oportunidade. Nesse momento de turbulência econômica, tem crescido o número de pessoas ingressando nesse tipo de negócio. É uma forma de inclusão na economia”, destaca.

A indústria de turismo, segundo Swarowsky, movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano na América Latina, incluindo toda a cadeia formada por hotéis, transporte aéreo, aluguel de carro, entre outros setores. No mundo, a movimentação é de US$ 1. 6 trilhões. “Representa 10% do PIB global, com influência direta e indireta do turismo. No Brasil, representa entre 2% e 3%”, revela o executivo para quem esse mercado irá crescer significativamente no País.

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