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Gestão de negócios: lições de uma startup inspiradora

Déborah Oliveira

19/08/2015 às 10h08

Gestão de negócios: lições de uma startup inspiradora
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Srin Madipalli tem atrofia muscular espinhal, e em razão de seu problema de mobilidade fundou a Accomable, que ele descreve como o Airbnb para quem tem desafios semelhantes aos seus.

Madipalli e Martyn Sibley, cofundador da Accomable que também tem atrofia muscular, como muitos empresários, tiveram a ideia de criar uma empresa a partir de uma experiência cotidiana ao enxergar a possibilidade de solucionar um problema.

Em razão da doença, ambos se locomovem com a ajuda de cadeiras de rodas motorizadas. A deficiência física deles, no entanto, não os limitou: estudaram em boas universidades, são bem-sucedidos e viajados. Mas viajar muitas vezes é um desafio para eles.

A empresa já está conquistando clientes. Segundo os executivos, o serviço tornou-se disponível para o público em geral em junho e já conta com cerca de cem propriedades listadas até agora, principalmente na Grã-Bretanha e no resto da Europa. Agora, o Accomable quer adicionar ao portfólio propriedades na América.

A plataforma é fruto do trabalho de desenvolvimento de Madipalli, que aprendeu a codificar com uma startup norte-americana. Em pouco tempo, ele passou a desenvolver em Ruby on Rails, linguagem de programação web.

O plano de negócios e o protótipo foram o suficiente para que ele ganhasse uma bolsa de mais de US$ 30 mil na Fundação Skoll, instituição de caridade fundada por Jeffrey Skoll, primeiro presidente do eBay, que apoia a criação de empresas com propósito social. 

Em razão do aporte Madipalli está aprimorando suas capacidades. Entre outras ferramentas, ele tem aprendido JQuery, biblioteca JavaScript, para tornar seu site mais rápido e mais ágil em dispositivos móveis.

Madipalli espera agora levantar fundos para o Accomable e já não ser o único codificador. Sua intenção agora é contratar um designer e um desenvolvedor aprimorar o visual do site e melhorar a experiência do usuário. 

Ele, no entanto, afirma que a tarefa de codificar tem sido enriquecedora. “É um trabalho de tentativa e erro e com isso aprende-se a não desistir”, diz.

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