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Big data

Big data, analytics e BI estão na pauta de CIOs para 2017

Ouvimos oito líderes de tecnologia e seis deles citaram perspectivas de explorar pelo menos uma dessas tecnologias no próximo ano

Big data, analytics e business intelligence (BI) fazem parte dos planos de empresas para 2017. As escolhas vão ao encontro das perspectivas de mercado, visto que, mundialmente, soluções de BI devem atingir receita de US$ 16,9 bilhões em 2016, aumento de 5,5% em relação a 2015 – segundo dados do Gartner. Ao mesmo tempo, o investimento global das empresas em projetos de big data e analytics atingirá o valor de US$ 187 bilhões em 2019, segundo a IDC.

Os investimentos em big data continuam aumentando, porém mostram sinais de contração, de acordo com estudos recentes. O Gartner indica que 48% das companhias investiram na tecnologia em 2016, aumento de 3% em comparação a 2015, mas a quantidade de organizações que planejam investir em big data nos próximos dois anos diminuiu de 31% para 25% no mesmo período.

O fato é que são duas tendências para 2017 e conversas com CIOs dos mais variados setores mostram isso. Entre oito gestores de tecnologias entrevistados pelo IT Forum 365, seis citaram que projetos de big data, analytics e/ou business intelligence estão na pauta para o próximo ano. Outros temas que se destacam são computação em nuvem, ERP e aplicativos para dispositivos móveis.

Projetos
Na Nova Rio, empresa do segmento de terceirização de serviços, a utilização de big data faz parte de um dos projetos de destaque. “Estamos com um trabalho em desenvolvimento com uma startup que utiliza big data para diminuição de custo com alguns benefícios”, conta Fabio Viegas, CIO da companhia. O executivo explica que já foram feitas análises sobre o produto da empresa parceira e as primeiras reuniões estão sendo realizadas para entender melhor a tecnologia e dar prosseguimento ao projeto.

Viegas diz também que, para suportar diversas modificações realizadas durante o ano com a renovação da equipe de vendas e a chegada de novos colaboradores, CRM e BI estão sendo implementados para que todos os KPIs (Key Performance Indicator, na sigla em inglês – Indicadores-chave de desempenho) sejam acompanhados de forma automática e em tempo real.

Marcio Braguiroli Krauser, CIO do grupo Legrand – especialista em sistemas elétricos e digitais -, projeta a utilização de analytics e big data para ações voltadas à área de marketing. No entanto, o executivo diz que as ideias ainda estão em estágio inicial. BI também está nos planos, neste caso já com muitas ações previstas para 2017, após a reestruturação dos ERPs e processos que estão passando por momento de revisão.

Para a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN), a utilização de BI na área corporativa já é realidade e, de acordo com o CIO Fabrizio Ferrari, a intenção é dar continuidade envolvendo os demais setores da companhia. Além disso, Ferrari destaca o projeto de ERP recém-implementado e o foco em trazer mais processos à plataforma (SAP).

Outras empresas que também planejam explorar BI, analytics ou big data são DeVry, Grupo Aço Cearense e Sulzer.

Nuvem
Até 2020, 55% das infraestruturas e softwares serão baseadas em ofertas de nuvem, destacou a IDC em estudo divulgado na última semana. Cada vez mais, a nuvem irá suportar diversas plataformas, como internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e o próprio big data.

Na DeVry Brasil, grupo de educacional que contempla instituições como Ibmec e Faculdade Damásio, um dos principais projetos em andamento é baseado em cloud computing. “Neste projeto, o Brasil está definindo tecnologia, arquitetura, fornecedor e outros itens para todo o grupo. Os pilotos já foram iniciados e até o final de 2017 todos os sistemas da DeVry Brasil estarão em nuvem”, destaca Luiz Eduardo Alvarez, CIO da companhia.

Já na Legrand, a nuvem é utilizada para movimentar toda a estrutura para a infraestrutura da Equinix, em projeto que deve finalizar em fevereiro.

Na Aço Cearense – produtora de aço para construção civil, estrutura e serralheria – o cenário atual conta com BI on premise e a proposta para 2017 é utilizar a nova plataforma na nuvem da SAP HCP. “O objetivo é inovarmos com nossos planejamentos e ganharmos agilidades nas entregas de relatórios”, destaca o CIO do grupo, Vinícius da Costa Amanajás.

Rodrigo Garcia Neves, CIO das lojas Koerich, afirma que a empresa continuará investindo em mobilidade e aumentará o consumo de serviços de cloud, com uma tendência de migração conservadora e continua. Para BI e ERP não haverá alterações nos investimentos que já vinham sendo feitos, mas não há previsão de explorar big data em um futuro próximo.

Neves conta que em 2017 duas grandes frentes serão trabalhadas de forma simultânea – projetos que visam melhorar o controle da cadeia de suprimentos com forte impacto nas áreas de logística e de compras e também trabalhos para melhorar a produtividade da equipe de vendas. “A primeira visa melhorar os processos de recebimento e armazenagem de produtos, estreitando o relacionamento com os fornecedores e liberando a equipe de compras para uma melhor gestão dos negócios. Na segunda frente, estão previstas novas ferramentas de mobilidade para a equipe de vendas melhorar sua produtividade e desempenho”, explica.

Contenção de custos
O cenário desafiador em termos econômicos que foi agravado durante 2016 teve reflexo direto em corte de custos e deve impactar projetos para 2017.

Raquel Moreira, CIO da Cimentos Liz, disse que, com a falta de perspectiva de melhoria do panorama econômico do País, a empresa optou por manter investimentos prioritariamente para o cumprimento das demandas fiscais e legais e, para isso, intensificou os investimentos em BPM (Business Process Management , na sigla em inglês – Gerenciamento de Processos de Negócio). “A crise econômica está exigindo maior eficiência e automatização dos processos administrativos. A maior eficiência e automatização permite o enxugamento de áreas que tinham muitas atividades manuais e menor retrabalho geral”, afirma.

Raquel destaca também que outra perspectiva a adoção de tecnologias de aplicativos para dispositivos móveis para o apoio na força de vendas.

Na Sulzer, que atua ramo de bombas e equipamentos para bombeamento, o CIO Claudiomiro Olivo admitiu que todo investimento da empresa está associado ao mercado. “Quando mais cedo for a reação do mercado na área de Petróleo e Gás, mais cedo serão os investimentos. Atualmente este mercado está retraído devido ao preço do petróleo que está em baixa.”

Olivo conta que, recentemente, a empresa trocou de fornecedor de ERP: deixou o BaaN, que era utilizado há 16 anos, para migrar para SAP. “O BaaN estava estável e consolidado e agora estamos com muitas solicitações por parte dos usuários final para melhorarmos as integrações principalmente as áreas contábil-financeira e controle. Ainda não temos todas as definições o que fazer e como fazer por ser uma implementação recente. Estamos fazendo os levantamentos para propor melhorias nestas áreas e voltar o mesmo nível de integração que tínhamos antes”, afirmou.

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