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Fracassos são fundamentais, ensina bilionário Richard Branson

Déborah Oliveira

31/05/2017 às 13h02

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Você certamente já ouviu falar de Richard Branson. O bilionário britânico é um empreendedor em série: construiu mais de 500 empresas e atualmente consome 80% do seu tempo atuando em causas sociais e 20% nos negócios do conglomerado de companhias do Grupo Virgin.

Branson identificou aos 15 anos seu tino para os negócios, quando fundou uma revista estudantil, a The Student Magazine. Deu tão certo que ele largou os estudos e passou a vender anúncios para a publicação.

Aos 20 anos, abriu a gravadora Virgin e aos 22 anos aventurou-se na aviação com a Virgin Airlines. Durante o Vtex Day, em São Paulo, o executivo lembrou sobre a abertura inusitada da Virgin Airlines. Em 1984, ele passou três semanas em Porto Rico e havia acabado de perder um voo. Sentindo-se desprezado pela companhia área ele, então, fundou a sua. “Geralmente, negócios surgem de frustrações.” Depois, diversificou ainda mais a atuação do conglomerando partindo para hotelaria com a Virgin Hotels e mais recentemente com a Virgin Galactic, que tem como missão levar pessoas para o espaço.

Em sua trajetória empreendedora, Branson comentou que nem tudo foram flores. Muitos fracassos marcaram sua jornada. O que ele acredita ter sido fundamental em sua trilha. “Você precisa tentar as coisas. Algumas vão dar certo, outras vão falhar. Se não há fracasso, não há sucesso”, comentou.

Cliente em primeiro lugar
Branson e seu time são obcecados pelos clientes e aí está o segredo do sucesso do seu negócio, revelou. Segundo ele, ainda, o segundo fator de sucesso de uma empresa é ter orgulho de onde se trabalha. “Na United Airlines, os funcionários não estão felizes. Caso contrário, elas não teriam arrastado um passageiro para fora do avião”, alfinetou lembrando do episódio de algumas semanas atrás.

Valorização dos profissionais de seu império, inclusive, é fundamental para o executivo. “É por isso que odeio vender companhias. Toda empresa é formada por um grupo de pessoas. Muitos deles se tornam amigos. Vender uma empresa é como colocar as pessoas à venda”, afirmou.

Delegar tarefas
Um dos aprendizados de Branson foi delegar tarefas e encontrar alguém melhor do que você para comandar os negócios no dia a dia. “Se você delegar bem, terá a oportunidade de construir novas companhias.”

Brincadeiras que geram negócios
Nos anos 80, Branson concedeu uma entrevista a uma publicação norte-americana e resolveu pregar uma peça no mercado em razão do Dia da Mentira, em 1º de abril. Na ocasião, ele disse que a Virgin estava desenvolvendo um computador que armazenava músicas e as tocava sob demanda. O nome seria Music Box.

Anos mais tarde, Steve Jobs, fundador da Apple, confidenciou a Branson que a ideia o havia inspirado, fazendo surgir em 2001 o iTunes e o iPod – mesmo ano em que o Branson vendeu a Virgin Records. Fica o alerta: talvez brincadeiras gerem grandes ideias.

Filantropia
O executivo incentivou empreendedores a investir tempo e recursos em filantropia. Ele, inclusive, criou um braço da Virgin voltado para o tema. Assim, a seu exemplo, ele defende que líderes empresariais usem suas habilidades para criar e gerir um negócio voltado a causas sociais.

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