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Média salárial de CIO no Brasil deve cair 5% em 2017

Média salárial de CIO no Brasil deve cair 5% em 2017, aponta Robert Half

Apesar de perspectiva de ligeira queda da remuneração em alguns cargos, estudo mostra que mercado de tecnologia segue aquecido e com oportunidades em cloud e big data

A Robert Half, empresa de recrutamento especializado, divulgou o Guia Salarial 2017, que traz dados atualizados sobre remuneração em oito grandes áreas, entre elas o setor de tecnologia. O estudo mostra a média salarial dos principais cargos da área e a projeção para o próximo ano, em comparação com 2016.

Segundo a empresa, as faixas salariais apresentadas no guia foram calculadas a partir de um valor mínimo e máximo para cada posição, de acordo com as medianas dos salários registrados para cada faixa. Os valores projetados são resultados das análises das propostas financeiras para futuras contratações elaboradas por clientes e salários atualmente praticados pelo mercado que constam no banco de dados da companhia.

Um número que chama atenção é a média salarial de diretores de TI/CIO, que deve cair 5% em 2017. Os salários que variam entre R$ 25 mil e R$ 55 mil em 2016 devem sofrer ligeira queda para um valor entre R$ 23.750 e R$ 52.250 no próximo ano.

Por outro lado, o cargo de diretor de tecnologia/CTO está em alta e os salários podem subir até 15%. Os valores que variam entre R$ 15 mil e R$ 40 mil em 2016 devem registrar um em torno de R$ 17,250 e R$ 46 mil para 2017.

O estudo, no geral, mostra que o mercado de tecnologia segue aquecido, sobretudo para profissionais temporários e para projetos ligados a cloud, big data e transformação digital. Prova disso é que os cargos de engenheiro e gerente de big data estão em alta e devem receber, respectivamente, 10% e 15% a mais em 2017. Analista de BI também mostra evolução considerável de 10%. O estudo completo, com todas as variações de salários para cada cargo de do setor de tecnologia, está disponível para download no site da empresa (www.roberthalf.com.br/guia-salarial).

Para a Robert Half, o protagonismo da tecnologia como responsável por transformar os negócios e manter a competitividade das empresas faz com que a área deixe de ser vista como suporte para ser projetada à posição estratégica, abrindo oportunidades para profissionais qualificados que tenham em seu DNA habilidades comportamentais e visão de negócios. “O profissional de tecnologia passa a ocupar o papel que foi do engenheiro recentemente, ou seja, passa a ser visto com uma peça que pode ser encaixada em qualquer área. Uma tendência, por exemplo, é CIOs se tornarem CEOs”, aponta Fábio Saad, gerente sênior da Robert Half.

Ainda, o avanço para a esfera virtual proporciona boas oportunidades para os profissionais com afinidade com o mundo digital. “É possível observar setores como varejo, bens de consumo e serviços com investimentos agressivos para criar plataformas de e-commerce, mobile e aplicativos. O mercado das fintechs também aumentará a procura por tais perfis”, explica Saad.

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